# Registro público: STJ — 2297523

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-09-26
- **Publicação:** 2023-10-03
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/44333/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/44333.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** ad098e36084767ab9ba6b2a3becf8e57b03b1d09ef2008f6261bf3b3e693205b

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ART. 339, §
1º, CÓDIGO PENAL - CP. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO
TIPIFICADO NO ART. 340 DO CP (COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME).
IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA N. 7 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. PRETENSÃO RECURSAL NÃO CONHECIDA
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 284 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF. DEFICIÊNCIA DO COTEJO ANALÍTICO.
AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E DESPROVIDO.
1."Comete o delito de denunciação caluniosa aquele que der causa à
efetiva instauração de investigação policial, de processo judicial,
de investigação administrativa, de inquérito civil ou de ação de
improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que
o sabe inocente." (AgRg nos EDcl no HC n. 492.287/PB, relator
Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em
24/11/2020, DJe de 27/11/2020).
1.1. In casu, denota-se que o Tribunal de origem condenou a ora
agravante pela prática do crime de denunciação caluniosa, ao
fundamento de que o conjunto probatório produzido em contraditório
judicial demonstra que a acusada serviu-se do anonimato para
noticiar falsamente à autoridade policial o cometimento do delito de
tráfico de drogas, atribuindo a autoria à sua ex-cônjuge.
Consignou, ainda, que tal conduta ocasionou a prisão da vítima e a
instauração de inquérito policial.
1.2. Nessa medida, para divergir da conclusão exarada pela Corte a
quo e acolher o pleito de desclassificação formulado pela defesa
seria necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, o que é
inviável neste instante processual em razão do óbice da Súmula n. 7
do STJ.
1.3. A materialidade do crime imputado não se confunde com a
materialidade do crime de denunciação caluniosa, para a qual basta
dar causa à instauração de investigação policial contra alguém,
imputando-lhe crime de que o sabe inocente.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 2 (texto oficial):** Além disso, a pretensão recursal não comporta conhecimento pela
alínea "c" do permissivo constitucional, eis que não comprovado o
diss ídio jurisprudencial diante da deficiência do cotejo analítico.
2.1. Registra-se que não basta a mera transcrição de trechos das
ementas e dos votos dos julgados confrontados, porquanto incumbe à
parte demonstrar as circunstâncias identificadoras da divergência,
notadamente a existência de similitude fática e identidade jurídica
entre as decisões prolatadas pelo Tribunal de origem e por esta
Corte Superior.
- **Item 3 (texto oficial):** Agravo regimental conhecido e desprovido.

## Ementa

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ART. 339, §
1º, CÓDIGO PENAL - CP. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO
TIPIFICADO NO ART. 340 DO CP (COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME).
IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA N. 7 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. PRETENSÃO RECURSAL NÃO CONHECIDA
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 284 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF. DEFICIÊNCIA DO COTEJO ANALÍTICO.
AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E DESPROVIDO.
1."Comete o delito de denunciação caluniosa aquele que der causa à
efetiva instauração de investigação policial, de processo judicial,
de investigação administrativa, de inquérito civil ou de ação de
improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que
o sabe inocente." (AgRg nos EDcl no HC n. 492.287/PB, relator
Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em
24/11/2020, DJe de 27/11/2020).
1.1. In casu, denota-se que o Tribunal de origem condenou a ora
agravante pela prática do crime de denunciação caluniosa, ao
fundamento de que o conjunto probatório produzido em contraditório
judicial demonstra que a acusada serviu-se do anonimato para
noticiar falsamente à autoridade policial o cometimento do delito de
tráfico de drogas, atribuindo a autoria à sua ex-cônjuge.
Consignou, ainda, que tal conduta ocasionou a prisão da vítima e a
instauração de inquérito policial.
1.2. Nessa medida, para divergir da conclusão exarada pela Corte a
quo e acolher o pleito de desclassificação formulado pela defesa
seria necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, o que é
inviável neste instante processual em razão do óbice da Súmula n. 7
do STJ.
1.3. A materialidade do crime imputado não se confunde com a
materialidade do crime de denunciação caluniosa, para a qual basta
dar causa à instauração de investigação policial contra alguém,
imputando-lhe crime de que o sabe inocente.
2. Além disso, a pretensão recursal não comporta conhecimento pela
alínea "c" do permissivo constitucional, eis que não comprovado o
diss ídio jurisprudencial diante da deficiência do cotejo analítico.
2.1. Registra-se que não basta a mera transcrição de trechos das
ementas e dos votos dos julgados confrontados, porquanto incumbe à
parte demonstrar as circunstâncias identificadoras da divergência,
notadamente a existência de similitude fática e identidade jurídica
entre as decisões prolatadas pelo Tribunal de origem e por esta
Corte Superior.
3. Agravo regimental conhecido e desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, João Batista Moreira
(Desembargador convocado do TRF1), Reynaldo Soares da Fonseca e
Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339_par1

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA)
   STJ - <<AgRg nos EDcl no HC 492287>>-PB

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:002848 ANO:1940
*****  CP-40    CÓDIGO PENAL
        ART:00339 PAR:00001

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339_par1](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art339_par1)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [Denunciação caluniosa: a acusação falsa que é crime](https://wikijuridica.com.br/criminal/denunciacao-caluniosa/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> Ser alvo de uma acusação falsa já é angustiante; pior ainda quando quem acusa sabia que você era inocente e, mesmo assim, movimentou a máquina do Estado contra você. Esse comportamento tem nome no Código Penal: denunciação caluniosa. Este verbete explica o que a lei exige para configurar o crime, qual a pena e por que ele não se confunde com a calúnia comum.

**Atribuição:** Rafael Toledo · Abertura

- **Âncoras documentais:** caluniosa, denunciacao
- **SHA-256 do HTML autoral:** 08712ac7ecee5de57de062e64d77152c8cd7762d31d2ee9440fae6baedce1d6d
- **SHA-256 do registro documental:** ad098e36084767ab9ba6b2a3becf8e57b03b1d09ef2008f6261bf3b3e693205b
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fcriminal%2Fdenunciacao-caluniosa%2F)

### [Embargos de declaração: quando cabem e o que corrigem](https://wikijuridica.com.br/glossario/embargos-de-declaracao/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> Os embargos de declaração não servem para reverter uma decisão — servem para consertá-la por dentro. Previstos no art. 1.022 do CPC, cabem contra qualquer decisão judicial que contenha obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Quem os apresenta pede ao próprio juiz ou órgão que decidiu: esclareça este trecho confuso, resolva esta contradição

**Atribuição:** Rafael Toledo · Abertura

- **Âncoras documentais:** declaracao, embargos
- **SHA-256 do HTML autoral:** 8b2779afb95be18f85788dc3d2be05fde5fc17d4593a2aa4ffd4325b58fe60ab
- **SHA-256 do registro documental:** ad098e36084767ab9ba6b2a3becf8e57b03b1d09ef2008f6261bf3b3e693205b
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fglossario%2Fembargos-de-declaracao%2F)

