# Registro público: STJ — 2270530

- **Origem:** stj
- **Órgão:** TERCEIRA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-04-08
- **Publicação:** 2024-04-12
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/55034/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/55034.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 15a3a3db44404d9e67d5609a26876fbb41fccdfbaa87be17768664342f24d2ab

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489
E 1.022 INEXISTENTE. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE CHAVES. EXTINÇÃO DA
RELAÇÃO LOCATÍCIA. RECEBIMENTO DO IMÓVEL APÓS REFORMA. CONDIÇÃO
POTESTATIVA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. RETORNO DOS AUTOS.
QUESTÕES PENDENTES.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Não configura ofensa ao art. 1.022 do CPC o fato de o Tribunal de
origem adotar fundamentação contrária à pretensão da parte,
suficiente para decidir integralmente a controvérsia.
- **Item 2 (texto oficial):** Inaplicabilidade das Súmulas n. 5/STJ e 7/STJ, pois incontroverso
nos autos que estipulações contratuais determinavam à agravante que
restituísse "os imóveis em condições de habitabilidade e em seu
estado anterior", no que concluiu o Tribunal que "a relação
contratual deve continuar a produzir efeitos até o cumprimento da
obrigação de fazer final a cargo da Empresa autora, qual seja, a de
restituir os imóveis em condições de habitabilidade e em seu estado
anterior".
- **Item 3 (texto oficial):** O fato de os imóveis não serem entregues conforme estipulado
contratualmente não legitima a manutenção "ad eternum" do contrato
locatício para obrigar o cumprimento de devolver "em condições de
habitabilidade e em seu estado anterior", pois o "Superior Tribunal
de Justiça tem entendimento de que eventual ressarcimento relativo a
supostos prejuízos ocorridos no imóvel locado, decorrentes de sua
má utilização, deve ser perseguido em ação própria, não constituindo
justificativa idônea para impedir a extinção contratual verificada
pelo decurso do prazo contratual, bem como para obstar a entrega do
imóvel mediante depósito judicial das chaves em juízo" (AgInt no
AREsp n. 1.610.017/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma,
DJe de 5/8/2020).
Agravo interno provido em parte, nos termos da fundamentação.

## Ementa

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489
E 1.022 INEXISTENTE. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE CHAVES. EXTINÇÃO DA
RELAÇÃO LOCATÍCIA. RECEBIMENTO DO IMÓVEL APÓS REFORMA. CONDIÇÃO
POTESTATIVA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. RETORNO DOS AUTOS.
QUESTÕES PENDENTES.
1. Não configura ofensa ao art. 1.022 do CPC o fato de o Tribunal de
origem adotar fundamentação contrária à pretensão da parte,
suficiente para decidir integralmente a controvérsia.
2. Inaplicabilidade das Súmulas n. 5/STJ e 7/STJ, pois incontroverso
nos autos que estipulações contratuais determinavam à agravante que
restituísse "os imóveis em condições de habitabilidade e em seu
estado anterior", no que concluiu o Tribunal que "a relação
contratual deve continuar a produzir efeitos até o cumprimento da
obrigação de fazer final a cargo da Empresa autora, qual seja, a de
restituir os imóveis em condições de habitabilidade e em seu estado
anterior".
3. O fato de os imóveis não serem entregues conforme estipulado
contratualmente não legitima a manutenção "ad eternum" do contrato
locatício para obrigar o cumprimento de devolver "em condições de
habitabilidade e em seu estado anterior", pois o "Superior Tribunal
de Justiça tem entendimento de que eventual ressarcimento relativo a
supostos prejuízos ocorridos no imóvel locado, decorrentes de sua
má utilização, deve ser perseguido em ação própria, não constituindo
justificativa idônea para impedir a extinção contratual verificada
pelo decurso do prazo contratual, bem como para obstar a entrega do
imóvel mediante depósito judicial das chaves em juízo" (AgInt no
AREsp n. 1.610.017/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma,
DJe de 5/8/2020).
Agravo interno provido em parte, nos termos da fundamentação.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 02/04/2024 a 08/04/2024,
por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco
Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro  votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(ENTREGA DAS CHAVES DO IMÓVEL EM JUÍZO - FIM DA RELAÇÃO LOCATÍCIA -
ALUGUEL DEVIDO)
   STJ - <<AgInt no REsp 1423281>>-AM,
         <<AgInt no AREsp 1779898>>-PR
(EXTINÇÃO DA RELAÇÃO LOCATÍCIA - ENTREGA DAS CHAVES EM JUÍZO -
NECESSIDADE DE REPAROS - AÇÃO PRÓPRIA)
   STJ - <<AgInt no AREsp 1610017>>-SP, <<AgRg no REsp 926652>>-ES,
         <<AgInt no AREsp 1377177>>-RS,
         <<AgInt nos EDcl no REsp 1617757>>-PR,
         <<AgRg no Ag 1169227>>-PE

## Súmulas citadas

- STJ:5

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000005 SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
