# Registro público: STJ — 767899

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-10-25
- **Publicação:** 2022-11-04
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/17989/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/17989.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 6abdaf78a23f54b2c923feb39c977cd02115724b6301720cc47883e79e2ba04a

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSO PENAL E PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO.
DESCLASSIFICAÇÃO PARA O ART. 65 DA LEI DE CONTRAVENÇÕES PENAIS.
INVIABILIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. PALAVRA DA VÍTIMA. VALOR PROBANTE
DIFERENCIADO. FLAGRANTE ILEGALIDADE NÃO EVIDENCIADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O habeas corpus não se presta para a apreciação de alegações que
buscam a absolvição do paciente ou a desclassificação da conduta, em
virtude da necessidade de revolvimento do conjunto
fático-probatório, o que é inviável na via eleita.
- **Item 2 (texto oficial):** Evidenciado que a Corte Estadual, com base nas provas constantes
dos autos, concluiu que "a palavra da vítima, firme e coerente, em
harmonia com os elementos colhidos nas fases administrativa e
judicial, constitui-se de prova suficiente a demostrar, além de
qualquer dúvida razoável, a conduta narrada na exordial acusatória",
a pretensão de desclassificação da conduta do réu para a
contravenção penal da perturbação da tranquilidade demandaria
reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que não se coaduna
com via do writ.
- **Item 3 (texto oficial):** A jurisprudência pátria é assente no sentido de que, nos delitos
contra a liberdade sexual, por frequentemente não deixarem
vestígios, a palavra da vítima tem valor probante diferenciado.
- **Item 4 (texto oficial):** O crime de estupro contempla duas condutas distintas, quais
sejam, ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com
alguém, com emprego de violência ou grave ameaça. Como ato
libidinoso deve ser entendido qualquer ato diverso da conjunção
carnal revestido de conotação sexual.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental não provido.

## Ementa

PROCESSO PENAL E PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO.
DESCLASSIFICAÇÃO PARA O ART. 65 DA LEI DE CONTRAVENÇÕES PENAIS.
INVIABILIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. PALAVRA DA VÍTIMA. VALOR PROBANTE
DIFERENCIADO. FLAGRANTE ILEGALIDADE NÃO EVIDENCIADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. O habeas corpus não se presta para a apreciação de alegações que
buscam a absolvição do paciente ou a desclassificação da conduta, em
virtude da necessidade de revolvimento do conjunto
fático-probatório, o que é inviável na via eleita.
2. Evidenciado que a Corte Estadual, com base nas provas constantes
dos autos, concluiu que "a palavra da vítima, firme e coerente, em
harmonia com os elementos colhidos nas fases administrativa e
judicial, constitui-se de prova suficiente a demostrar, além de
qualquer dúvida razoável, a conduta narrada na exordial acusatória",
a pretensão de desclassificação da conduta do réu para a
contravenção penal da perturbação da tranquilidade demandaria
reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que não se coaduna
com via do writ.
3. A jurisprudência pátria é assente no sentido de que, nos delitos
contra a liberdade sexual, por frequentemente não deixarem
vestígios, a palavra da vítima tem valor probante diferenciado.
4. O crime de estupro contempla duas condutas distintas, quais
sejam, ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com
alguém, com emprego de violência ou grave ameaça. Como ato
libidinoso deve ser entendido qualquer ato diverso da conjunção
carnal revestido de conotação sexual.
5. Agravo regimental não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal
de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Jesuíno Rissato
(Desembargador Convocado do TJDFT), Jorge Mussi e Reynaldo Soares da
Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(DELITOS CONTRA A LIBERDADE SEXUAL - PALAVRA DA VÍTIMA)
   STJ - <<AgRg no AREsp 1784535>>-AM,
         <<AgRg no REsp 1864590>>-RS

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
