# Registro público: STJ — 832815

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-09-18
- **Publicação:** 2023-09-22
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/41279/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/41279.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5e562575764089ad054d0ffe5bb69a9f4cfc386d07ee7fbd73ea19851114825c

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO.
RECONHECIMENTO PESSOAL. NULIDADE. OFENSA AO ART. 226 DO CPP NÃO
EVIDENCIADA. DISTINGUISHING.  PRESENÇA DE ELEMENTOS DE PROVA DA
AUTORIA DELITIVA. ALTERAÇÃO DA PENA E DO REGIME PRISIONAL
INCABÍVEIS. AGRAVO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O habeas corpus não se presta para a apreciação de alegações que
buscam a desclassificação da conduta imputada ao paciente, em
virtude da necessidade de revolvimento do conjunto
fático-probatório, o que é inviável na via eleita. Precedentes.
- **Item 2 (texto oficial):** Ambas as Turmas que compõem a Terceira Seção deste Superior
Tribunal de Justiça alinharam a compreensão de que "o reconhecimento
de pessoa, presencialmente ou por fotografia, realizado na fase do
inquérito policial, apenas é apto, para identificar o réu e fixar a
autoria delitiva, quando observadas as formalidades previstas no
art. 226 do Código de Processo Penal e quando corroborado por outras
provas colhidas na fase judicial, sob o crivo do contraditório e da
ampla defesa" (HC 652.284/SC, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA
FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 27/4/2021, DJe 3/ 5/2021).
- **Item 3 (texto oficial):** No caso dos autos, a autoria delitiva não tem como único elemento
de prova o reconhecimento pessoal, o que demonstra haver um
distinguishing em relação ao acórdão paradigma da alteração
jurisprudencial, pois o réu foi preso em poder do veículo da vítima,
o que inclusive foi por ele confessado. Mais: ainda que o réu não
tenha sido colocado ao lado de pessoas que com ele guardassem
semelhança, ele foi posto ao lado de aproximadamente seis
indivíduos, tendo sido imediatamente reconhecido, indene de dúvidas,
pela vítima, o que foi novamente realizado em juízo. Ainda, o
ofendido negou ter visto qualquer fotografia do réu ou que tenha
sido induzida pelos agentes policiais a reconhecê-lo.
- **Item 4 (texto oficial):** Mantida a condenação pelo crime de roubo, descabe falar em nova
dosagem da pena e em fixação de meio prisional menos severo para o
desconto a reprimenda imposta ao ora paciente.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo desprovido.

## Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO.
RECONHECIMENTO PESSOAL. NULIDADE. OFENSA AO ART. 226 DO CPP NÃO
EVIDENCIADA. DISTINGUISHING.  PRESENÇA DE ELEMENTOS DE PROVA DA
AUTORIA DELITIVA. ALTERAÇÃO DA PENA E DO REGIME PRISIONAL
INCABÍVEIS. AGRAVO DESPROVIDO.
1. O habeas corpus não se presta para a apreciação de alegações que
buscam a desclassificação da conduta imputada ao paciente, em
virtude da necessidade de revolvimento do conjunto
fático-probatório, o que é inviável na via eleita. Precedentes.
2. Ambas as Turmas que compõem a Terceira Seção deste Superior
Tribunal de Justiça alinharam a compreensão de que "o reconhecimento
de pessoa, presencialmente ou por fotografia, realizado na fase do
inquérito policial, apenas é apto, para identificar o réu e fixar a
autoria delitiva, quando observadas as formalidades previstas no
art. 226 do Código de Processo Penal e quando corroborado por outras
provas colhidas na fase judicial, sob o crivo do contraditório e da
ampla defesa" (HC 652.284/SC, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA
FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 27/4/2021, DJe 3/ 5/2021).
3. No caso dos autos, a autoria delitiva não tem como único elemento
de prova o reconhecimento pessoal, o que demonstra haver um
distinguishing em relação ao acórdão paradigma da alteração
jurisprudencial, pois o réu foi preso em poder do veículo da vítima,
o que inclusive foi por ele confessado. Mais: ainda que o réu não
tenha sido colocado ao lado de pessoas que com ele guardassem
semelhança, ele foi posto ao lado de aproximadamente seis
indivíduos, tendo sido imediatamente reconhecido, indene de dúvidas,
pela vítima, o que foi novamente realizado em juízo. Ainda, o
ofendido negou ter visto qualquer fotografia do réu ou que tenha
sido induzida pelos agentes policiais a reconhecê-lo.
4. Mantida a condenação pelo crime de roubo, descabe falar em nova
dosagem da pena e em fixação de meio prisional menos severo para o
desconto a reprimenda imposta ao ora paciente.
5. Agravo desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 12/09/2023 a 18/09/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,
Messod Azulay Neto e João Batista Moreira (Desembargador convocado
do TRF1)  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
