{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":161547,"origem":"stj","sha256_origem":"88296502ec0beecc1986655eb59daf3f4dbaa51ca5ba611c3a43957c3812264d","registro_original":{"id_fonte":"1454098","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3222826","numero_registro":"202601267503","relator":"MESSOD AZULAY NETO","data_julgamento":"2026-08-04","data_publicacao":"2026-08-13","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. SÚMULA 7/STJ. REEXAME\n FÁTICO-PROBATÓRIO. CONTINUIDADE DELITIVA E CRIME ÚNICO NO ART. 218-B\n DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE.  AGRAVO DESPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. O recurso. Agravo regimental contra decisão que, ao conhecer\n agravo em recurso especial, não conheceu do recurso especial em\n razão da incidência da Súmula n. 7 do STJ.\n 2. Fato relevante. Condenação por infrações aos arts. 215-A (duas\n vezes), 215-A c/c art. 14, II, 218-B c/c art. 14, II, 218-B, § 1º,\n 218-B, § 1º e § 2º, I, 218-B, § 1º (por dez vezes) e 230, caput (por\n dezesseis vezes), todos do Código Penal, com pena redimensionada em\n apelação para 24 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão e 52\n dias-multa, reconhecida a continuidade delitiva entre os crimes do\n art. 215-A, a atenuante da confissão espontânea quanto ao art.\n 218-B, §§ 1º e 2º, e absolvição quanto ao art. 218-B c/c art. 14,\n II.\n 3. As decisões anteriores. Embargos de declaração rejeitados;\n recurso especial interposto com alegação de negativa de vigência aos\n arts. 71 e 218-B do Código Penal; inadmissão na origem por\n incidência da Súmula n. 7/STJ; agravo em recurso especial conhecido\n para não conhecer do recurso especial; no agravo regimental, a\n Defesa sustenta revaloração jurídica das provas, continuidade\n delitiva aplicável e crime único quanto ao art. 218-B do Código\n Penal.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 4. A questão em discussão consiste em saber se, na via do recurso\n especial e do agravo regimental, é possível realizar revaloração\n jurídica do conjunto probatório sem revolvimento fático, para (i)\n reconhecer continuidade delitiva nos termos do art. 71 do Código\n Penal; e (ii) afirmar a existência de crime único quanto aos fatos\n subsumidos ao art. 218-B do Código Penal, afastando o concurso de\n crimes fixado pelas instâncias ordinárias.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 5. A incidência da Súmula n. 7/STJ impede o reexame das premissas\n fático-probatórias estabelecidas pelo Tribunal de origem, sendo\n incompatível, na via eleita, a desconstituição das conclusões sobre\n materialidade, autoria, concurso de crimes e inexistência de\n continuidade delitiva.\n 6. A pretensão de revaloração jurídica, no caso concreto, demanda\n revolvimento do acervo fático-probatório para infirmar a moldura\n delineada no acórdão recorrido quanto à multiplicidade de condutas\n do art. 218-B do Código Penal e ao afastamento de crime único, o que\n é vedado.\n 7. Não há ilegalidade ou constrangimento ilegal evidenciado nas\n decisões anteriores, e o Agravante não apresentou argumentos novos\n aptos a modificar o entendimento firmado na decisão monocrática que\n aplicou o óbice sumular.\n IV. DISPOSITIVO\n 8. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.\n Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 105, III, a; CP, art.\n 71; CP, art. 215-A; CP, art. 14, II; CP, art. 218-B; CP, art.\n 218-B, § 1º; CP, art. 218-B, § 2º, I; CP, art. 230, caput\n Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmula n. 7","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\n agravo regimental.\n Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca,\n Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/85e3924f-9307-4c82-bb9c-a7b2de4e958f/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"9c9379af4bea3e4fb3ae819fbd99d6ec926a80aeae9bb9a93f49605b960740b5","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"88296502ec0beecc1986655eb59daf3f4dbaa51ca5ba611c3a43957c3812264d","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
