# Registro público: STJ — 181444

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-02-26
- **Publicação:** 2024-02-29
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/53324/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/53324.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** a0efe3d15d0aa5ca00dd6fab45f1b8d7003e92e2f8d3d093da75001b3fdea7d3

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA QUE MANTEVE OS MESMOS FUNDAMENTOS DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR. REITERAÇÃO DE PEDIDO. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS APTOS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - O agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada por seus próprios fundamentos. II - Quanto a alegação de que não se trata de reiteração de pedido porque o acórdão teria analisa…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO
QUALIFICADO TENTADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA QUE MANTEVE OS MESMOS
FUNDAMENTOS DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR. REITERAÇÃO DE PEDIDO.  EXCESSO
DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE.
INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS APTOS A DESCONSTITUIR A DECISÃO
IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I - O agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de
alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser
mantida a r. decisão vergastada por seus próprios fundamentos.
II - Quanto a alegação de que não se trata de reiteração de pedido
porque o acórdão teria analisado decisão referente a manutenção da
prisão preventiva, não se tratando da mesma decisão anteriormente
mencionada, verifico que, diferentemente do alegado pelo agravante,
o acórdão referente ao presente recurso analisou a decisão de
pronúncia que manteve a segregação cautelar do agravante, conforme
se depreende das fls. 783-784. E, reitero, a sentença de pronúncia
manteve os mesmos fundamentos da decisão que decretou a segregação
cautelar ao fundamento de "persistirem os motivos da custódia
cautelar" - fl. 638. Portanto, a prisão preventiva já foi analisada
quando do julgamento do RHC n. 172.702/SP, ocasião em que foi negado
provimento ao recurso, julgado em 25/11/2022.
III - Em relação ao excesso de prazo, o tribunal a quo alegou que:
"não se verifica qualquer desídsia por parte do juízo na condução do
feito"- fl. 784. Ademais, in casu, constatei diante das informações
acostadas ao autos, que em 05 de abril de 2022 foi decretada a
prisão temporária do agravante. O mandado foi cumprido em 05 de maio
de 2022. O agravante foi denunciado como incurso no artigo 121, §
2°, incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificultou a defesa
da vítima), c. c. o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal. A
denúncia foi recebida e decretada a prisão preventiva- fls. 750-751.
O agravante foi pronunciado em 23/09/2022- fls. 634-638. Em
consulta ao sitio do Tribunal de origem, (www.tjsp.jus.br), processo
n. 1501757-23.2022.8.26.0506, verifiquei que a prisão preventiva
vem sendo regularmente reanalisada. Ademais, foi designado
julgamento pelo Tribunal do Júri em 18/03/2024. Ressalte-se que a
ação penal tramita com regularidade sem qualquer elemento que
evidenciasse a desídia do aparelho judiciário na condução do feito,
o que não permite a conclusão, ao menos por ora, da configuração de
constrangimento ilegal passível de ser sanado pela presente via.
IV - No que tange às demais alegações, da leitura do acórdão
objurgado verifica-se que tais matérias não foram alvo de
deliberação pelo Tribunal de origem, circunstância que impede
qualquer manifestação desta Corte Superior de Justiça sobre os
tópicos, sob pena de se configurar a prestação jurisdicional em
indevida supressão de instância.
Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em sessão virtual de 20/02/2024 a 26/02/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel
Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator.
Não participou do julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO - NÃO CONHECIMENTO)
   STJ - <<AgRg no HC 782252>>-MT, <<AgRg no HC 772550>>-SP
(EXCESSO DE PRAZO - HIPÓTESE DE CARACTERIZAÇÃO)
   STJ - <<AgRg no RHC 176377>>-SE
(INDEVIDA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
   STJ - <<AgRg no RHC 167227>>-SC, <<AgRg no RHC 167215>>-SP

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
