{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":30470,"origem":"stj","sha256_origem":"142df7caf95efe16c20385d0b42681004e1659ff72693ef72722eb58d86d942c","registro_original":{"id_fonte":"000842704","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no RHC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS","numero_processo":"174381","numero_registro":"202203914778","relator":"RIBEIRO DANTAS","data_julgamento":"2023-04-17","data_publicacao":"2023-04-24","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS.\nROUBO MAJORADO E CORRUPÇÃO DE MENOR. PRISÃO PREVENTIVA. SENTENÇA\nSUPERVENIENTE. FUNDAMENTOS MANTIDOS. NÃO PREJUDICIALIDADE.\nNECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA\nCONDUTA DELITUOSA E RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONSTRANGIMENTO\nILEGAL NÃO CARACTERIZADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n1. De acordo com a jurisprudência desta Quinta Turma, a sentença\npenal condenatória superveniente que não permite ao réu recorrer em\nliberdade somente prejudica o exame do recurso em habeas corpus\nquando contiver fundamentos diversos daqueles utilizados na decisão\nque decretou a prisão preventiva, o que não ocorreu no caso em\napreço.\n2. A prisão preventiva, nos termos do art. 312 do CPP, poderá ser\ndecretada para garantia da ordem pública, da ordem econômica, por\nconveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da\nlei penal, desde que presentes prova da existência do crime e\nindícios suficientes de autoria e de perigo gerado pelo estado de\nliberdade do imputado. Ademais, conforme preconiza o art. 387, § 1º,\ndo CPP, o magistrado, ao proferir sentença condenatória, \"decidirá,\nfundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, a\nimposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar\", sem\nprejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.\n3. In casu, a custódia cautelar está suficientemente fundamentada na\nnecessidade de garantia da ordem pública, diante da gravidade\nconcreta da conduta delituosa, pois o crime de roubo teria sido\npraticado mediante o uso de arma branca (canivete) e em concurso com\num adolescente, o que justifica a prisão cautelar, consoante\npacífico entendimento desta Corte no sentido de que não há\nconstrangimento ilegal quando a segregação preventiva é decretada em\nrazão do modus operandi com que o delito fora praticado. Além\ndisso, o ora agravante, quando flagrado pelo roubo, já tinha contra\nsi processo criminal relacionado à prática, poucos meses antes, do\ndelito de receptação, o que também justifica a prisão cautelar na\nnecessidade de garantia da ordem pública, como forma de evitar a\nreiteração delitiva.\n4. Esta Corte Superior de Justiça tem entendimento no sentido de que\na manutenção da segregação cautelar, quando da sentença\ncondenatória, não requer fundamentação exaustiva, sendo suficiente a\nafirmação de que permanecem presentes os requisitos e pressupostos\nda prisão preventiva, desde que aquela anterior decisão esteja, de\nfato, fundamentada, como ocorreu na espécie sub judice.\n5. É inviável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,\nporquanto a gravidade concreta da conduta delituosa e a\npericulosidade do agravante indicam que a ordem pública não estaria\nacautelada com sua soltura.\n6. O fato de o agravante ter condições pessoais favoráveis, por si\nsó, não impede a decretação de sua prisão preventiva.\n7. Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\nacordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\nJustiça, em sessão virtual de 11/04/2023 a 17/04/2023, por\nunanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\nMinistro Relator.\nOs Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,\nMessod Azulay Neto e João Batista Moreira (Desembargador convocado\ndo TRF1) votaram com o Sr. Ministro Relator.\nPresidiu o julgamento o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":["urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art312","urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art387_par1"],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":["LEG:FED DEL:003689 ANO:1941\n*****  CPP-41    CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n        ART:00312 ART:00387 PAR:00001"],"jurisprudencia_citada":"(PRISÃO PREVENTIVA - SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE -\nFUNDAMENTOS MANTIDOS - DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE)\n   STJ - <<AgRg no HC 646521>>-SP, <<AgRg no HC 591586>>-RS,\n         <<HC 690380>>-AC, <<AgRg no HC 636701>>-AC,\n         <<AgRg no RHC 123351>>-SP, <<AgRg no HC 563447>>-SP,\n         <<RHC 119645>>-MG\n(PRISÃO PREVENTIVA - GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA)\n   STJ - <<RHC 80784>>-MG, <<RHC 86013>>-MG, <<RHC 91946>>-MG\n(PRISÃO PREVENTIVA - REITERAÇÃO DELITIVA)\n   STJ - <<AgRg no HC 710216>>-PR, <<HC 422320>>-SP,\n         <<AgRg na PET no RHC 148006>>-PR\n(PRISÃO PREVENTIVA - MANUTENÇÃO NA SENTENÇA - DESNECESSIDADE DE\nFUNDAMENTAÇÃO EXAUSTIVA)\n   STJ - <<AgRg no HC 760104>>-ES, <<HC 492181>>-CE\n(PRISÃO PREVENTIVA - NECESSIDADE - MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS -\nINSUFICIÊNCIA)\n   STJ - <<RHC 91896>>-BA, <<HC 426142>>-SP, <<HC 400411>>-SE\n(PRISÃO PREVENTIVA - CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS)\n   STJ - <<RHC 95544>>-PA, <<RHC 68971>>-MG","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/a6010486-bb95-4999-bb7e-e45d598f08b7/download/20230531.json","coletado_em":"2026-09-18T12:46:26Z","sha256_conteudo":"28c35e2bb808cb7475dafe545d04b0f9374ec3ffcf9d8ceeefeea81d84f2a290","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
