# Registro público: STJ — 240857

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-08-04
- **Publicação:** 2026-08-14
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/162000/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/162000.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 35f857a1f1da19a7808e4cde97dcd46c7752229183f438b13782d3ccb6883317

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS
 CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA
 PARCIAL DA DENÚNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO
 DE PROCESSO PENAL. NÚCLEO MÍNIMO DE COGNOSCIBILIDADE. CRIMES CONTRA
 A DIGNIDADE SEXUAL. INDIVIDUALIZAÇÃO EXAURIENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS.
 DESNECESSIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. ARTS. 396 E 396-A DO CÓDIGO
 DE PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. NULIDADE DA DECISÃO
 SANEADORA. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O trancamento da ação penal, pela via do habeas corpus, constitui
 medida excepcional, cabível apenas quando demonstradas, de plano e
 sem necessidade de dilação probatória, a atipicidade da conduta, a
 ausência de indícios mínimos de autoria ou materialidade, a
 incidência de causa extintiva da punibilidade ou a manifesta inépcia
 da denúncia.
- **Item 2 (texto oficial):** A denúncia atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo
 Penal quando contém elementos mínimos capazes de permitir a
 compreensão da imputação e o exercício da defesa, não sendo exigida
 descrição exaustiva ou minudente de todas as circunstâncias dos
 fatos.
- **Item 3 (texto oficial):** A ausência de indicação pormenorizada de datas, horários ou
 circunstâncias específicas de todos os episódios imputados não
 caracteriza, por si só, inépcia da denúncia, sobretudo em apuração
 de crimes contra a dignidade sexual, cuja dinâmica frequentemente se
 desenvolve sem testemunhas presenciais e em contexto de
 clandestinidade. A maior delimitação fática, quando necessária, deve
 ser aferida no curso da instrução, sob o crivo do contraditório.
- **Item 4 (texto oficial):** Não há omissão quanto à alegação de cerceamento de defesa fundada
 nos arts. 396 e 396-A do Código de Processo Penal quando a decisão
 agravada afasta expressamente a inépcia da denúncia e assenta que a
 defesa poderá exercer, no curso da ação penal, os meios processuais
 pertinentes para impugnar a imputação e requerer providências
 probatórias cabíveis.
- **Item 5 (texto oficial):** A rejeição da tese defensiva pela instância de origem, mediante
 fundamentação que reconhece a suficiência da denúncia e a
 necessidade de instrução probatória, não se confunde com ausência de
 fundamentação da decisão saneadora.
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo regimental não provido.

## Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS
 CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA
 PARCIAL DA DENÚNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO
 DE PROCESSO PENAL. NÚCLEO MÍNIMO DE COGNOSCIBILIDADE. CRIMES CONTRA
 A DIGNIDADE SEXUAL. INDIVIDUALIZAÇÃO EXAURIENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS.
 DESNECESSIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. ARTS. 396 E 396-A DO CÓDIGO
 DE PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. NULIDADE DA DECISÃO
 SANEADORA. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
 1. O trancamento da ação penal, pela via do habeas corpus, constitui
 medida excepcional, cabível apenas quando demonstradas, de plano e
 sem necessidade de dilação probatória, a atipicidade da conduta, a
 ausência de indícios mínimos de autoria ou materialidade, a
 incidência de causa extintiva da punibilidade ou a manifesta inépcia
 da denúncia.
 2. A denúncia atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo
 Penal quando contém elementos mínimos capazes de permitir a
 compreensão da imputação e o exercício da defesa, não sendo exigida
 descrição exaustiva ou minudente de todas as circunstâncias dos
 fatos.
 3. A ausência de indicação pormenorizada de datas, horários ou
 circunstâncias específicas de todos os episódios imputados não
 caracteriza, por si só, inépcia da denúncia, sobretudo em apuração
 de crimes contra a dignidade sexual, cuja dinâmica frequentemente se
 desenvolve sem testemunhas presenciais e em contexto de
 clandestinidade. A maior delimitação fática, quando necessária, deve
 ser aferida no curso da instrução, sob o crivo do contraditório.
 4. Não há omissão quanto à alegação de cerceamento de defesa fundada
 nos arts. 396 e 396-A do Código de Processo Penal quando a decisão
 agravada afasta expressamente a inépcia da denúncia e assenta que a
 defesa poderá exercer, no curso da ação penal, os meios processuais
 pertinentes para impugnar a imputação e requerer providências
 probatórias cabíveis.
 5. A rejeição da tese defensiva pela instância de origem, mediante
 fundamentação que reconhece a suficiência da denúncia e a
 necessidade de instrução probatória, não se confunde com ausência de
 fundamentação da decisão saneadora.
 6. Agravo regimental não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
 agravo regimental.
 Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay
 Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
