# Registro público: STJ — 737780

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-03-06
- **Publicação:** 2023-03-10
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/24946/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/24946.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 227f7af7039b56f61644413567873094f5a03c72457d5b556182086b263cd721

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE - ECA. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ROUBO TENTADO
(ART. 157, CAPUT, C/C ART. 14, INCISO II, AMBOS DO  CÓDIGO PENAL).
PEDIDO DE IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO. RECONHECIMENTO
FOTOGRÁFICO. FORMALIDADES DO ART. 226. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA.
INOCORRÊNCIA. PALAVRA FIRME E COERENTE DA VÍTIMA COLHIDA EM AMBAS AS
FASES PROCEDIMENTAIS,  QUE SE COADUNAM COM OS RELATOS DOS AGENTES
PÚBLICOS. AGRAVO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** A Sexta Turma desta Corte Superior de Justiça, no julgamento do
HC n. 598.886/SC (Rel. Ministro Rogério Schietti Cruz), realizado em
27/10/2020, propôs nova interpretação do art. 226, do CPP, segundo
a qual "O reconhecimento de pessoa, presencialmente ou por
fotografia, realizado na fase do inquérito policial, apenas é apto,
para identificar o réu e fixar a autoria delitiva, quando observadas
as formalidades previstas no art. 226 do Código de Processo Penal e
quando corroborado por outras provas colhidas na fase judicial, sob
o crivo do contraditório e da ampla defesa".
- **Item 2 (texto oficial):** No caso, as provas dos autos permitem concluir que a autoria do
crime recai sobre o ora recorrente, apontando, para tanto, não
apenas o reconhecimento realizado pela vítima na fase inquisitiva,
mas outras circunstâncias do caso concreto, como (i) o fato de o
adolescente, com as mesmas características repassadas pela vítima,
ter sido localizado em um banheiro público próximo ao local dos
fatos, logo após o ocorrido, e (ii) a prova testemunhal dos
policiais militares em perfeita harmonia e coerência com as
declarações da vítima. Com efeito, a condenação se baseia não apenas
no reconhecimento do réu pela vítima, na fase inquisitiva, por meio
fotográfico, mas também em outros elementos de prova autônomos,
produzidos sob o crivo do contraditório.
- **Item 3 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE - ECA. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ROUBO TENTADO
(ART. 157, CAPUT, C/C ART. 14, INCISO II, AMBOS DO  CÓDIGO PENAL).
PEDIDO DE IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO. RECONHECIMENTO
FOTOGRÁFICO. FORMALIDADES DO ART. 226. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA.
INOCORRÊNCIA. PALAVRA FIRME E COERENTE DA VÍTIMA COLHIDA EM AMBAS AS
FASES PROCEDIMENTAIS,  QUE SE COADUNAM COM OS RELATOS DOS AGENTES
PÚBLICOS. AGRAVO DESPROVIDO.
1.  A Sexta Turma desta Corte Superior de Justiça, no julgamento do
HC n. 598.886/SC (Rel. Ministro Rogério Schietti Cruz), realizado em
27/10/2020, propôs nova interpretação do art. 226, do CPP, segundo
a qual "O reconhecimento de pessoa, presencialmente ou por
fotografia, realizado na fase do inquérito policial, apenas é apto,
para identificar o réu e fixar a autoria delitiva, quando observadas
as formalidades previstas no art. 226 do Código de Processo Penal e
quando corroborado por outras provas colhidas na fase judicial, sob
o crivo do contraditório e da ampla defesa".
2. No caso, as provas dos autos permitem concluir que a autoria do
crime recai sobre o ora recorrente, apontando, para tanto, não
apenas o reconhecimento realizado pela vítima na fase inquisitiva,
mas outras circunstâncias do caso concreto, como (i) o fato de o
adolescente, com as mesmas características repassadas pela vítima,
ter sido localizado em um banheiro público próximo ao local dos
fatos, logo após o ocorrido, e (ii) a prova testemunhal dos
policiais militares em perfeita harmonia e coerência com as
declarações da vítima. Com efeito, a condenação se baseia não apenas
no reconhecimento do réu pela vítima, na fase inquisitiva, por meio
fotográfico, mas também em outros elementos de prova autônomos,
produzidos sob o crivo do contraditório.
3. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 28/02/2023 a 06/03/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,
Messod Azulay Neto e João Batista Moreira (Desembargador convocado
do TRF1)  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
