# Registro público: STJ — 766371

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-02-26
- **Publicação:** 2024-03-05
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/54154/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/54154.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** f682b3f33c91720c643b553e9503cfd57cb581a75e538f069d039305c6f32c97

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E EXECUÇÃO PENAL. CRIMES
DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA, EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO, ASSOCIAÇÃO
CRIMINOSA E TORTURA. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DA CONDUTA PARA
ABUSO DE AUTORIDADE. NECESSÁRIO O REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Hipótese em que o Agravante formulou pedido de aplicação do art.
30 da Lei n. 13.869/2019 (lei posterior mais benéfica), que veicula
preceito secundário mais brando do que o previsto no art. 339 do
Código Penal, o que foi indeferido pelas instâncias ordinárias.
- **Item 2 (texto oficial):** Esta Corte firmou compreensão de que o "tipo penal descrito no
art. 339 do Código Penal [...] exige que haja por parte do agente a
certeza da inocência da pessoa a quem se atribui a prática
criminosa. Em outras palavras, deve o agente atuar contra a própria
convicção, intencionalmente e com conhecimento de causa, sabendo que
o denunciado é inocente" (RHC n. 147.724/SP, relator Ministro
REYNALDO SOARES DA FONSECA, Quinta Turma, julgado em 19/10/2021, DJe
de 26/10/2021).
- **Item 3 (texto oficial):** No caso, como bem destacado pela Corte a quo, o Agravante,
"policial civil na época dos fatos, não possuía atribuição para
determinar a instauração de inquérito policial, tampouco de ação
penal. Sua conduta, como acertadamente destacou a magistrada,
consistiu em dar causa à instauração de investigação policial pelos
crimes de tráfico de drogas e associação para ao tráfico que sabia
não terem ocorrido" (sem grifos no original).
- **Item 4 (texto oficial):** Para incidência da norma prevista no art. 30 da Lei de Abuso de
Autoridade, deve o Agente ter atribuição ou competência para dar
início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa, o
que não se verifica na espécie.
- **Item 5 (texto oficial):** C om base no conjunto probatório amealhado nos autos, as
instâncias ordinárias concluíram que está caracterizado o crime de
denunciação caluniosa previsto no art. 339 do Código Penal.
Portanto, para rever esse entendimento seria necessário o
revolvimento de provas, inviável na via estreita, o que é vedado a
esta Corte.
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E EXECUÇÃO PENAL. CRIMES
DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA, EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO, ASSOCIAÇÃO
CRIMINOSA E TORTURA. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DA CONDUTA PARA
ABUSO DE AUTORIDADE. NECESSÁRIO O REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Hipótese em que o Agravante formulou pedido de aplicação do art.
30 da Lei n. 13.869/2019 (lei posterior mais benéfica), que veicula
preceito secundário mais brando do que o previsto no art. 339 do
Código Penal, o que foi indeferido pelas instâncias ordinárias.
2. Esta Corte firmou compreensão de que o "tipo penal descrito no
art. 339 do Código Penal [...] exige que haja por parte do agente a
certeza da inocência da pessoa a quem se atribui a prática
criminosa. Em outras palavras, deve o agente atuar contra a própria
convicção, intencionalmente e com conhecimento de causa, sabendo que
o denunciado é inocente" (RHC n. 147.724/SP, relator Ministro
REYNALDO SOARES DA FONSECA, Quinta Turma, julgado em 19/10/2021, DJe
de 26/10/2021).
3. No caso, como bem destacado pela Corte a quo, o Agravante,
"policial civil na época dos fatos, não possuía atribuição para
determinar a instauração de inquérito policial, tampouco de ação
penal. Sua conduta, como acertadamente destacou a magistrada,
consistiu em dar causa à instauração de investigação policial pelos
crimes de tráfico de drogas e associação para ao tráfico que sabia
não terem ocorrido" (sem grifos no original).
4. Para incidência da norma prevista no art. 30 da Lei de Abuso de
Autoridade, deve o Agente ter atribuição ou competência para dar
início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa, o
que não se verifica na espécie.
5. C om base no conjunto probatório amealhado nos autos, as
instâncias ordinárias concluíram que está caracterizado o crime de
denunciação caluniosa previsto no art. 339 do Código Penal.
Portanto, para rever esse entendimento seria necessário o
revolvimento de provas, inviável na via estreita, o que é vedado a
esta Corte.
6. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 20/02/2024 a 26/02/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz,
Antonio Saldanha Palheiro e Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado
do TJDFT)  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(TIPICIDADE - DENUNCIAÇÃO CRIMINOSA - ELEMENTOS OBJETIVOS
DESCRITIVOS E NORMATIVOS)
   STJ - <<RHC 147724>>-SP
(CRIME DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA - DESCLASSIFICAÇÃO - ABUSO DE
AUTORIDADE - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)
   STJ - <<HC 585748>>-CE

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:002848 ANO:1940
*****  CP-40    CÓDIGO PENAL
        ART:00339
- LEG:FED LEI:013869 ANO:2019
*****  LAUT-2019    LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE
        ART:00030

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art339)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 2408484](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/54376/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- [STJ — 1994946](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/3510/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art339
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
