# Registro público: STJ — 2222222

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-02-07
- **Publicação:** 2023-02-13
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/22301/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/22301.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 21d69ac9c79b9c727d8014fb4528597b315ce7ff9eb563f9168a9687b91e1497

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. REVISÃO CRIMINAL. RETRATAÇÃO DA
VÍTIMA, APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO. VALORAÇÃO PROFUNDA E MOTIVADA
POR PARTE DA CORTE LOCAL, QUE DETECTOU DIVERSAS INCONSISTÊNCIAS NO
NOVO DEPOIMENTO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 619 DO CPP. SÚMULA
7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Não há ofensa ao art. 619 do CPP, pois o Tribunal de origem se
pronunciou sobre todos os aspectos relevantes para a definição da
causa. Ressalte-se que o julgador não é obrigado a rebater, um a um,
todos os argumentos das partes, bastando que resolva a situação que
lhe é apresentada sem se omitir sobre os fatores capazes de influir
no resultado do julgamento.
- **Item 2 (texto oficial):** A retratação da vítima, embora possa em tese conduzir à
absolvição do réu, não torna automática obrigatória essa
consequência, pois ainda precisa ser analisada pelo Judiciário no
âmbito da revisão criminal. E, no caso dos autos, o Tribunal local
valeu-se de fundamentação idônea, expondo adequadamente as razões
pelas quais não considerou crível a retratação.
- **Item 3 (texto oficial):** Em tal contexto, a inversão das conclusões da Corte de origem -
para, ao revés, entender que a vítima falou a verdade quando se
retratou - demandaria evidente reexame dos fatos e provas da causa,
medida vedada pela Súmula 7/STJ.
- **Item 4 (texto oficial):** "No caso, tendo o Tribunal de origem no julgamento da revisão
criminal concluído de forma fundamentada, que a retratação da vítima
em sede de justificação judicial não se mostrou hábil a derruir a
sentença condenatória, porquanto verificada a sua dissintonia com os
demais elementos existentes nos autos, a análise das alegações
concernentes ao pleito de absolvição demandaria o necessário reexame
aprofundado dos fatos e das provas" (AgRg no HC n. 709.762/SC,
relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em
15/3/2022, DJe de 21/3/2022).
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. REVISÃO CRIMINAL. RETRATAÇÃO DA
VÍTIMA, APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO. VALORAÇÃO PROFUNDA E MOTIVADA
POR PARTE DA CORTE LOCAL, QUE DETECTOU DIVERSAS INCONSISTÊNCIAS NO
NOVO DEPOIMENTO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 619 DO CPP. SÚMULA
7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Não há ofensa ao art. 619 do CPP, pois o Tribunal de origem se
pronunciou sobre todos os aspectos relevantes para a definição da
causa. Ressalte-se que o julgador não é obrigado a rebater, um a um,
todos os argumentos das partes, bastando que resolva a situação que
lhe é apresentada sem se omitir sobre os fatores capazes de influir
no resultado do julgamento.
2. A retratação da vítima, embora possa em tese conduzir à
absolvição do réu, não torna automática obrigatória essa
consequência, pois ainda precisa ser analisada pelo Judiciário no
âmbito da revisão criminal. E, no caso dos autos, o Tribunal local
valeu-se de fundamentação idônea, expondo adequadamente as razões
pelas quais não considerou crível a retratação.
3. Em tal contexto, a inversão das conclusões da Corte de origem -
para, ao revés, entender que a vítima falou a verdade quando se
retratou - demandaria evidente reexame dos fatos e provas da causa,
medida vedada pela Súmula 7/STJ.
4. "No caso, tendo o Tribunal de origem no julgamento da revisão
criminal concluído de forma fundamentada, que a retratação da vítima
em sede de justificação judicial não se mostrou hábil a derruir a
sentença condenatória, porquanto verificada a sua dissintonia com os
demais elementos existentes nos autos, a análise das alegações
concernentes ao pleito de absolvição demandaria o necessário reexame
aprofundado dos fatos e das provas" (AgRg no HC n. 709.762/SC,
relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em
15/3/2022, DJe de 21/3/2022).
5. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal
de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, João
Batista Moreira (Desembargador convocado do TRF1) e Reynaldo Soares
da Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator.
Convocado o Sr. Ministro João Batista Moreira (Desembargador
convocado do TRF1).

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(RETRATAÇÃO DA VÍTIMA - REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO)
   STJ - <<AgRg no HC 709762>>-SC,
         <<AgRg no HC 729964>>-RS

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
