# Registro público: STJ — 766973

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-10-25
- **Publicação:** 2022-11-03
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/18274/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/18274.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 423a8adc8af917b68872e0ac4eab054d5321a489a6c9c5a3337807a452a310a7

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS  CORPUS. EXECUÇÃO  PENAL. PEDIDO  DE
PROGRESSÃO DE REGIME DEFERIDO PELO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU. CASSAÇÃO
DO DECISUM PELA  CORTE  DE  ORIGEM,  COM   DETERMINAÇÃO  DE
REALIZAÇÃO  DE PRÉVIO  EXAME  CRIMINOLÓGICO, EM  RAZÃO  DA GRAVIDADE
ABSTRATA DOS DELITOS, DA LONGA PENA A CUMPRIR E DO HISTÓRICO
PRISIONAL DO APENADO. FALTA GRAVE REABILITADA. AUSÊNCIA  DE
ELEMENTOS   CONCRETOS.   FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. SÚMULA N. 439 DESTA
CORTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** A Lei n. 10.792 - que alterou, em 2003, a redação do art. 112 da
Lei de Execuções Penais  - afastou  a  obrigatoriedade  do  parecer
da  Comissão  Técnica  de  Classificação  e  a submissão do
condenado a exame criminológico para a concessão de progressão de
regime e livramento condicional, cabendo ao magistrado verificar o
atendimento dos requisitos subjetivos à  luz  do  caso  concreto,
podendo,  por  isso,  determinar  a  realização  da  perícia,  se
entender necessário,  ou  mesmo  negar  o  benefício,  desde  que  o
 faça  fundamentadamente,  quando  as peculiaridades da causa assim
o recomendarem, em observância ao princípio da individualização da
pena, previsto no art. 5.º, inciso XLVI, da Constituição da
República.
- **Item 2 (texto oficial):** No caso, o Tribunal a quo cassou o benefício baseado na
necessidade de realização do exame criminológico, em razão dos
crimes praticados, da longa pena a cumprir e do histórico prisional
do Apenado. Consta  no  boletim  informativo  da  execução prisional
 que  o  Agravado praticou uma falta disciplinar de natureza grave
em 04/08/2015 e reabilitada em 29/08/2016, ou seja há mais de 7
(sete) anos. Além disso, conforme consignado no acórdão impugnado, o
Reeducando praticou novo delito em agosto de 2017, por ocasião do
livramento condicional, ou seja há mais de 5 (cinco) anos.
- **Item 3 (texto oficial):** Conforme  entendimento  jurisprudencial,  não  é  possível
atribuir  efeitos eternos  às  faltas  graves,  pois constituiria
ofensa  ao  princípio  da  razoabilidade  e  ao  caráter
ressocializador  da  pena,  sobretudo,  na  hipótese,  em  que foi
atestado  o  bom  comportamento carcerário do ora Agravado.
- **Item 4 (texto oficial):** O  entendimento  do  Colegiado  revisor destoa  da jurisprudência
desta Corte, firmada no sentido de que a hediondez ou gravidade
abstrata do delito e a  longa  pena  a  cumprir não  justificam  o
indeferimento  da  progressão  de  regime  ou  do livramento
condicional.
- **Item 5 (texto oficial):** Incidência da Súmula n. 439 desta Corte: "Admite-se o exame
criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão
motivada."
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS  CORPUS. EXECUÇÃO  PENAL. PEDIDO  DE
PROGRESSÃO DE REGIME DEFERIDO PELO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU. CASSAÇÃO
DO DECISUM PELA  CORTE  DE  ORIGEM,  COM   DETERMINAÇÃO  DE
REALIZAÇÃO  DE PRÉVIO  EXAME  CRIMINOLÓGICO, EM  RAZÃO  DA GRAVIDADE
ABSTRATA DOS DELITOS, DA LONGA PENA A CUMPRIR E DO HISTÓRICO
PRISIONAL DO APENADO. FALTA GRAVE REABILITADA. AUSÊNCIA  DE
ELEMENTOS   CONCRETOS.   FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. SÚMULA N. 439 DESTA
CORTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A Lei n. 10.792 - que alterou, em 2003, a redação do art. 112 da
Lei de Execuções Penais  - afastou  a  obrigatoriedade  do  parecer
da  Comissão  Técnica  de  Classificação  e  a submissão do
condenado a exame criminológico para a concessão de progressão de
