{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":165282,"origem":"stj","sha256_origem":"1237ea49185bb32db47a94862b6c9b37c28053f3645c9d222b4917f2b67d3a03","registro_original":{"id_fonte":"1460028","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no REsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2264291","numero_registro":"202601048100","relator":"NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)","data_julgamento":"2026-08-12","data_publicacao":"2026-08-17","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL.\n REVISÃO CRIMINAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. RETROATIVIDADE DE\n JURISPRUDÊNCIA. SOBERANIA DOS VEREDICTOS. AGRAVO DESPROVIDO.\n I. Caso em exame\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou\n provimento a recurso especial manejado em revisão criminal,\n proposta com fundamento no art. 621, I, do Código de Processo Penal,\n visando a anulação da pronúncia e da condenação por homicídio\n qualificado. sob alegação de teratologia jurídica e de julgamento\n manifestamente contrário à prova dos autos.\n 2. Condenação pelo Tribunal do Júri, com decisão de pronúncia de\n 2/8/2019, julgamento do Júri em 4/12/2020, acórdão de apelação em\n 13/7/2022 e trânsito em julgado em 24/8/2022, todos anteriores ao\n entendimento superveniente do Tema n. 1.260 do Superior Tribunal de\n Justiça.\n 3. Aplicação retroativa de nova jurisprudência para afastar a\n utilização de depoimentos indiretos na pronúncia e na condenação,\n reconhecer nulidade por julgamento manifestamente contrário à prova\n dos autos e desconstituir o veredicto.\n II. Questão em discussão\n 4. Há três questões em discussão: (I) saber se a revisão criminal\n pode ser utilizada como instrumento para aplicação retroativa de\n entendimento jurisprudencial firmado após o trânsito em julgado;\n (II) saber se o veredicto do Tribunal do Júri mostrou-se\n manifestamente contrário à prova dos autos, a autorizar\n desconstituição da condenação; e (III) saber se o reexame do acervo\n probatório é viável em recurso especial.\n III. Razões de decidir\n 5. A revisão criminal possui natureza excepcional e hipóteses\n taxativas (CPP, art. 621), não se prestando à releitura de\n condenações com base em mudança jurisprudencial superveniente, sob\n pena de violação da coisa julgada e da segurança jurídica.\n 6. Os marcos processuais da ação originária são anteriores ao\n entendimento consolidado no Tema n. 1.260 do STJ, que versa sobre\n reconhecimento fotográfico e observância do art. 226 do CPP, razão\n pela qual é inviável sua aplicação retroativa a condenação já\n transitada em julgado.\n 7. Ademais, o veredicto do Tribunal do Júri encontra respaldo em\n elementos probatórios produzidos na instrução, não se qualificando\n como manifestamente contrário à evidência dos autos; incide a\n soberania dos veredictos e a competência constitucional do Júri para\n valorar a prova.\n 8. A pretensão de infirmar a conclusão do acórdão recorrido\n demandaria reexame do conjunto fático-probatório, providência\n obstada em recurso especial pela Súmula  n. 7/STJ.\n 9. O parecer ministerial corrobora a impossibilidade de\n retroatividade de entendimento jurisprudencial e a suficiência do\n conjunto probatório para sustentar a pronúncia e a condenação,\n reforçando a manutenção do acórdão recorrido.\n IV. Dispositivo\n 10. Agravo regimental desprovido, acolhido o parecer ministerial.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.\n Ministra Relatora.\n Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio\n Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão votaram com a Sra. Ministra\n Relatora.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/94c4e314-91f3-470c-8f8b-d1914303ca16/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"7a0670851286a74ea2f5b66631c57e3807db5265319d42fe67f1410c304671b8","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
