# Registro público: STJ — 2413520

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-03-19
- **Publicação:** 2024-05-02
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/58747/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/58747.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** b2c6ceb19d319542158cb2e4e4b4c569632843b37fcdd22e63775086055ebd12

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 1.022, II, DO CPC. AUSÊNCIA.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Conforme assinalado na decisão agravada, não há vício de
fundamentação ou deficiência na prestação jurisdicional. O fato de a
Corte a quo haver decidido a lide de forma contrária à tese
defendida, elegendo fundamentos diversos daqueles por ela propostos,
não configura omissão nem outra causa passível de exame mediante a
oposição de Embargos de Declaração.
- **Item 2 (texto oficial):** Sobre o índice de correção monetária aplicável ao caso, o
Tribunal Regional afirmou, ao negar seguimento ao Recurso Especial:
"Além disso, o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar recursos
submetidos à sistemática dos recursos repetitivos, fixou a seguinte
tese: Tema 905 - 4. Preservação da coisa julgada. Não obstante os
índices estabelecidos para atualização monetária e compensação da
mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda
Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha
determinado a aplicação de índices diversos, cuja
constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto."
- **Item 3 (texto oficial):** Quanto à alegada preclusão do debate a respeito dos juros
negativos, o Tribunal a quo consignou: "Os chamados 'juros
negativos' são cabíveis apenas quando a conta é elaborada conforme
essa segunda sistemática, apurando separadamente o que é devido
conforme a sentença e o que foi pago, fazendo a dedução afinal.
Nesse caso, a aplicação dos juros sobre o pagamento administrativo é
impositiva, sob pena de distorção dos cálculos. Isso porque se faz
necessária a adoção de critérios simétricos para a apuração dos
valores devidos e para os valores já adimplidos. Assim, na conta do
montante devido, ao de deixar de considerar os valores pagos
administrativamente, aplicam-se juros sobre valores que foram pagos
na época própria, o que é neutralizado com a aplicação dos mesmos
juros, nos mesmos critérios, na conta dos valores pagos na via
administrativa, compensando-se mutuamente os cômputos das rubricas
indevidas."
- **Item 4 (texto oficial):** Não bastasse, esta Segunda Turma já decidiu que "os juros de
mora, por se tratarem de matéria de ordem pública, podem ser
modificados de ofício pelo magistrado. Precedentes. Desse modo, não
há que se falar em preclusão ou coisa julgada, pois a determinação
de abatimento dos juros de mora incidentes sobre os pagamentos
administrativos, através da incidência de juros negativos, consiste
em matéria de ordem pública" (AgInt no REsp n. 1.571.268/RS, Rel.
Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 24.6.2022).
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo Interno não provido.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 1.022, II, DO CPC. AUSÊNCIA.
1. Conforme assinalado na decisão agravada, não há vício de
fundamentação ou deficiência na prestação jurisdicional. O fato de a
Corte a quo haver decidido a lide de forma contrária à tese
defendida, elegendo fundamentos diversos daqueles por ela propostos,
não configura omissão nem outra causa passível de exame mediante a
oposição de Embargos de Declaração.
2. Sobre o índice de correção monetária aplicável ao caso, o
Tribunal Regional afirmou, ao negar seguimento ao Recurso Especial:
"Além disso, o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar recursos
submetidos à sistemática dos recursos repetitivos, fixou a seguinte
tese: Tema 905 - 4. Preservação da coisa julgada. Não obstante os
índices estabelecidos para atualização monetária e compensação da
mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda
Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha
determinado a aplicação de índices diversos, cuja
constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto."
3. Quanto à alegada preclusão do debate a respeito dos juros
negativos, o Tribunal a quo consignou: "Os chamados 'juros
negativos' são cabíveis apenas quando a conta é elaborada conforme
essa segunda sistemática, apurando separadamente o que é devido
conforme a sentença e o que foi pago, fazendo a dedução afinal.
Nesse caso, a aplicação dos juros sobre o pagamento administrativo é
impositiva, sob pena de distorção dos cálculos. Isso porque se faz
necessária a adoção de critérios simétricos para a apuração dos
valores devidos e para os valores já adimplidos. Assim, na conta do
montante devido, ao de deixar de considerar os valores pagos
administrativamente, aplicam-se juros sobre valores que foram pagos
na época própria, o que é neutralizado com a aplicação dos mesmos
juros, nos mesmos critérios, na conta dos valores pagos na via
administrativa, compensando-se mutuamente os cômputos das rubricas
indevidas."
4. Não bastasse, esta Segunda Turma já decidiu que "os juros de
mora, por se tratarem de matéria de ordem pública, podem ser
modificados de ofício pelo magistrado. Precedentes. Desse modo, não
há que se falar em preclusão ou coisa julgada, pois a determinação
de abatimento dos juros de mora incidentes sobre os pagamentos
administrativos, através da incidência de juros negativos, consiste
em matéria de ordem pública" (AgInt no REsp n. 1.571.268/RS, Rel.
Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 24.6.2022).
5. Agravo Interno não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Sr.
Ministro-Relator.
Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Teodoro Silva Santos,
Afrânio Vilela e Francisco Falcão votaram com o Sr. Ministro
Relator.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(JULGAMENTO EXTRA OU ULTRA PETITA - NÃO CONFIGURAÇÃO)
   STJ - <<AgInt no REsp 1961977>>-PE,
         <<AgInt no REsp 1882386>>-PE
(JUROS DE MORA - MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA)
   STJ - <<AgInt no REsp 1571268>>-RS,
         <<AgInt no REsp 2073159>>-DF,
         <<AgInt no REsp 2017524>>-MA,
         <<AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp 1727518>>-SP

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
