# Registro público: STJ — 1993996

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-04-25
- **Publicação:** 2022-06-23
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5378/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5378.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 9b94e427b9cdc3494cfe05b594995048a896731b8ca91aa30c8816fbcb05d8f5

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO
COMBINADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
 ENERGIA ELÉTRICA. INVERSÃO DO JULGADO. SÚMULA 7/STJ. ANÁLISE DE
RESOLUÇÃO. INVIABILIDADE NA VIA ELEITA.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O Tribunal a quo, ao decidir a controvérsia, consignou: "Em suas
razões de apelo (evento nº 64), a empresa recorrente alega, de
início, que o procedimento administrativo questionado observou as
normas estabelecidas na Resolução Normativa 414/10 da ANEEL,
afirmando que através de inspeção de rotina realizada, verificou-se
indícios de irregularidades no medidor de consumo da parte autora e,
após lavratura do termo de ocorrência e registro fotográfico das
irregularidades, houve a regularização da medição. (...) No caso
presente, o lançamento de débito tendo como parâmetro consumo
anterior ao início da irregularidade alegada (anos de 2013 e 2014),
revela-se ilegal, haja vista que em tal período o imóvel era ocupado
por terceiro não identificado nestes autos e, novamente citando o
entendimento contido na sentença, ?não é cabível compelir o usuário
a pagar débito pretérito, tendo como base consumo de terceira pessoa
que não guarda relação com o montante consumido, de fato, pelo
autor? (destaquei). (...) Vê-se, portanto, que inexistem razões para
a reforma da sentença que, com muito acerto, concluiu pela
ilegalidade da cobrança de débito referente ao período em que o
imóvel não era ocupado pelo recorrido" (fls. 317-319, e-STJ).
- **Item 2 (texto oficial):** Ultrapassar a conclusão a que chegou o Tribunal a quo demanda
nova incursão no arcabouço fático-probatório carreado aos autos,
procedimento sabidamente inviável na instância especial, pois vedado
pela Súmula 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não
enseja recurso especial".
- **Item 3 (texto oficial):** Não obstante a parte recorrente aponte ofensa a preceito de lei
federal para respaldar seu inconformismo, o exame de sua
irresignação, conforme se depreende das próprias razões recursais,
exige apreciação da Resolução 414/2010, da ANEEL, cuja análise é
inviável em Recurso Especial, porquanto não se insere no conceito de
lei federal a que se refere o art. 105, III, "a"', da Constituição
Federal.
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo Interno não provido.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO
COMBINADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
 ENERGIA ELÉTRICA. INVERSÃO DO JULGADO. SÚMULA 7/STJ. ANÁLISE DE
RESOLUÇÃO. INVIABILIDADE NA VIA ELEITA.
 1. O Tribunal a quo, ao decidir a controvérsia, consignou: "Em suas
razões de apelo (evento nº 64), a empresa recorrente alega, de
início, que o procedimento administrativo questionado observou as
normas estabelecidas na Resolução Normativa 414/10 da ANEEL,
afirmando que através de inspeção de rotina realizada, verificou-se
indícios de irregularidades no medidor de consumo da parte autora e,
após lavratura do termo de ocorrência e registro fotográfico das
irregularidades, houve a regularização da medição. (...) No caso
presente, o lançamento de débito tendo como parâmetro consumo
anterior ao início da irregularidade alegada (anos de 2013 e 2014),
revela-se ilegal, haja vista que em tal período o imóvel era ocupado
por terceiro não identificado nestes autos e, novamente citando o
entendimento contido na sentença, ?não é cabível compelir o usuário
a pagar débito pretérito, tendo como base consumo de terceira pessoa
que não guarda relação com o montante consumido, de fato, pelo
autor? (destaquei). (...) Vê-se, portanto, que inexistem razões para
a reforma da sentença que, com muito acerto, concluiu pela
ilegalidade da cobrança de débito referente ao período em que o
imóvel não era ocupado pelo recorrido" (fls. 317-319, e-STJ).
 2. Ultrapassar a conclusão a que chegou o Tribunal a quo demanda
nova incursão no arcabouço fático-probatório carreado aos autos,
procedimento sabidamente inviável na instância especial, pois vedado
pela Súmula 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não
enseja recurso especial".
 3. Não obstante a parte recorrente aponte ofensa a preceito de lei
federal para respaldar seu inconformismo, o exame de sua
irresignação, conforme se depreende das próprias razões recursais,
exige apreciação da Resolução 414/2010, da ANEEL, cuja análise é
inviável em Recurso Especial, porquanto não se insere no conceito de
lei federal a que se refere o art. 105, III, "a"', da Constituição
Federal.
 4. Agravo Interno não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 19/04/2022 a 25/04/2022,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Og Fernandes, Mauro Campbell
Marques e Assusete Magalhães  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(RECURSO ESPECIAL  - ANÁLISE DE RESOLUÇÃO - IMPOSSIBILIDADE)
   STJ - <<AgInt no AREsp 1661043>>-SP

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
