# Registro público: STJ — 1061497

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-08-12
- **Publicação:** 2026-08-17
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/162802/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/162802.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** ff71d3958ec29c06ba410d18113f2fb8299b01dd1aab18b846e37c160a563372

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão
 monocrática que não conheceu de habeas corpus substitutivo, por
 aplicação da orientação restritiva e ausência de flagrante
 ilegalidade apta a justificar concessão de ofício. 2. Fato
 relevante. Paciente condenado pela prática de três crimes de
 violação sexual mediante fraude, em concurso material, à pena total
 de 6 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. A Defesa
 sustenta prescrição, afirmando que o aditamento à denúncia não
 trouxe alteração fática substancial e, portanto, não poderia
 interromper o prazo prescricional. 3. As decisões anteriores.
 Tribunal de origem assentou que o aditamento não se limitou a
 correção da capitulação, mas implicou alteração substancial da
 imputação com inclusão da elementar normativa "fraude ou outro meio
 que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima",
 reclassificando a conduta para crime mais grave e, por isso,
 reconheceu o recebimento do aditamento como marco interruptivo
 autônomo da prescrição (CP, art. 117, inciso I). Parecer do
 Ministério Público Federal corroborou a existência de alteração
 substancial.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

4. A questão em discussão consiste em saber se o aditamento à
 denúncia, tendo promovido alteração fática substancial da imputação,
 interrompe o prazo prescricional nos termos do art. 117, inciso I,
 do Código Penal.
 5. A questão em discussão consiste, ainda, em saber se há flagrante
 ilegalidade apta a excepcionar a orientação restritiva quanto ao
 habeas corpus substitutivo e justificar o conhecimento do writ.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. O aditamento promoveu alteração substancial da imputação ao
 incluir elementar normativa que qualifica o tipo e reclassifica a
 conduta para crime mais grave, com pena mínima superior, razão pela
 qual o seu recebimento constitui marco interruptivo autônomo da
 prescrição, conforme o art. 117, inciso I, do Código Penal. 7. A
 orientação restritiva ao habeas corpus substitutivo foi corretamente
 aplicada, inexistindo ilegalidade flagrante que justifique
 concessão de ofício, pois o acórdão estadual fundamentou, de modo
 suficiente, a interrupção da prescrição pelo recebimento de
 aditamento com inovação substancial. 8. O parecer do Ministério
 Público Federal confirma a reclassificação da conduta para o art.
 215 do Código Penal, com inclusão da elementar "fraude", reforçando
 a conclusão pela interrupção da prescrição.
 IV. DISPOSITIVO
 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
 Dispositivos relevantes citados:CP, art. 117, I; CP, art. 215; CP,
 art. 215-A
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no REsp 1.350.483/RS, Rel.
 Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 27.10.2020, DJe
 12.11.2020.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.
 ADITAMENTO À DENÚNCIA. ALTERAÇÃO FÁTICA SUBSTANCIAL. INTERRUPÇÃO DA
 PRESCRIÇÃO. ORIENTAÇÃO RESTRITIVA AO HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO.
 AGRAVO DESPROVIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão
 monocrática que não conheceu de habeas corpus substitutivo, por
 aplicação da orientação restritiva e ausência de flagrante
 ilegalidade apta a justificar concessão de ofício. 2. Fato
 relevante. Paciente condenado pela prática de três crimes de
 violação sexual mediante fraude, em concurso material, à pena total
 de 6 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. A Defesa
 sustenta prescrição, afirmando que o aditamento à denúncia não
 trouxe alteração fática substancial e, portanto, não poderia
 interromper o prazo prescricional. 3. As decisões anteriores.
 Tribunal de origem assentou que o aditamento não se limitou a
 correção da capitulação, mas implicou alteração substancial da
 imputação com inclusão da elementar normativa "fraude ou outro meio
 que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima",
 reclassificando a conduta para crime mais grave e, por isso,
 reconheceu o recebimento do aditamento como marco interruptivo
 autônomo da prescrição (CP, art. 117, inciso I). Parecer do
 Ministério Público Federal corroborou a existência de alteração
 substancial.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 4. A questão em discussão consiste em saber se o aditamento à
 denúncia, tendo promovido alteração fática substancial da imputação,
 interrompe o prazo prescricional nos termos do art. 117, inciso I,
 do Código Penal.
 5. A questão em discussão consiste, ainda, em saber se há flagrante
 ilegalidade apta a excepcionar a orientação restritiva quanto ao
 habeas corpus substitutivo e justificar o conhecimento do writ.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 6. O aditamento promoveu alteração substancial da imputação ao
 incluir elementar normativa que qualifica o tipo e reclassifica a
 conduta para crime mais grave, com pena mínima superior, razão pela
 qual o seu recebimento constitui marco interruptivo autônomo da
 prescrição, conforme o art. 117, inciso I, do Código Penal. 7. A
 orientação restritiva ao habeas corpus substitutivo foi corretamente
 aplicada, inexistindo ilegalidade flagrante que justifique
 concessão de ofício, pois o acórdão estadual fundamentou, de modo
 suficiente, a interrupção da prescrição pelo recebimento de
 aditamento com inovação substancial. 8. O parecer do Ministério
 Público Federal confirma a reclassificação da conduta para o art.
 215 do Código Penal, com inclusão da elementar "fraude", reforçando
 a conclusão pela interrupção da prescrição.
 IV. DISPOSITIVO
 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
 Dispositivos relevantes citados:CP, art. 117, I; CP, art. 215; CP,
 art. 215-A
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no REsp 1.350.483/RS, Rel.
 Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 27.10.2020, DJe
 12.11.2020.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por
 unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca,
 Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro
 Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
