# Registro público: STJ — 1983614

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-05-30
- **Publicação:** 2022-06-23
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5607/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/5607.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 6672f6dc3c5f1cdaafa255406d5ddadda586fc02e4748e50dd2a0de6f59db8de

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. UTILIZAÇÃO
DE RECURSOS DO FUNDEF/FUNDEB. NULIDADE DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS, CELEBRADO ENTRE SOCIEDADE DE ADVOGADOS E
MUNICÍPIO, EM RAZÃO DE SUPOSTA INOBSERVÂNCIA DOS PROCEDIMENTOS
LICITATÓRIOS. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. ART.
337, VI, §§ 1º, 2º E 3º, DO CPC/2015. SÚMULA 211/STJ. LEGITIMIDADE
DA UNIÃO. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DO RECURSO
ESPECIAL.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Não há ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 do Código de Processo
Civil, uma vez que o Tribunal a quo julgou integralmente a lide e
solucionou a controvérsia, tendo se manifestado expressamente quanto
à ineficácia da cláusula contratual inserta no contrato de prestação
de serviços advocatícios -  firmado entre o Município e a sociedade
de advogados - que autoriza o destaque de honorários em favor dos
contratados sobre verbas do FUNDEF/FUNDEB.
- **Item 2 (texto oficial):** Não há como se conhecer do Recurso Especial quanto à aludida
ofensa ao art. 337, VI, §§ 1º, 2º e 3º, do CPC/2015 em face da
incidência da Súmula 211/STJ, porquanto a questão não foi examinada
pela Corte de origem, a despeito da oposição de Embargos de
Declaração. Assim, ausente o requisito do prequestionamento.
- **Item 3 (texto oficial):** Cumpre ressaltar que o STJ entende que não há contradição em
afastar a alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 e, ao mesmo
tempo, não conhecer do recurso, por ausência de prequestionamento,
porque é perfeitamente possível o julgado encontrar-se devidamente
fundamentado, sem, no entanto, ter decidido a questão à luz dos
preceitos jurídicos desejados pela parte.
- **Item 4 (texto oficial):** Por fim, o Tribunal de origem, ao analisar os honorários
contratuais, decidiu com fulcro no entendimento do STF. Dessa forma,
não é possível o exame da questão em Recurso Especial, sob pena de
usurpação da competência da Suprema Corte.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo Interno não provido.

## Ementa

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. UTILIZAÇÃO
DE RECURSOS DO FUNDEF/FUNDEB. NULIDADE DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS, CELEBRADO ENTRE SOCIEDADE DE ADVOGADOS E
MUNICÍPIO, EM RAZÃO DE SUPOSTA INOBSERVÂNCIA DOS PROCEDIMENTOS
LICITATÓRIOS. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. ART.
337, VI, §§ 1º, 2º E 3º, DO CPC/2015. SÚMULA 211/STJ. LEGITIMIDADE
DA UNIÃO. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DO RECURSO
ESPECIAL.
1. Não há ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 do Código de Processo
Civil, uma vez que o Tribunal a quo julgou integralmente a lide e
solucionou a controvérsia, tendo se manifestado expressamente quanto
à ineficácia da cláusula contratual inserta no contrato de prestação
de serviços advocatícios -  firmado entre o Município e a sociedade
de advogados - que autoriza o destaque de honorários em favor dos
contratados sobre verbas do FUNDEF/FUNDEB.
2. Não há como se conhecer do Recurso Especial quanto à aludida
ofensa ao art. 337, VI, §§ 1º, 2º e 3º, do CPC/2015 em face da
incidência da Súmula 211/STJ, porquanto a questão não foi examinada
pela Corte de origem, a despeito da oposição de Embargos de
Declaração. Assim, ausente o requisito do prequestionamento.
3. Cumpre ressaltar que o STJ entende que não há contradição em
afastar a alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 e, ao mesmo
tempo, não conhecer do recurso, por ausência de prequestionamento,
porque é perfeitamente possível o julgado encontrar-se devidamente
fundamentado, sem, no entanto, ter decidido a questão à luz dos
preceitos jurídicos desejados pela parte.
4. Por fim, o Tribunal de origem, ao analisar os honorários
contratuais, decidiu com fulcro no entendimento do STF. Dessa forma,
não é possível o exame da questão em Recurso Especial, sob pena de
usurpação da competência da Suprema Corte.
5. Agravo Interno não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em sessão virtual de 24/05/2022 a 30/05/2022, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Og Fernandes, Mauro Campbell
Marques e Assusete Magalhães  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
