# Registro público: STJ — 1970342

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-05-03
- **Publicação:** 2022-05-06
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/2398/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/2398.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 03132ec4e5fc7d5fda4cae08175eb7b2f1c00ad7e119f0206ceeb6ac553443bd

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. 1.
ACESSO A COMUNICAÇÕES TELEMÁTICAS. PLEITO INDEFERIDO NA ORIGEM. NÃO
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. ALEGADA OFENSA AO ART. 22 DA
LEI N. 12.965/2014. NÃO APLICAÇÃO. PLEITO QUE É REGIDO PELO ART. 7º,
III, DA REFERIDA LEI. 2. SIGILO PROTEGIDO CONSTITUCIONALMENTE. NÃO
DEMONSTRAÇÃO DA IMPRESCINDIBILIDADE DA MEDIDA. CONCLUSÃO DAS
INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVERSÃO QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA
7/STJ. 3. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Ainda que o acesso a dados telemáticos armazenados não se submeta
propriamente à disciplina da Lei 9.296/1996, tem-se que não se
submete igualmente ao disposto no art. 22 da Lei n. 12.965/2014, que
diz respeito apenas aos registros de conexão e de aplicações da
internet. De fato, embora efetivamente não se trate de interceptação
telefônica, a hipótese guarda relação com a intimidade, protegida
pelo art. 5º, inciso X, da Constituição Federal. Dessarte, a quebra
do sigilo dos dados armazenados, somente pode ocorrer com
autorização judicial devidamente motivada, nos termos do art. 7º,
III, da Lei n. 12.965/2014.
- Consoante jurisprudência desta Corte, há diferenciação na proteção
dada pela legislação ao conteúdo das comunicações mantidas entre
indivíduos e às informações de conexão e de acesso a aplicações da
internet. Em relação ao conteúdo das comunicações mantidas entre
indivíduos, as Leis n. 9.296/96 e n. 12.965/2014 restringem a
possibilidade de quebra do sigilo. Exigem, para tanto, que haja
decisão judicial, precedida de requerimento de autoridades
específicas e em hipóteses limitadas. Já ao tratar das informações
de conexão e de acesso a aplicações de internet, encontram-se na Lei
n. 12.965/2014 regras mais claras e menos rígidas, em que se
estabelece, inclusive, a prescindibilidade de decisão judicial, em
hipóteses específicas. (AgRg no AREsp 1779786/GO, Rel. Ministro JOEL
ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 21/09/2021, DJe 24/09/2021)
- **Item 2 (texto oficial):** Dessa forma, ainda que a matéria em si seja eminentemente de
direito, não se pode descurar que ela foi analisada com base nos
elementos fáticos e probatórios dos autos, concluindo as instâncias
ordinárias pela não demonstração da imprescindibilidade das
interceptações telefônicas ou do acesso às comunicações telemáticas.
Nesse contexto, para desconstituir a conclusão das instâncias
ordinárias sobre a matéria, seria necessária a indevida incursão nos
elementos fáticos e probatórios dos autos, o que não se admite na
via eleita, nos termos do óbice do enunciado n. 7 da Súmula do
Superior Tribunal de Justiça.
- **Item 3 (texto oficial):** Agravo regimental a que se nega provimento.

