# Registro público: STJ — 2050297

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-06-26
- **Publicação:** 2023-06-29
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/35914/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/35914.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 24fd104a50455458881cd5f774545ade87e15a5cb53b236b78d4587bacbfc40d

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXECUTIVOS. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul nos autos de cumprimento de sentença em decorrência de decisão que fixou honorários advocatícios executivos. No Tribunal a quo, o agravo foi provido, para afastar a incidência de honorários advocatícios executivos no cumprimento de sentença. II - Quanto ao ponto fulcral da questão, verifica-se que a Corte de origem fundamentou sua decisão também no art. 100…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
EXECUTIVOS. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO
RECORRIDA.
I - Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Estado do Rio
Grande do Sul nos autos de cumprimento de sentença em decorrência de
decisão que fixou honorários advocatícios executivos. No Tribunal a
quo, o agravo foi provido, para afastar a incidência de honorários
advocatícios executivos no cumprimento de sentença.
II - Quanto ao ponto fulcral da questão, verifica-se que a Corte de
origem fundamentou sua decisão também no art. 100 da Constituição
Federal, porém, a parte recorrente não interpôs recurso
extraordinário. Sobre este ponto, diz o acórdão combatido:
"Posteriormente, a constitucionalidade daquela medida provisória foi
reconhecida pelo E. STF ao julgar o RE 420.816-4/PR, limitando sua
incidência, todavia, apenas às execuções em que o crédito deveria
ser pago via precatório, ao argumento de que o "art. 100 da CR/88
condiciona o pagamento dos débitos da Fazenda Pública à
"apresentação dos precatórios" e sendo estes provenientes de uma
provocação do Poder Judiciário, é razoável que seja a executada
desonerada do pagamento de honorários nas execuções não embargadas,
às quais inevitavelmente se deve se submeter para adimplir o
crédito". Assim, consolidou-se o entendimento de que os honorários
advocatícios não são devidos pela Fazenda Pública nas execuções por
quantia certa não embargadas e cujo crédito deva ser pago por
precatório, não sofrendo este entendimento qualquer alteração em
razão da entrada em vigor do CPC/15." Ora, não é viável o recurso
especial quando a parte não impugnar, por meio da via processual
adequada, fundamento constitucional registrado no julgado combatido.
Aplica-se, no caso, o teor da Súmula n. 126/STJ. Nesse sentido:
AgInt no AREsp n. 2.094.320/RJ, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 24/11/2022; AgInt no
REsp n. 1.813.714/RS, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda
Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 29/6/2022.
III - Ainda que assim não fosse, verifica-se que a irresignação da
parte recorrente acerca dos pontos fulcrais da questão vai de
encontro às convicções do julgador a quo, que, com lastro no
conjunto probatório constante dos autos, decidiu que: "No entanto, o
caso concreto apresenta peculiaridade: quando a credora apresentou
o seu pedido de cumprimento de sentença, postulou referidos
honorários executivos, os quais foram negados pelo Juízo, de cuja
decisão a exequente não recorreu. Portanto, uma vez negados os
honorários, ao tempo da apresentação do cumprimento de sentença, e
inexistindo recurso contra tal decisão, operada está a preclusão a
respeito deste ponto, restando acobertada pela coisa julgada. (...)
Conquanto assim seja, a exequente reprisou o pedido de honorários
executivos quando respondeu à impugnação ao cumprimento de sentença,
oportunidade a partir da qual o Juízo, então, concedeu,
inadvertidamente, a verba, sem se ater à circunstância de que há
decisão anterior sobre a qual não poderia novamente decidir, pois
preclusa, inclusive, a ele próprio, consoante a melhor
jurisprudência do E. STJ ao reconhecer, no caso, a chamada preclusão
pro judicato (...) Por outro lado, nenhum fato novo veio aos autos
a justificar a reforma da decisão que os havia indeferido, até
porque a execução, desde o início, refere-se ao cumprimento
individual decorrente de sentença proferida em ação coletiva.
Nenhuma novidade há nesse sentido, nem mesmo quanto à regra inserta
no art. 85, §7º, do CPC/15, pois que mencionada na primitiva
decisão. Assim, competia à parte dela recorrer. Não o fazendo,
referida decisão adquiriu a qualidade de imutável, insuscetível de
reapreciação." Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.881.372/MS, relator
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 26/10/2020, DJe
de 12/11/2020; AgRg no AREsp n. 15.572/PI, relator Ministro Napoleão
Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 17/5/2012, DJe de
23/5/2012.) Dessa forma, para rever tal posição e interpretar os
dispositivos legais indicados como violados, seria necessário o
reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado
no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula
n. 7/STJ.
IV - Ressalte-se, ainda, que a incidência do Enunciado n. 7, quanto
à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência
jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude
fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp n.
1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma,
julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017.
V - Agravo interno improvido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 20/06/2023 a 26/06/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL - RECURSO EXTRAORDINÁRIO - NÃO
INTERPOSIÇÃO)
   STJ - <<AgInt no AREsp 2094320>>-RJ,
         <<AgInt no REsp 1813714>>-RS

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007 SUM:000126

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
