# Registro público: STJ — 1923433

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-10-18
- **Publicação:** 2022-10-24
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/16432/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/16432.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5e85e8abc956d080bc2027937701899be59e2ed1b2ab3c905ef179a474843ea4

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO CULPOSO
NO TRÂNSITO. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL. RETROATIVIDADE.
POSSIBILIDADE ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE,
PRODUÇÃO DE PROVA E OMISSÃO. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL DEFICIENTE.
SÚMULA N. 284/STF. ARGUIDA NULIDADE DO JULGAMENTO POR
VIDEOCONFERÊNCIA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO OPORTUNA DO PREJUÍZO. PLEITO
DE ABSOLVIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N.
7/STJ.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O entendimento do Superior Tribunal de Justiça é de que a lei que
instituiu o acordo de não persecução penal não pode retroagir a
feitos cuja denúncia já foi recebida, como na hipótese dos autos, em
que já havia sido, inclusive, proferida a sentença condenatória.
- **Item 2 (texto oficial):** Em relação aos seguintes temas: oposição ao julgamento por
videoconferência; omissão na análise de documentos juntados em
segundo grau; e indeferimento de prova documental pelo Juiz de
primeira instância, verifica-se a deficiência das razões recursais,
pois os dispositivos apontados não contêm comando normativo
suficiente para embasar os pedidos e reformar os fundamentos do
acórdão recorrido. Dessa forma, incide o óbice da Súmula n. 284/STF.
- **Item 3 (texto oficial):** De mais a mais, não prospera a arguida nulidade no julgamento da
apelação, que, na hipótese, foi realizada por videoconferência. O
argumento da defesa de que foi cerceada do direito de realizar
presencialmente a sustentação oral, demandaria a demonstração
oportuna do prejuízo, o que não se verificou. A Corte de origem
rechaçou a possibilidade de adiar o julgamento de forma
fundamentada, apontando que, à época, não havia previsão para o
retorno presencial das atividades. Acerca da reprodução simulada dos
fatos, destacou que a matéria estava preclusa, o que, inclusive, não
foi impugnado pela defesa, o que faz incidir ao caso a Súmula n.
283/STF.
- **Item 4 (texto oficial):** No caso, para que fosse possível a análise do pleito absolutório,
seria imprescindível o reexame dos elementos fático-probatórios dos
autos, o que é defeso em âmbito de recurso especial, em virtude do
disposto na Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO CULPOSO
NO TRÂNSITO. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL. RETROATIVIDADE.
POSSIBILIDADE ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE,
PRODUÇÃO DE PROVA E OMISSÃO. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL DEFICIENTE.
SÚMULA N. 284/STF. ARGUIDA NULIDADE DO JULGAMENTO POR
VIDEOCONFERÊNCIA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO OPORTUNA DO PREJUÍZO. PLEITO
DE ABSOLVIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N.
7/STJ.
1. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça é de que a lei que
instituiu o acordo de não persecução penal não pode retroagir a
feitos cuja denúncia já foi recebida, como na hipótese dos autos, em
que já havia sido, inclusive, proferida a sentença condenatória.
2. Em relação aos seguintes temas: oposição ao julgamento por
videoconferência; omissão na análise de documentos juntados em
segundo grau; e indeferimento de prova documental pelo Juiz de
primeira instância, verifica-se a deficiência das razões recursais,
pois os dispositivos apontados não contêm comando normativo
suficiente para embasar os pedidos e reformar os fundamentos do
acórdão recorrido. Dessa forma, incide o óbice da Súmula n. 284/STF.
3. De mais a mais, não prospera a arguida nulidade no julgamento da
apelação, que, na hipótese, foi realizada por videoconferência. O
argumento da defesa de que foi cerceada do direito de realizar
presencialmente a sustentação oral, demandaria a demonstração
oportuna do prejuízo, o que não se verificou. A Corte de origem
rechaçou a possibilidade de adiar o julgamento de forma
fundamentada, apontando que, à época, não havia previsão para o
retorno presencial das atividades. Acerca da reprodução simulada dos
fatos, destacou que a matéria estava preclusa, o que, inclusive, não
foi impugnado pela defesa, o que faz incidir ao caso a Súmula n.
283/STF.
4. No caso, para que fosse possível a análise do pleito absolutório,
seria imprescindível o reexame dos elementos fático-probatórios dos
autos, o que é defeso em âmbito de recurso especial, em virtude do
disposto na Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça.
5. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro
Relator.
Os Srs. Ministros Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª
Região), Laurita Vaz, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz
votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