## Ementa

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. 1.
ACESSO A COMUNICAÇÕES TELEMÁTICAS. PLEITO INDEFERIDO NA ORIGEM. NÃO
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. ALEGADA OFENSA AO ART. 22 DA
LEI N. 12.965/2014. NÃO APLICAÇÃO. PLEITO QUE É REGIDO PELO ART. 7º,
III, DA REFERIDA LEI. 2. SIGILO PROTEGIDO CONSTITUCIONALMENTE. NÃO
DEMONSTRAÇÃO DA IMPRESCINDIBILIDADE DA MEDIDA. CONCLUSÃO DAS
INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVERSÃO QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA
7/STJ. 3. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Ainda que o acesso a dados telemáticos armazenados não se submeta
propriamente à disciplina da Lei 9.296/1996, tem-se que não se
submete igualmente ao disposto no art. 22 da Lei n. 12.965/2014, que
diz respeito apenas aos registros de conexão e de aplicações da
internet. De fato, embora efetivamente não se trate de interceptação
telefônica, a hipótese guarda relação com a intimidade, protegida
pelo art. 5º, inciso X, da Constituição Federal. Dessarte, a quebra
do sigilo dos dados armazenados, somente pode ocorrer com
autorização judicial devidamente motivada, nos termos do art. 7º,
III, da Lei n. 12.965/2014.
- Consoante jurisprudência desta Corte, há diferenciação na proteção
dada pela legislação ao conteúdo das comunicações mantidas entre
indivíduos e às informações de conexão e de acesso a aplicações da
internet. Em relação ao conteúdo das comunicações mantidas entre
indivíduos, as Leis n. 9.296/96 e n. 12.965/2014 restringem a
possibilidade de quebra do sigilo. Exigem, para tanto, que haja
decisão judicial, precedida de requerimento de autoridades
específicas e em hipóteses limitadas. Já ao tratar das informações
de conexão e de acesso a aplicações de internet, encontram-se na Lei
n. 12.965/2014 regras mais claras e menos rígidas, em que se
estabelece, inclusive, a prescindibilidade de decisão judicial, em
hipóteses específicas. (AgRg no AREsp 1779786/GO, Rel. Ministro JOEL
ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 21/09/2021, DJe 24/09/2021)
2. Dessa forma, ainda que a matéria em si seja eminentemente de
direito, não se pode descurar que ela foi analisada com base nos
elementos fáticos e probatórios dos autos, concluindo as instâncias
ordinárias pela não demonstração da imprescindibilidade das
interceptações telefônicas ou do acesso às comunicações telemáticas.
Nesse contexto, para desconstituir a conclusão das instâncias
ordinárias sobre a matéria, seria necessária a indevida incursão nos
elementos fáticos e probatórios dos autos, o que não se admite na
via eleita, nos termos do óbice do enunciado n. 7 da Súmula do
Superior Tribunal de Justiça.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.

## Dispositivo / resultado textual

Visto, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal
de Justiça,  por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental.
 Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Jesuíno
Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT) votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art5, urn:lex:br:federal:lei:1996-07-24;9296, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art22, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art5

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(INFORMAÇÕES DE CONEXÃO E APLICAÇÕES DE INTERNET - PRESCINDIBILIDADE
DE DECISÃO JUDICIAL - HIPÓTESES ESPECÍFICAS)
   STJ - <<AgRg no AREsp 1779786>>-GO,
         <<RHC 102093>>-PB
(INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS OU ACESSO A INFORMAÇÕES TELEMÁTICAS -
NECESSIDADE - REEXAME - ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ)
   STJ - <<AgRg no AREsp 961492>>-SP

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED LEI:012965 ANO:2014
*****  INTER-14    MARCO CIVIL DA INTERNET
        ART:00005 INC:00007 ART:00022
- LEG:FED CFB:****** ANO:1988
*****  CF-1988    CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
        ART:00005 INC:00010
- LEG:FED LEI:009296 ANO:1996
*****  LICT    LEI DA INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art5](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Aconstituicao%3A1988-10-05%3B1988%21art5)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1996-07-24;9296](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1996-07-24%3B9296)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art22](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2014-04-23%3B12965%21art22)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art5](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2014-04-23%3B12965%21art5)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão não demonstram por si só interpretação jurídica contrária ou desfecho oposto.

- [STJ — 71168](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/38837/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art5, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art22, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art5
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA
  - Órgão julgador (atual / relacionado): QUINTA TURMA / SEXTA TURMA
- [STJ — 1848036](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/472/) — classe: RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art5, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art22, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art5
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL / RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): QUINTA TURMA / TERCEIRA TURMA
- [STJ — 2974328](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/153870/) — classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art22, urn:lex:br:federal:lei:2014-04-23;12965!art5
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL / AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): QUINTA TURMA / QUARTA TURMA
