# Registro público: STJ — 1321080

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-06-21
- **Publicação:** 2022-06-24
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5497/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5497.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** eceb0ce95c4cda269d6346f09091dd7371119ce44c10c524e3d9a4226eb2ab5e

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE O
CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA - LEI 4.156/62. FORMA DA INCIDÊNCIA DOS
JUROS REMUNERATÓRIOS (COMPENSATÓRIOS) E MORATÓRIOS NA DEVOLUÇÃO DO
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE O CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Os juros remuneratórios (ou compensatórios) de 6% a.a., previstos
na legislação própria do empréstimo compulsório sobre o consumo de
energia elétrica devem incidir até a data do resgate das
contribuições (data em que houve a efetiva conversão em ações), na
forma dos arts. 2º e 3º, do Decreto-Lei n. 1.512/76,
respectivamente:
a) Para os recolhimentos efetuados entre 1977 e 1984, incidem até
20/04/1988 - 72ª AGE - homologou a 1ª conversão;
b) Para os recolhimentos efetuados entre 1985 e 1986, incidem até
26/04/1990 - 82ª AGE - homologou a 2ª conversão; e
c) Para os recolhimentos efetuados entre 1987 e 1993, incidem até
30/06/2005 - 143ª AGE - homologou a 3ª conversão.
- **Item 2 (texto oficial):** A partir das referidas datas encerra-se a incidência dos ditos
juros remuneratórios. Então, para cada alínea acima, ter-se-á um
valor consolidado formado pela diferença de correção monetária sobre
o principal e reflexo nos juros remuneratórios (ou juros
compensatórios) que, por não ter sido pago no momento oportuno
(momento da conversão em ações em cada uma das AGE's de conversão),
deverá sofrer a incidência de juros moratórios da seguinte forma:
a') Se a citação se deu depois da conversão em ações, o termo
inicial dos juros de mora é data da citação (art. 405, do CC/2002;
c/c art. 1.062, do CC/16 - taxa de 6% a.a.; e depois art. 406, do
CC/2002 - taxa Selic);
b') Se a citação se deu na data ou antes da conversão em ações, o
termo inicial dos juros de mora é o dia seguinte à data da própria
conversão, isto porque não havia mora antes da data da conversão a
menor, por isto que se diz que os juros de mora e os juros
remuneratórios não podem incidir simultaneamente.
- **Item 3 (texto oficial):** A partir do início da incidência dos juros moratórios pela taxa
Selic (11/01/2003, vigência do art. 406, do CC/2002), não há que se
falar na incidência de qualquer outro índice de correção monetária.
- **Item 4 (texto oficial):** Tema julgado pela Primeira Seção nos precedentes repetitivos
REsps nºs 1.028.592/RS e 1.003.955/RS (Primeira Seção, Rel. Min.
Eliana Calmon, julgados em 12.08.2009) e reafirmado nos seguintes
precedentes: EREsp. n. 826.809 / RS, Primeira Seção, Rel. Min. Mauro
Campbell Marques, julgados em 10.08.2011; EDcl nos EDv nos EAREsp n.
790.288 / PR, Primeira Seção, Rel. Min. Gurgel de Faria, Rel.
p/acórdão Min. Sérgio Kukina, julgados em 10.11.2021;  EDcl no AgInt
nos EAREsp n. 785.344 / PR, Primeira Seção, Rel. Min. Regina Helena
Costa, julgados em 15.03.2022; AgInt nos EAREsp n. 1.046.435 / RS,
Primeira Seção, Rel. Min. Manoel Erhardt - Des. conv., julgados em
29.03.2022; AgInt no AgInt nos EDcl nos EREsp n. 1.672.819 / PR,
Primeira Seção, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgados em 03.05.2022.
- **Item 5 (texto oficial):** O equívoco (erro material) cometido pela Primeira Seção deste
Superior Tribunal de justiça quando do julgamento dos EAREsp n.
790.288 / PR (Rel. Min. Gurgel de Faria, julgados em 12.06.2019) o
foi corrigido posteriormente em sede de embargos de declaração nos
EDcl nos EDv nos EAREsp n. 790.288 / PR (Rel. Min. Gurgel de Faria,
Rel. p/acórdão Min. Sérgio Kukina, julgados em 10.11.2021),
restabelecendo a estabilidade, integridade e coerência da
jurisprudência firmada nos precedentes repetitivos REsps nºs
1.028.592/RS e 1.003.955/RS (Primeira Seção, Rel. Min. Eliana
Calmon, julgados em 12.08.2009) e nos EREsp. n. 826.809 / RS
(Primeira Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgados em
10.08.2011).
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo interno provido.

