# Registro público: STJ — 2267932

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-09
- **Publicação:** 2023-10-11
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/43690/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/43690.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 3aa258d809e2a5f8b00af229b41aa8715d94ed370b38fdb4d80016d9b00b9a2a

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO MÓVEL PESSOAL. NÃO OBSERVÂNCIA DOS INDICADORES DE QUALIDADE. DANOS MORAIS COLETIVOS. REDUÇÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. I - Na origem trata-se de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal contra TIM S/A e Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, objetivando, em suma, assegurar a regular prestação do Serviço Móvel Pessoal pela prestadora TIM no Estado do Rio de Janeiro, bem como o pagamento de indenização por dano moral coletivo pelas demandadas. II - Na sentença, os pedidos foram julgados improcedentes. No Tribunal a quo a sentenç…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO MÓVEL
PESSOAL. NÃO OBSERVÂNCIA DOS INDICADORES DE QUALIDADE. DANOS MORAIS
COLETIVOS. REDUÇÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
7/STJ.
I - Na origem trata-se de ação civil pública ajuizada pelo
Ministério Público Federal contra TIM S/A e Agência Nacional de
Telecomunicações - ANATEL, objetivando, em suma, assegurar a regular
prestação do Serviço Móvel Pessoal pela prestadora TIM no Estado do
Rio de Janeiro, bem como o pagamento de indenização por dano moral
coletivo pelas demandadas.
II - Na sentença, os pedidos foram julgados improcedentes. No
Tribunal a quo a sentença foi reformada, para julgar procedentes os
pedidos, condenando a requerida TIM ao pagamento de indenização por
dano difuso no valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), a
ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos; e a
requerida ANATEL, também por dano difuso por omissão, no valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais).
III - Da análise dos argumentos apresentados na petição de agravo
interno, não vislumbro fundamentação suficiente a infirmar à
conclusão alcançada pela decisão ora recorrida, de modo que esta
deve ser mantida.
IV - No que diz respeito ao inconformismo recursal relacionado ao
valor indenizatório fixado, sabe-se que esta Corte de Justiça
somente procede à revisão de tais verbas em caráter bastante
excepcional, quando irrisório ou exorbitante, sob pena de esbarrar
no óbice da Súmula n. 7/STJ.
V - No caso dos autos, não há como sustentar a tese da recorrente
acerca da exorbitância do valor, considerando a natureza do serviço
por ela prestado, assim como o interesse social respectivo e o
significativo número de usuários do serviço.
VI - Ademais, a Corte de origem analisou a controvérsia principal
dos autos levando em conside ração os fatos e provas relacionados à
matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário
o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da
Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de
provas não enseja recurso especial". Nesse sentido: AgInt no REsp n.
1.484.387/SE, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma,
julgado em 21/8/2023, DJe de 29/8/2023 e (AgRg no REsp n.
1.460.214/PR, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, julgado em 9/4/2019, DJe de 3/6/2019.
VII - Agravo interno improvido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 03/10/2023 a 09/10/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.

## Referências extraídas



## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
