# Registro público: STJ — 2210999

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-09-05
- **Publicação:** 2023-09-11
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/41249/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/41249.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** a0a094541da7bfa68411f1e0c3d8ea561a5f972917484eeb2652d152e0376ada

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. CRIME DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.  VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF.
NULIDADES. INEXISTÊNCIA. PRECLUSÃO. QUEBRA DE CADEIA. FUNDAMENTOS
INATACADOS. SÚMULA N. 283 DO STF. AUSÊNCIA DE PERÍCIA NOS CELULARES.
AUSÊNCIA DE DOLO. TESTEMUNHA DE "OUVIR DIZER". AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA -
STJ. NÃO INDICAÇÃO DO ART. 619 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL - CPP
COMO VIOLADO. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. PLEITO ABSOLUTÓRIO. REEXAME
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. ÓBICE DA SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O exame de ofensa a dispositivos constitucionais cabe
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, por via da interposição
de recurso extraordinário.
- **Item 2 (texto oficial):** O Tribunal de origem afastou as nulidades alegadas, concluindo
pela legalidade das interceptações telefônicas, dos depoimentos das
testemunhas e das provas produzidas nos autos,  arguindo, também,
que houve preclusão. Esta Corte tem entendimento no sentido de que o
inconformismo da parte prejudicada deve ser alegado no momento
oportuno, sob pena de preclusão, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
- **Item 3 (texto oficial):** Acerca da quebra de cadeia de custódia, não foram impugnados os
fundamentos do acórdão, que, por si só, sustentam o decisum
impugnado, quais sejam, de que o recorrente sequer foi mencionado
nas conversas monitoradas e mesmo que não houvesse essa prova
emprestada existiriam outras que autorizariam seu decreto
condenatório, razão pela qual, o recurso não pode ser conhecido, nos
termos da Súmula 283 do STF.
- **Item 4 (texto oficial):** Quanto à ausência de perícia nos telefones celulares apreendidos,
inexistência de dolo específico e condenação com base em testemunh
a de ouvir dizer, não houve manifestação do Tribunal a quo, o que
atrai a incidência da Súmula n. 211 do STJ, por ausência de
prequestionamento. Reforça-se que não foi indicado o art. 619 do CPP
como violado.
- **Item 5 (texto oficial):** Firme a orientação jurisprudencial desta Corte, segundo a qual a
decretação da nulidade processual, ainda que absoluta, depende da
demonstração do efetivo prejuízo, à luz do art. 563 do Código de
Processo Penal, ex vi do princípio pas de nullité sans grief, o que
não ocorreu no caso em debate.
- **Item 6 (texto oficial):** O TJSP entendeu pela manutenção da condenação do ora recorrente,
com amparo no farto acervo probatório colacionado aos autos,
notadamente nas interceptações telefônicas e nos depoimentos das
testemunhas e vítimas. Assim, para se concluir pela absolvição seria
necessário o acurado reexame do conjunto fático-probatório do
feito, providência incabível por meio desta via especial, nos termos
da Súmula n. 7 do STJ.
- **Item 7 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. CRIME DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.  VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF.
NULIDADES. INEXISTÊNCIA. PRECLUSÃO. QUEBRA DE CADEIA. FUNDAMENTOS
INATACADOS. SÚMULA N. 283 DO STF. AUSÊNCIA DE PERÍCIA NOS CELULARES.
AUSÊNCIA DE DOLO. TESTEMUNHA DE "OUVIR DIZER". AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA -
STJ. NÃO INDICAÇÃO DO ART. 619 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL - CPP
COMO VIOLADO. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. PLEITO ABSOLUTÓRIO. REEXAME
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. ÓBICE DA SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. O exame de ofensa a dispositivos constitucionais cabe
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, por via da interposição
de recurso extraordinário.
2.  O Tribunal de origem afastou as nulidades alegadas, concluindo
pela legalidade das interceptações telefônicas, dos depoimentos das
testemunhas e das provas produzidas nos autos,  arguindo, também,
que houve preclusão. Esta Corte tem entendimento no sentido de que o
inconformismo da parte prejudicada deve ser alegado no momento
oportuno, sob pena de preclusão, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
3.  Acerca da quebra de cadeia de custódia, não foram impugnados os
fundamentos do acórdão, que, por si só, sustentam o decisum
impugnado, quais sejam, de que o recorrente sequer foi mencionado
nas conversas monitoradas e mesmo que não houvesse essa prova
emprestada existiriam outras que autorizariam seu decreto
condenatório, razão pela qual, o recurso não pode ser conhecido, nos
termos da Súmula 283 do STF.
4. Quanto à ausência de perícia nos telefones celulares apreendidos,
inexistência de dolo específico e condenação com base em testemunh
a de ouvir dizer, não houve manifestação do Tribunal a quo, o que
atrai a incidência da Súmula n. 211 do STJ, por ausência de
prequestionamento. Reforça-se que não foi indicado o art. 619 do CPP
como violado.
5.  Firme a orientação jurisprudencial desta Corte, segundo a qual a
decretação da nulidade processual, ainda que absoluta, depende da
demonstração do efetivo prejuízo, à luz do art. 563 do Código de
Processo Penal, ex vi do princípio pas de nullité sans grief, o que
não ocorreu no caso em debate.
6. O TJSP entendeu pela manutenção da condenação do ora recorrente,
com amparo no farto acervo probatório colacionado aos autos,
notadamente nas interceptações telefônicas e nos depoimentos das
testemunhas e vítimas. Assim, para se concluir pela absolvição seria
necessário o acurado reexame do conjunto fático-probatório do
feito, providência incabível por meio desta via especial, nos termos
da Súmula n. 7 do STJ.
7. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, João Batista Moreira
(Desembargador convocado do TRF1), Reynaldo Soares da Fonseca e
Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS - COMPETÊNCIA DO STF)
   STJ - <<AgRg no REsp 1961347>>-PB
(NULIDADE ABSOLUTA - ALEGAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO - PRECLUSÃO)
   STJ - <<AgRg no HC 707376>>-SP
(ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS REALIZADAS -
PROVA TESTEMUNHAL - PLEITO ABSOLUTÓRIO - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)
   STJ - <<AgRg no HC 692870>>-BA
(CONDENAÇÃO BASEADA NOS DEPOIMENTOS DA VÍTIMA E DAS TESTEMUNHAS -
PLEITO ABSOLUTÓRIO - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)
   STJ - <<AgRg no REsp 1571323>>-PE

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