## Ementa

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE O
CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA - LEI 4.156/62. FORMA DA INCIDÊNCIA DOS
JUROS REMUNERATÓRIOS (COMPENSATÓRIOS) E MORATÓRIOS NA DEVOLUÇÃO DO
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE O CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA.
1. Os juros remuneratórios (ou compensatórios) de 6% a.a., previstos
na legislação própria do empréstimo compulsório sobre o consumo de
energia elétrica devem incidir até a data do resgate das
contribuições (data em que houve a efetiva conversão em ações), na
forma dos arts. 2º e 3º, do Decreto-Lei n. 1.512/76,
respectivamente:
a) Para os recolhimentos efetuados entre 1977 e 1984, incidem até
20/04/1988 - 72ª AGE - homologou a 1ª conversão;
b) Para os recolhimentos efetuados entre 1985 e 1986, incidem até
26/04/1990 - 82ª AGE - homologou a 2ª conversão; e
c) Para os recolhimentos efetuados entre 1987 e 1993, incidem até
30/06/2005 - 143ª AGE - homologou a 3ª conversão.
2. A partir das referidas datas encerra-se a incidência dos ditos
juros remuneratórios. Então, para cada alínea acima, ter-se-á um
valor consolidado formado pela diferença de correção monetária sobre
o principal e reflexo nos juros remuneratórios (ou juros
compensatórios) que, por não ter sido pago no momento oportuno
(momento da conversão em ações em cada uma das AGE's de conversão),
deverá sofrer a incidência de juros moratórios da seguinte forma:
a') Se a citação se deu depois da conversão em ações, o termo
inicial dos juros de mora é data da citação (art. 405, do CC/2002;
c/c art. 1.062, do CC/16 - taxa de 6% a.a.; e depois art. 406, do
CC/2002 - taxa Selic);
b') Se a citação se deu na data ou antes da conversão em ações, o
termo inicial dos juros de mora é o dia seguinte à data da própria
conversão, isto porque não havia mora antes da data da conversão a
menor, por isto que se diz que os juros de mora e os juros
remuneratórios não podem incidir simultaneamente.
3. A partir do início da incidência dos juros moratórios pela taxa
Selic (11/01/2003, vigência do art. 406, do CC/2002), não há que se
falar na incidência de qualquer outro índice de correção monetária.
4. Tema julgado pela Primeira Seção nos precedentes repetitivos
REsps nºs 1.028.592/RS e 1.003.955/RS (Primeira Seção, Rel. Min.
Eliana Calmon, julgados em 12.08.2009) e reafirmado nos seguintes
precedentes: EREsp. n. 826.809 / RS, Primeira Seção, Rel. Min. Mauro
Campbell Marques, julgados em 10.08.2011; EDcl nos EDv nos EAREsp n.
790.288 / PR, Primeira Seção, Rel. Min. Gurgel de Faria, Rel.
p/acórdão Min. Sérgio Kukina, julgados em 10.11.2021;  EDcl no AgInt
nos EAREsp n. 785.344 / PR, Primeira Seção, Rel. Min. Regina Helena
Costa, julgados em 15.03.2022; AgInt nos EAREsp n. 1.046.435 / RS,
Primeira Seção, Rel. Min. Manoel Erhardt - Des. conv., julgados em
29.03.2022; AgInt no AgInt nos EDcl nos EREsp n. 1.672.819 / PR,
Primeira Seção, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgados em 03.05.2022.
5. O equívoco (erro material) cometido pela Primeira Seção deste
Superior Tribunal de justiça quando do julgamento dos EAREsp n.
790.288 / PR (Rel. Min. Gurgel de Faria, julgados em 12.06.2019) o
foi corrigido posteriormente em sede de embargos de declaração nos
EDcl nos EDv nos EAREsp n. 790.288 / PR (Rel. Min. Gurgel de Faria,
Rel. p/acórdão Min. Sérgio Kukina, julgados em 10.11.2021),
restabelecendo a estabilidade, integridade e coerência da
jurisprudência firmada nos precedentes repetitivos REsps nºs
1.028.592/RS e 1.003.955/RS (Primeira Seção, Rel. Min. Eliana
Calmon, julgados em 12.08.2009) e nos EREsp. n. 826.809 / RS
(Primeira Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgados em
10.08.2011).
6. Agravo interno provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, dar provimento ao
agravo interno, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator.
A Sra. Ministra Assusete Magalhães, os Srs. Ministros Herman
Benjamin e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Francisco Falcão.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
