{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":161971,"origem":"stj","sha256_origem":"388a4e0a22ccdfedb12a842c93d36dcdd797a6fcef14a3f185dc0c46ff2b60ce","registro_original":{"id_fonte":"1454546","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no RHC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS","numero_processo":"230989","numero_registro":"202600186594","relator":"REYNALDO SOARES DA FONSECA","data_julgamento":"2026-08-04","data_publicacao":"2026-08-14","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS\n CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. PROVOCAÇÃO\n MINISTERIAL PRETÉRITA. ART. 387, § 1º, DO CPP. LEGITIMIDADE DA\n REAVALIAÇÃO JUDICIAL. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E CONTEMPORÂNEA.\n GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA. CONDIÇÃO DE\n FORAGIDO À ÉPOCA DO FLAGRANTE. EXPRESSIVA QUANTIDADE DE DROGA.\n MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA NO CASO CONCRETO.\n AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n 1.  \"A provocação ministerial existente nos autos ao longo do\n processo, ainda que pretérita, é suficiente para legitimar a\n decretação da prisão preventiva pelo juízo sentenciante, afastando a\n alegada atuação de ofício, conforme entendimento consolidado na\n jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. O sistema\n acusatório, consagrado após a Lei n 13.964/2019 (Pacote Anticrime),\n veda a decretação da prisão preventiva sem provocação, mas não\n impede que o magistrado, diante de manifestação anterior do\n Ministério Público e de fatos supervenientes, como a condenação,\n reavalie a necessidade da medida cautelar.\" (AgRg no HC n.\n 1.020.944/SP, relator Ministro Carlos Pires Brandão, Sexta Turma,\n julgado em 17/12/2025, DJEN de 23/12/2025.).\n 2. A prisão preventiva foi mantida com base em elementos concretos e\n contemporâneos: reincidência específica em tráfico, condição de\n foragido no momento do flagrante e apreensão de aproximadamente 5 kg\n de maconha, evidenciando periculosidade e risco de reiteração\n delitiva, suficientes para a garantia da ordem pública.\n 3. As medidas cautelares alternativas revelam-se inadequadas diante\n da gravidade concreta da conduta e do histórico do agravante, sendo\n inviável a substituição da prisão preventiva.\n 4. Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\n agravo regimental.\n Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay\n Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/85e3924f-9307-4c82-bb9c-a7b2de4e958f/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"a6984aeb79c6f378c22c9d48d76f91713e9483271af205432ac74b4e80820ad0","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
