# Registro público: STJ — 188099

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-03-04
- **Publicação:** 2024-03-07
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/53575/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/53575.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** a15cd8e4064423dcc3c8dfd6aa8da8a1841992f76abf13d12ad0eaae6a9f1f98

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS
CORPUS. PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL. VIOLAÇÃO NÃO DEMONSTRADA.
INEXISTÊNCIA DE DESIGNAÇÃO SELETIVA OU CASUÍSTICA. AUSÊNCIA DE
PREJUÍZO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O princípio do promotor natural objetiva, a um só tempo,
assegurar os direitos do investigado ou réu, evitando indevidas
perseguições através de designações seletivas ou casuísticas da
autoridade responsável por formular a acusação, bem como
salvaguardar a independência funcional dos próprios integrantes do
Ministério Público, impedindo substituições ou afastamentos
desmotivados.
- **Item 2 (texto oficial):** No caso, o que se percebe é que a noticiada distribuição para a
12ª Promotoria, registre-se, apenas para oferecer manifestação
acerca de representação formulada pela autoridade policial, em
potencial conflito com a norma local do ministério público, que
atribuiria o processo com o dígito específico para promotoria
diversa (10ª Promotoria), consistiu em mera irregularidade sem
qualquer impacto relevante no processo.
- **Item 3 (texto oficial):** Inexiste qualquer mínimo indicativo de prejuízo suportado pelos
recorrentes diante da atuação, no caso, da 12ª Promotoria, em
especial porque a manifestação por esta ofertada sequer vincularia o
juízo, quando analisou a representação formulada por autoridade
policial; é dizer, a medida deferida sequer foi pleiteada
originariamente pelo Ministério Público, que atuou, no caso, como
fiscal da lei.
- **Item 4 (texto oficial):** Sem demonstração de prejuízo, não há como ser reconhecida a
suposta nulidade, conforme reiteradamente decide esta Corte.
Precedente: (AgRg no RHC n. 119.353/GO, relator Ministro Antônio
Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 23/8/2022, DJe de
30/8/2022).
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS
CORPUS. PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL. VIOLAÇÃO NÃO DEMONSTRADA.
INEXISTÊNCIA DE DESIGNAÇÃO SELETIVA OU CASUÍSTICA. AUSÊNCIA DE
PREJUÍZO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O princípio do promotor natural objetiva, a um só tempo,
assegurar os direitos do investigado ou réu, evitando indevidas
perseguições através de designações seletivas ou casuísticas da
autoridade responsável por formular a acusação, bem como
salvaguardar a independência funcional dos próprios integrantes do
Ministério Público, impedindo substituições ou afastamentos
desmotivados.
2. No caso, o que se percebe é que a noticiada distribuição para a
12ª Promotoria, registre-se, apenas para oferecer manifestação
acerca de representação formulada pela autoridade policial, em
potencial conflito com a norma local do ministério público, que
atribuiria o processo com o dígito específico para promotoria
diversa (10ª Promotoria), consistiu em mera irregularidade sem
qualquer impacto relevante no processo.
3. Inexiste qualquer mínimo indicativo de prejuízo suportado pelos
recorrentes diante da atuação, no caso, da 12ª Promotoria, em
especial porque a manifestação por esta ofertada sequer vincularia o
juízo, quando analisou a representação formulada por autoridade
policial; é dizer, a medida deferida sequer foi pleiteada
originariamente pelo Ministério Público, que atuou, no caso, como
fiscal da lei.
4. Sem demonstração de prejuízo, não há como ser reconhecida a
suposta nulidade, conforme reiteradamente decide esta Corte.
Precedente: (AgRg no RHC n. 119.353/GO, relator Ministro Antônio
Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 23/8/2022, DJe de
30/8/2022).
5. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 27/02/2024 a 04/03/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,
Messod Azulay Neto e Daniela Teixeira  votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL)
   STJ - <<AgRg no RHC 147951>>-MG
(PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL - VIOLAÇÃO - DEMONSTRAÇÃO DE
PREJUÍZO)
   STJ - <<AgRg no RHC 119353>>-GO
   STF - [[RHC 99768]]

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
