# Registro público: STJ — 672586

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-05-17
- **Publicação:** 2022-05-23
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/3591/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/3591.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 4dba97344844939ab70e9515a7b6293094c50b8f535b7a635731fe9252ef4ada

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS,
ASSOCIAÇÃO PARA O  TRÁFICO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PEDIDO DE
REVOGAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES FIXADAS EM SUBSTITUIÇÃO À PRISÃO
PREVENTIVA. CABIMENTO, NA HIPÓTESE. MEDIDAS QUE PERDURAM POR MAIS DE
2 (DOIS) ANOS. AUSÊNCIA DE REAVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO
DAS RESTRIÇÕES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS DO PACIENTE.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Hipótese em que o Paciente foi preso temporariamente, em
06/06/2019, por força de mandado de prisão expedido pela Justiça
Federal no âmbito da Operação "Ozark-Narco", instaurada para
investigar suposta organização criminosa destinada a promover o
tráfico internacional de entorpecentes. A prisão temporária foi
convertida em preventiva em 30/10/2019.
- **Item 2 (texto oficial):** A despeito da gravidade dos fatos apurados nos autos em epígrafe,
a Corte Regional substituiu a prisão preventiva do Paciente por
medidas cautelares diversas em julgamento realizado no dia
11/02/2020, tendo havido, desde então, por diversas vezes, ampliação
da área de monitoramento eletrônico, em virtude da atuação
profissional do Paciente, sem notícias de violação das cautelares
impostas.
- **Item 3 (texto oficial):** Ademais, a Corte Regional salientou que, "não obstante fixadas as
cautelares pelo Tribunal, ao juiz de primeira instância, que conduz
o processo e tem proximidade com os fatos, cabe verificar se, com o
passar do tempo, a manutenção das cautelares se fazem, ou não,
necessárias, podendo mantê-las ou revogá-las". No entanto, nas
informações prestadas no dia 25/03/2022, o Magistrado a quo
esclareceu que "não houve reavaliação das medidas cautelares de
monitoramento eletrônico e de proibição de ausentar-se da área
monitorada fixadas ao Paciente".
- **Item 4 (texto oficial):** Nesse contexto, observadas as peculiaridades do caso concreto,
mostra-se desarrazoada a manutenção das medidas cautelares de
monitoramento eletrônico e de proibição de ausentar-se da área
monitorada por período que já ultrapassa 2 (dois) anos, notadamente
diante da omissão do Juízo de primeira instância em proceder à
reavaliação da necessidade das medidas, bem como em razão das
condições pessoais do Paciente.
- **Item 5 (texto oficial):** Ordem de habeas corpus concedida para revogar as medidas
cautelares de monitoramento eletrônico e proibição de ausentar-se da
área monitorada, aplicadas ao Paciente, ficando mantidas, contudo,
as demais medidas cautelares vigentes.

## Ementa

HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS,
ASSOCIAÇÃO PARA O  TRÁFICO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PEDIDO DE
REVOGAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES FIXADAS EM SUBSTITUIÇÃO À PRISÃO
PREVENTIVA. CABIMENTO, NA HIPÓTESE. MEDIDAS QUE PERDURAM POR MAIS DE
2 (DOIS) ANOS. AUSÊNCIA DE REAVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO
DAS RESTRIÇÕES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS DO PACIENTE.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.
1. Hipótese em que o Paciente foi preso temporariamente, em
06/06/2019, por força de mandado de prisão expedido pela Justiça
Federal no âmbito da Operação "Ozark-Narco", instaurada para
investigar suposta organização criminosa destinada a promover o
tráfico internacional de entorpecentes. A prisão temporária foi
convertida em preventiva em 30/10/2019.
2. A despeito da gravidade dos fatos apurados nos autos em epígrafe,
a Corte Regional substituiu a prisão preventiva do Paciente por
medidas cautelares diversas em julgamento realizado no dia
11/02/2020, tendo havido, desde então, por diversas vezes, ampliação
da área de monitoramento eletrônico, em virtude da atuação
profissional do Paciente, sem notícias de violação das cautelares
impostas.
3. Ademais, a Corte Regional salientou que, "não obstante fixadas as
cautelares pelo Tribunal, ao juiz de primeira instância, que conduz
o processo e tem proximidade com os fatos, cabe verificar se, com o
passar do tempo, a manutenção das cautelares se fazem, ou não,
necessárias, podendo mantê-las ou revogá-las". No entanto, nas
informações prestadas no dia 25/03/2022, o Magistrado a quo
esclareceu que "não houve reavaliação das medidas cautelares de
monitoramento eletrônico e de proibição de ausentar-se da área
monitorada fixadas ao Paciente".
4. Nesse contexto, observadas as peculiaridades do caso concreto,
mostra-se desarrazoada a manutenção das medidas cautelares de
monitoramento eletrônico e de proibição de ausentar-se da área
monitorada por período que já ultrapassa 2 (dois) anos, notadamente
diante da omissão do Juízo de primeira instância em proceder à
reavaliação da necessidade das medidas, bem como em razão das
condições pessoais do Paciente.
5. Ordem de habeas corpus concedida para revogar as medidas
cautelares de monitoramento eletrônico e proibição de ausentar-se da
área monitorada, aplicadas ao Paciente, ficando mantidas, contudo,
as demais medidas cautelares vigentes.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conceder
a ordem, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs.
Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio
Saldanha Palheiro votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Dr(a). KLEYTON CARNEIRO CAETANO, pela parte IMPETRANTE: CRISTIANO
EDUARDO LOPES

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art319

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO - MONITORAMENTO ELETRÔNICO -
DURAÇÃO DESPROPORCIONAL)
   STJ - <<AgRg no HC 651342>>-PB,
         <<HC 507074>>-MT

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
*****  CPP-41    CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
        ART:00319

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art319](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1941-10-03%3B3689%21art319)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão não demonstram por si só interpretação jurídica contrária ou desfecho oposto.

- [STJ — 1100254](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/163280/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art319
  - Classe processual (atual / relacionado): HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
- [STJ — 978241](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/162998/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art319
  - Classe processual (atual / relacionado): HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
- [STJ — 1088603](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/156303/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art319
  - Classe processual (atual / relacionado): HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
