# Registro público: STJ — 164001

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-16
- **Publicação:** 2023-10-19
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/45204/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/45204.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5dcce48dd50cff123e79057b045432576300b416ef53d9009085588602b040c4

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL
PENAL. RECORRENTE CONDENADO COMO INCURSO NOS ARTS. 1.º, INCISO I, DA
LEI N. 9.455/1997; 213, § 1.º E 213, CAPUT; 157 § 2.º, INCISO II, E
§ 2.º- A, INCISO I; E 218-C, NA FORMA DO ART. 69, TODOS DO CÓDIGO
PENAL. ALEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. DESCABIMENTO.
CRIMES SUPOSTAMENTE COMETIDOS EM HORÁRIO DE FOLGA E QUE NÃO GUARDAM
RELAÇÃO COM A FUNÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM.
PRECEDENTES. TESE DE EXCESSO DE PRAZO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO. RECURSO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Não há falar em competência da Justiça Militar para processar e
julgar o feito, pois, consoante asseverou o Tribunal a quo, o
Recorrente, policial militar, quando supostamente praticou os crimes
pelos quais foi condenado, não estava no exercício da função de
militar, nem estava fardado ou em dependências de local sujeito à
administração militar. Na verdade, consoante assinalou a Corte
local, o Increpado encontrava-se de folga e no exercício de função
remunerada como segurança de uma concessionária de transporte, e,
justamente nessa qualidade, teria praticado os fatos. Precedentes.
- **Item 2 (texto oficial):** Não procede a alegação de excesso de prazo, pois, nos termos da
Súmula n. 52/STJ, "Encerrada a instrução criminal, fica superada a
alegação de constrangimento por excesso de prazo". No caso, já foi
prolatada sentença condenatória e julgado o recurso de apelação
interposto pelo Recorrente.
- **Item 3 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL
PENAL. RECORRENTE CONDENADO COMO INCURSO NOS ARTS. 1.º, INCISO I, DA
LEI N. 9.455/1997; 213, § 1.º E 213, CAPUT; 157 § 2.º, INCISO II, E
§ 2.º- A, INCISO I; E 218-C, NA FORMA DO ART. 69, TODOS DO CÓDIGO
PENAL. ALEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. DESCABIMENTO.
CRIMES SUPOSTAMENTE COMETIDOS EM HORÁRIO DE FOLGA E QUE NÃO GUARDAM
RELAÇÃO COM A FUNÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM.
PRECEDENTES. TESE DE EXCESSO DE PRAZO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. Não há falar em competência da Justiça Militar para processar e
julgar o feito, pois, consoante asseverou o Tribunal a quo, o
Recorrente, policial militar, quando supostamente praticou os crimes
pelos quais foi condenado, não estava no exercício da função de
militar, nem estava fardado ou em dependências de local sujeito à
administração militar. Na verdade, consoante assinalou a Corte
local, o Increpado encontrava-se de folga e no exercício de função
remunerada como segurança de uma concessionária de transporte, e,
justamente nessa qualidade, teria praticado os fatos. Precedentes.
2. Não procede a alegação de excesso de prazo, pois, nos termos da
Súmula n. 52/STJ, "Encerrada a instrução criminal, fica superada a
alegação de constrangimento por excesso de prazo". No caso, já foi
prolatada sentença condenatória e julgado o recurso de apelação
interposto pelo Recorrente.
3. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 10/10/2023 a 16/10/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz,
Antonio Saldanha Palheiro e Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado
do TJDFT)  votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Laurita Vaz.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(POLICIAL MILITAR DA ATIVA - CRIME QUE NÃO GUARDA RELAÇÃO COM A
FUNÇÃO MILITAR - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM)
   STJ - <<RHC 110556>>-MS, <<AgRg no HC 798280>>-SP,
         <<AgRg no HC 767912>>-RJ, <<AgRg no HC 580803>>-RJ,
         <<AgRg no AREsp 2004903>>-MG
(EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA - PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE)
   STJ - <<AgRg no HC 585674>>-BA

## Súmulas citadas

- STJ:52

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000052

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
