# Registro público: STJ — 1214802

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2023-10-24
- **Publicação:** 2023-10-31
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/47464/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/47464.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 762167e77ea25cac0ce2c9360126e4ee42d2f544b7f875bb509026ee13795011

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ART. 22 DA LEI N. 7.492/1986. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE.
OFENSA. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 619 DO CPP.
NÃO OCORRÊNCIA. ABSOLVIÇÃO. ART. 386, VII, DO CPP. IMPOSSIBILIDADE,
NA ESPÉCIE. SÚMULA N. 7/STJ. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS E
CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ELEMENTOS DO PRÓPRIO
TIPO PENAL. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** "Nos termos da Súmula n.º 568/STJ e do art. 255, § 4.º, do RISTJ,
é possível que o Ministro Relator decida monocraticamente o recurso
especial quando o apelo nobre for inadmissível, estiver prejudicado
ou houver entendimento dominante acerca do tema. Além disso, a
interposição do agravo regimental devolve ao Órgão Colegiado a
matéria recursal, o que torna prejudicada eventual alegação de
ofensa ao princípio da colegialidade" (AgRg no AgRg no AREsp n.
1.374.756/BA, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em
7/2/2019, DJe 1º/3/2019).
- **Item 2 (texto oficial):** Quanto à alegada violação ao art. 619 do Código de Processo
Penal, verifica-se que o Tribunal de origem exauriu integralmente o
exame acerca da quaestio, de modo que dispensáveis quaisquer outros
pronunciamentos supletivos, mormente quando postulados apenas para
atender ao inconformismo do recorrente que, por via transversa - no
caso, a interposição dos aclaratórios -, tentou modificar a
conclusão alcançada pelo acórdão.
- **Item 3 (texto oficial):** Em relação ao édito condenatório, é cediço que perscrutar o
acerto ou o desacerto do entendimento fixado pelas instâncias
ordinárias ultrapassa os limites cognitivos do apelo nobre,
notadamente no caso vertente, em que a condenação respaldou-se a
partir do cotejo dos elementos de prova coligidos aos autos.
Dessarte, tenho que a mudança da conclusão alcançada no acórdão
impugnado, para infirmar a tese defensiva, exigiria o reexame das
provas, o que é vedado nesta instância extraordinária, uma vez que o
Tribunal a quo é soberano na análise do acervo fático-probatório
dos autos (Súmulas n. 7/STJ e 279/STF).
- **Item 4 (texto oficial):** Na esteira da orientação jurisprudencial desta Corte Superior,
por se tratar de questão afeta a certa discricionariedade do
magistrado, a dosimetria da pena é passível de revisão, nesta
instância extraordinária, apenas em hipóteses excepcionais, quando
ficar evidenciada flagrante ilegalidade, constatada de plano, sem a
necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos.
- **Item 5 (texto oficial):** Na hipótese, as instâncias ordinárias sopesaram as vetoriais
atinentes a circunstâncias e consequências do crime com base em
fundamentos idôneos, não havendo que se falar em bis in idem ou em
utilização de elementos do próprio tipo penal para majorar
negativamente tais circunstâncias judiciais. Não há, portanto,
motivo para o decote de nenhuma delas.
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ART. 22 DA LEI N. 7.492/1986. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE.
OFENSA. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 619 DO CPP.
NÃO OCORRÊNCIA. ABSOLVIÇÃO. ART. 386, VII, DO CPP. IMPOSSIBILIDADE,
NA ESPÉCIE. SÚMULA N. 7/STJ. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS E
CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ELEMENTOS DO PRÓPRIO
TIPO PENAL. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.
1. "Nos termos da Súmula n.º 568/STJ e do art. 255, § 4.º, do RISTJ,
é possível que o Ministro Relator decida monocraticamente o recurso
especial quando o apelo nobre for inadmissível, estiver prejudicado
ou houver entendimento dominante acerca do tema. Além disso, a
interposição do agravo regimental devolve ao Órgão Colegiado a
matéria recursal, o que torna prejudicada eventual alegação de
ofensa ao princípio da colegialidade" (AgRg no AgRg no AREsp n.
1.374.756/BA, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em
7/2/2019, DJe 1º/3/2019).
2. Quanto à alegada violação ao art. 619 do Código de Processo
Penal, verifica-se que o Tribunal de origem exauriu integralmente o
exame acerca da quaestio, de modo que dispensáveis quaisquer outros
pronunciamentos supletivos, mormente quando postulados apenas para
atender ao inconformismo do recorrente que, por via transversa - no
caso, a interposição dos aclaratórios -, tentou modificar a
conclusão alcançada pelo acórdão.
3. Em relação ao édito condenatório, é cediço que perscrutar o
acerto ou o desacerto do entendimento fixado pelas instâncias
ordinárias ultrapassa os limites cognitivos do apelo nobre,
notadamente no caso vertente, em que a condenação respaldou-se a
partir do cotejo dos elementos de prova coligidos aos autos.
Dessarte, tenho que a mudança da conclusão alcançada no acórdão
impugnado, para infirmar a tese defensiva, exigiria o reexame das
provas, o que é vedado nesta instância extraordinária, uma vez que o
Tribunal a quo é soberano na análise do acervo fático-probatório
dos autos (Súmulas n. 7/STJ e 279/STF).
4. Na esteira da orientação jurisprudencial desta Corte Superior,
por se tratar de questão afeta a certa discricionariedade do
magistrado, a dosimetria da pena é passível de revisão, nesta
instância extraordinária, apenas em hipóteses excepcionais, quando
ficar evidenciada flagrante ilegalidade, constatada de plano, sem a
necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos.
5. Na hipótese, as instâncias ordinárias sopesaram as vetoriais
atinentes a circunstâncias e consequências do crime com base em
fundamentos idôneos, não havendo que se falar em bis in idem ou em
utilização de elementos do próprio tipo penal para majorar
negativamente tais circunstâncias judiciais. Não há, portanto,
motivo para o decote de nenhuma delas.
6. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do
TJDFT), Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o
Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(DOSIMETRIA - CIRCUNSTÂNCIAS E CONSEQUÊNCIAS DO CRIME -
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA - ELEMENTOS DO PRÓPRIO TIPO PENAL - BIS IN IDEM
- NÃO OCORRÊNCIA)
   STJ - <<AgRg nos EDcl no REsp 1853697>>-RS,
         <<AgRg no REsp 1484986>>-RS

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
