{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":164747,"origem":"stj","sha256_origem":"d56002dc441a7187aa1d21345bdb6dcae80c2cbac684dc96fb5ea1fa5a06a7ad","registro_original":{"id_fonte":"1458885","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3123088","numero_registro":"202504720020","relator":"CARLOS PIRES BRANDÃO","data_julgamento":"2026-08-04","data_publicacao":"2026-08-18","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM\n RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. DETRAÇÃO PENAL. RECOLHIMENTO\n DOMICILIAR NOTURNO. DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA\n PRISÃO. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE FUNDADA NA SÚMULA Nº 7/STJ.\n AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 182/STJ.\n PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 7/STJ. AGRAVO\n REGIMENTAL DESPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto pela defesa em face de decisão\n monocrática que não conheceu do agravo em recurso especial, com\n fundamento na Súmula nº 182 do STJ e no art. 34, XVIII, \"a\", do\n RISTJ.\n 2. O Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca de Macapá/AP\n indeferiu pedido de detração penal referente ao período de\n 18/01/2016 a 27/05/2019, no qual o sentenciado afirmou ter\n permanecido submetido a recolhimento domiciliar noturno. O Tribunal\n de Justiça do Estado do Amapá negou provimento ao agravo em\n execução.\n 3. A defesa sustenta que o agravo em recurso especial impugnou de\n forma específica a incidência da Súmula nº 7/STJ, ao argumento de\n que a controvérsia não exige reexame de provas, mas apenas\n revaloração jurídica de fatos incontroversos, bem como de que o\n descumprimento da obrigação de informar mudança de endereço não\n impediria, por si só, a detração do período de recolhimento\n domiciliar noturno, à luz do art. 42 do Código Penal e do Tema nº\n 1.155/STJ.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 4. A questão em discussão consiste em saber se houve impugnação\n específica e suficiente ao fundamento da decisão de\n inadmissibilidade baseado na Súmula nº 7/STJ, e se a pretensão de\n detração penal poderia ser examinada sem reexame do acervo\n fático-probatório.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 5. O conhecimento do agravo em recurso especial exige impugnação\n específica dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso\n especial na origem. O princípio da dialeticidade impõe à parte\n agravante o ônus de demonstrar, de modo analítico e suficiente, a\n insubsistência do fundamento adotado na decisão agravada.\n 6. No caso, a decisão de inadmissibilidade aplicou a Súmula nº\n 7/STJ, por entender que a alteração da conclusão do Tribunal de\n origem exigiria reexame do conjunto fático-probatório, especialmente\n quanto à premissa de que houve descumprimento de medida cautelar\n diversa da prisão.\n 7. O agravante, ao sustentar a inaplicabilidade da Súmula nº 7/STJ e\n afirmar que a controvérsia teria natureza eminentemente jurídica,\n não demonstrou de forma concreta que a revisão do acórdão recorrido\n poderia ocorrer sem rediscussão dos elementos de prova considerados\n pela Corte local. Também não realizou cotejo analítico suficiente\n para afastar o fundamento de inadmissibilidade.\n 8. A superação da Súmula nº 7/STJ exige demonstração particularizada\n de que a modificação do entendimento adotado pelo Tribunal de\n origem independe de reapreciação fático-probatória. A ausência dessa\n impugnação específica atrai a incidência da Súmula nº 182/STJ.\n IV. DISPOSITIVO\n 9. Agravo regimental desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar\n provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro\n Relator.\n A Sra. Ministra Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do\n TJDFT) e os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e\n Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/94c4e314-91f3-470c-8f8b-d1914303ca16/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"7983ed832aac8b896fad4d0d7eeb1abc71b860efb33a8336e7568fed5055e071","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