regime e livramento condicional, cabendo ao magistrado verificar o
atendimento dos requisitos subjetivos à  luz  do  caso  concreto,
podendo,  por  isso,  determinar  a  realização  da  perícia,  se
entender necessário,  ou  mesmo  negar  o  benefício,  desde  que  o
 faça  fundamentadamente,  quando  as peculiaridades da causa assim
o recomendarem, em observância ao princípio da individualização da
pena, previsto no art. 5.º, inciso XLVI, da Constituição da
República.
2. No caso, o Tribunal a quo cassou o benefício baseado na
necessidade de realização do exame criminológico, em razão dos
crimes praticados, da longa pena a cumprir e do histórico prisional
do Apenado. Consta  no  boletim  informativo  da  execução prisional
 que  o  Agravado praticou uma falta disciplinar de natureza grave
em 04/08/2015 e reabilitada em 29/08/2016, ou seja há mais de 7
(sete) anos. Além disso, conforme consignado no acórdão impugnado, o
Reeducando praticou novo delito em agosto de 2017, por ocasião do
livramento condicional, ou seja há mais de 5 (cinco) anos.
3. Conforme  entendimento  jurisprudencial,  não  é  possível
atribuir  efeitos eternos  às  faltas  graves,  pois constituiria
ofensa  ao  princípio  da  razoabilidade  e  ao  caráter
ressocializador  da  pena,  sobretudo,  na  hipótese,  em  que foi
atestado  o  bom  comportamento carcerário do ora Agravado.
4. O  entendimento  do  Colegiado  revisor destoa  da jurisprudência
desta Corte, firmada no sentido de que a hediondez ou gravidade
abstrata do delito e a  longa  pena  a  cumprir não  justificam  o
indeferimento  da  progressão  de  regime  ou  do livramento
condicional.
5. Incidência da Súmula n. 439 desta Corte: "Admite-se o exame
criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão
motivada."
6. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Sra. Ministra
Relatora. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti
Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Olindo Menezes (Desembargador
Convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:lei:1984-07-11;7210!art112, urn:lex:br:federal:lei:2003-12-01;10792

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(FALTAS GRAVES - ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS PERENES)
   STJ - <<HC 509389>>-SP
(PROGRESSÃO DE REGIME OU LIVRAMENTO CONDICIONAL - GRAVIDADE ABSTRATA
DO DELITO E LONGA PENA)
   STJ - <<AgRg no HC 665874>>-SP,
         <<AgRg no HC 544604>>-SP,
         <<AgRg no RHC 152462>>-SP

## Súmulas citadas

- STJ:439

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED LEI:007210 ANO:1984
*****  LEP-84    LEI DE EXECUÇÃO PENAL
        ART:00112
(COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 10.792/2003)
- LEG:FED LEI:010792 ANO:2003
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000439

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1984-07-11;7210!art112](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1984-07-11%3B7210%21art112)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2003-12-01;10792](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2003-12-01%3B10792)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 871569](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/57136/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:1984-07-11;7210!art112, urn:lex:br:federal:lei:2003-12-01;10792
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
  - Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
- [STJ — 1947444](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/56537/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:1984-07-11;7210!art112, urn:lex:br:federal:lei:2003-12-01;10792
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
- [STJ — 879269](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/57066/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:1984-07-11;7210!art112, urn:lex:br:federal:lei:2003-12-01;10792
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
  - Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
