# Registro público: STJ — 2075387

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-10
- **Publicação:** 2023-10-11
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/43801/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/43801.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 47f20eaf6784d7fd3fc4cc310c8cb791b9e89dbc180d66c017256517778c04c1

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CONCESSIVO DE PROGRESSÃO DE PROFESSOR NÍVEL BÁSICO MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE CERTIFICADO. PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA VERIFICADA. POSSIBILIDADE DE REVISÃO SOMENTE EM SEDE JUDICIAL. CONSTATADA A FLAGRANTE ILEGALIDADE (EVENTUAL FALSIFICAÇÃO DO DOCUMENTO OU VÍCIO GRAVE QUE TORNE INCONSTITUCIONAL A MANUTENÇÃO DO BENEFÍCIO). POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DA SITUAÇÃO EXCEPCIONAL. I - A questão discute se a Administração pode rever seus atos quando eivados de ilegalidade, quando constatada, por exemplo, a concessão de progressão a professor mediante apresentação de certificado não crede…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO
CONCESSIVO DE PROGRESSÃO DE PROFESSOR NÍVEL BÁSICO MEDIANTE
APRESENTAÇÃO DE CERTIFICADO. PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA VERIFICADA.
POSSIBILIDADE DE REVISÃO SOMENTE EM SEDE JUDICIAL. CONSTATADA A
FLAGRANTE ILEGALIDADE (EVENTUAL FALSIFICAÇÃO DO DOCUMENTO OU VÍCIO
GRAVE QUE TORNE INCONSTITUCIONAL A MANUTENÇÃO DO BENEFÍCIO).
POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DA SITUAÇÃO EXCEPCIONAL.
I - A questão discute se a Administração pode rever seus atos quando
eivados de ilegalidade, quando constatada, por exemplo, a concessão
de progressão a professor mediante apresentação de certificado não
credenciado por instituição competente. Para tanto, a parte aponta
violação direta ao art. 54 da Lei n. 9487/99, argumentando, ainda
que de forma genérica, que a revisão do ato poderia ter ocorrido,
ainda que ultrapassado o prazo quinquenal.
II - Ocorrida a preclusão administrativa, somente pela via judicial
pode a Administração pleitear a anulação do ato administrativo, ante
sua flagrante ilegalidade, porquanto nesse caso prevalece o
interesse público relevante. Importante destacar, ainda, que as
verbas recebidas de boa-fé pelo servidor, não podem ser repetidas.
Em que pese, a argumentação da Administração Pública, o fato é que
aplicável ao caso o que prescrevem os arts. 54 conjugado com o art.
63, § 2º, da Lei n. 9874/99, tudo em respeito aos princípios da
confiança e boa-fé administrativas. Eis o teor dos dispositivos: [..
.] Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé. [...] Art. 63. O recurso não
será conhecido quando interposto: [...] § 2º O não conhecimento do
recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal,
desde que não ocorrida preclusão administrativa.
III - Esta é a inteligência das Súmulas 346/STF (Sessão Plenária de
13/12/1963) e Súmula 473/STF (Sessão Plenária de 03/12/1969), após a
edição da Lei n. 9784/99, posterior às referidas Súmulas, ainda
editadas quando o Supremo Tribunal Federal analisava legislação
federal e matéria constitucional. Nesse sentido, mutatis mutandis,
porquanto não há precedentes que expressamente afirmem a tese
proposta: (AgInt no MS n. 19.759/DF, relatora Ministra Regina Helena
Costa, Primeira Seção, julgado em 20/8/2019, DJe de 26/8/2019.)
(AgRg no REsp n. 975.305/PE, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 26/2/2008, DJe de 20/4/2009.)
IV - É importante destacar que a eventual ilegalidade deverá ser
apurada em sede de cognição exauriente, asseguradas a ampla defesa e
o contraditório, com instrução probatória, se cabível, ou até
inversão do ônus probatório, nos termos do art. 373, § 1º, do
CPC/2015.
V - Recurso especial improvido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:lei:1999-01-29;9784!art54, urn:lex:br:federal:lei:1999-01-29;9784!art63_par2, urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art373_par1

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE SEUS ATOS)
   STJ - <<AgInt no MS 19759>>-DF, <<AgRg no REsp 975305>>-PE

## Súmulas citadas

- STF:346

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED LEI:009784 ANO:1999
*****  LPA-99    LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO
        ART:00054 ART:00063 PAR:00002
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STF)    SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
        SUM:000346 SUM:000473
- LEG:FED LEI:013105 ANO:2015
*****  CPC-15    CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015
        ART:00373 PAR:00001

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1999-01-29;9784!art54](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1999-01-29%3B9784%21art54)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1999-01-29;9784!art63_par2](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1999-01-29%3B9784%21art63_par2)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art373_par1](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2015-03-16%3B13105%21art373_par1)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão não demonstram por si só interpretação jurídica contrária ou desfecho oposto.

- [STJ — 3193712](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/157299/) — classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art373_par1
  - Classe processual (atual / relacionado): RECURSO ESPECIAL / AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEGUNDA TURMA / QUARTA TURMA
- [STJ — 3060377](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/125566/) — classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art373_par1
  - Classe processual (atual / relacionado): RECURSO ESPECIAL / AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEGUNDA TURMA / QUARTA TURMA
- [STJ — 2262012](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/153921/) — classe: RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art373_par1
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEGUNDA TURMA / QUARTA TURMA
