# Registro público: STJ — 1968141

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-17
- **Publicação:** 2023-10-20
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/47293/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/47293.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** d72b0c902f9fdd87d7f5b26eab5d3e0acd02155f55fd51eb336ff78569deb8c4

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FRAUDE À LICITAÇÃO.
CONTINUIDADE DELITIVA. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. LAPSO TEMPORAL ENTRE OS
CRIMES. PERÍODO MAIOR QUE 30 DIAS. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL PELA VIA RECURSAL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** As condutas praticadas resultaram de desígnios autônomos e são
circunscritas a cada uma das licitações, sendo incabível o pleito de
reconhecimento da continuidade delitiva, por demandar revolvimento
fático-probatório, o que é inviável perante a via do Recurso
Especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
- **Item 2 (texto oficial):** Esta Corte Superior possui entendimento no sentido de que,
constatado que o intervalo entre os crimes ultrapassou o período de
30 dias, não há que se falar em aplicação da continuidade delitiva.
Precedentes.
- **Item 3 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FRAUDE À LICITAÇÃO.
CONTINUIDADE DELITIVA. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. LAPSO TEMPORAL ENTRE OS
CRIMES. PERÍODO MAIOR QUE 30 DIAS. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL PELA VIA RECURSAL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. As condutas praticadas resultaram de desígnios autônomos e são
circunscritas a cada uma das licitações, sendo incabível o pleito de
reconhecimento da continuidade delitiva, por demandar revolvimento
fático-probatório, o que é inviável perante a via do Recurso
Especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
2. Esta Corte Superior possui entendimento no sentido de que,
constatado que o intervalo entre os crimes ultrapassou o período de
30 dias, não há que se falar em aplicação da continuidade delitiva.
Precedentes.
3. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
A Sra. Ministra Laurita Vaz e os Srs. Ministros Sebastião Reis
Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram
com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(CONTINUIDADE DELITIVA - INTERVALO ENTRE CRIMES SUPERIOR A 30 DIAS -
NÃO APLICAÇÃO)
   STJ - <<AgRg no REsp 1831002>>-SC

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
