# Registro público: STJ — 847295

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-02
- **Publicação:** 2023-10-05
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/44874/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/44874.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 33ba2f040e60b6615144505e1899133f27c3f1a5666540e7c6eeee88d64e50ac

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE
VULNERÁVEL. INQUÉRITO POLICIAL. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO AO
SILÊNCIO. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. NULIDADE RELATIVA. AUSÊNCIA
DE FRAGILIDADE PROBATÓRIA. ABSOLVIÇÃO DESCABIDA. TESES QUE DEMANDAM
REEXAME DE PROVA. ORDEM DENEGADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Agravante condenado nas sanções do art. 217-A c.c art. 216,
inciso IV, alínea "a", ambos do Código Penal, à pena de 13 (treze)
anos e 4 (quatro) meses de reclusão, no regime inicial fechado,
pois, junto com corréus, teve conjunção carnal e praticou atos
libidinosos com a Vítima, pessoa que não podia oferecer resistência
no momentos dos fatos, em razão da embriaguez alcoólica.
- **Item 2 (texto oficial):** Acolher a alegação de que a confissão do Corréu que implicou o
Agravante no crime foi obtida mediante promessa de benefícios, sem
prévio aviso do direito de permanecer em silêncio, demanda vedado
reexame de premissa fática firmada pelas instâncias ordinárias, que
expressamente afastaram a existência de qualquer interferência nos
depoimentos obtidos na fase inquisitorial.
- **Item 3 (texto oficial):** Ademais, a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no
sentido de que a falta de informação quanto à garantia do direito ao
silêncio constitui nulidade relativa, dependendo da comprovação de
efetivo prejuízo, o que não ocorreu no caso destes autos, tendo em
vista que além da confissão extrajudicial, os Acusados foram
reconhecidos pela Vítima e há farta prova para corroborar sua
palavra, como o laudo pericial, os depoimentos judiciais de
testemunhas e corréus, bem como as filmagens por câmeras de
segurança do local do crime, que demonstraram todo o ocorrido,
ressaindo inequívoca a autoria imputada ao Agravante.
- **Item 4 (texto oficial):** Como as instâncias ordinárias, soberanas na análise dos fatos e
das provas, afirmaram que a materialidade e autoria do crime são
incontestes, diante dos elementos produzidos, para acolher a
pretensão absolutória seria necessário incursionar verticalmente no
conjunto probatório, providência de todo incompatível com a célere e
estreita via de habeas corpus.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE
VULNERÁVEL. INQUÉRITO POLICIAL. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO AO
SILÊNCIO. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. NULIDADE RELATIVA. AUSÊNCIA
DE FRAGILIDADE PROBATÓRIA. ABSOLVIÇÃO DESCABIDA. TESES QUE DEMANDAM
REEXAME DE PROVA. ORDEM DENEGADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Agravante condenado nas sanções do art. 217-A c.c art. 216,
inciso IV, alínea "a", ambos do Código Penal, à pena de 13 (treze)
anos e 4 (quatro) meses de reclusão, no regime inicial fechado,
pois, junto com corréus, teve conjunção carnal e praticou atos
libidinosos com a Vítima, pessoa que não podia oferecer resistência
no momentos dos fatos, em razão da embriaguez alcoólica.
2. Acolher a alegação de que a confissão do Corréu que implicou o
Agravante no crime foi obtida mediante promessa de benefícios, sem
prévio aviso do direito de permanecer em silêncio, demanda vedado
reexame de premissa fática firmada pelas instâncias ordinárias, que
expressamente afastaram a existência de qualquer interferência nos
depoimentos obtidos na fase inquisitorial.
3. Ademais, a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no
sentido de que a falta de informação quanto à garantia do direito ao
silêncio constitui nulidade relativa, dependendo da comprovação de
efetivo prejuízo, o que não ocorreu no caso destes autos, tendo em
vista que além da confissão extrajudicial, os Acusados foram
reconhecidos pela Vítima e há farta prova para corroborar sua
palavra, como o laudo pericial, os depoimentos judiciais de
testemunhas e corréus, bem como as filmagens por câmeras de
segurança do local do crime, que demonstraram todo o ocorrido,
ressaindo inequívoca a autoria imputada ao Agravante.
4. Como as instâncias ordinárias, soberanas na análise dos fatos e
das provas, afirmaram que a materialidade e autoria do crime são
incontestes, diante dos elementos produzidos, para acolher a
pretensão absolutória seria necessário incursionar verticalmente no
conjunto probatório, providência de todo incompatível com a célere e
estreita via de habeas corpus.
5. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 26/09/2023 a 02/10/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e
Antonio Saldanha Palheiro  votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Jesuíno Rissato
(Desembargador Convocado do TJDFT).
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Laurita Vaz.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art654_par2

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(DIREITO AO SILÊNCIO - FALTA DE INFORMAÇÃO - NULIDADE RELATIVA)
   STJ - <<AgRg no HC 472683>>-SC, <<AgRg no HC 549109>>-PR
(IRREGULARIDADES NA FASE INQUISITORIAL - DESINFLUÊNCIA - NÃO
CONTAMINAÇÃO DA AÇÃO PENAL)
   STJ - <<HC 586321>>-AP
(PALAVRA DA VÍTIMA - CRIMES SEXUAIS - VALOR PROBATÓRIO DIFERENCIADO
- CLANDESTINIDADE OU ÀS OCULTAS)
   STJ - <<AgRg no HC 763553>>-SP
(HC - CONCESSÃO DE OFÍCIO - QUESTÃO CONTROVERTIDA QUE NÃO
ULTRAPASSOU OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE)
   STJ - <<AgRg no HC 702446>>-SC

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
*****  CPP-41    CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
        ART:00654 PAR:00002

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art654_par2](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1941-10-03%3B3689%21art654_par2)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão não demonstram por si só interpretação jurídica contrária ou desfecho oposto.

- [STJ — 1094112](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/156296/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art654_par2
- [STJ — 3172378](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/155893/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art654_par2
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
- [STJ — 1070507](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/148975/) — classe: HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1941-10-03;3689!art654_par2
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / HABEAS CORPUS
  - Órgão julgador (atual / relacionado): SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
