# Registro público: STJ — 775407

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-04-29
- **Publicação:** 2024-05-03
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/59945/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/59945.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 83e93e75688f9c18ad701cd846521f836e8cd8b520e90a7f0c461b416c97b8ee

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. ALEGADA
PRISÃO PREVENTIVA DE OFÍCIO. NÃO OCORRÊNCIA. ADEMAIS, FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONSTATADO. RECURSO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Conforme a jurisprudência desta Corte, é possível ao magistrado
decretar medida cautelar diversa daquela requerida pelo Ministério
Público, o que não representa atuação ex officio. Sendo assim, não
há falar em ilegalidade na hipótese dos autos, em que o Ministério
Público manifestou-se pela substituição da prisão por medidas
cautelares alternativas e o juiz decidiu por decretar a custódia
preventiva.
- **Item 2 (texto oficial):** Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do
indivíduo como regra. Desse modo, a prisão revela-se cabível tão
somente quando estiver concretamente comprovada a existência do
periculum libertatis, sendo vedado o recolhimento de alguém ao
cárcere caso se mostrem inexistentes os pressupostos autorizadores
da medida extrema, previstos na legislação processual penal.
- **Item 3 (texto oficial):** Na espécie, a segregação preventiva encontra-se devidamente
motivada, pois destacou o Magistrado de piso a reiteração delitiva
do agravante, o qual "é reincidente em crimes contra o patrimônio e
possuí anotação de crime de tráfico de drogas". Não bastasse,
pontuou o julgador que, "além disso, o preso está em cumprimento de
medida cautelar, prosseguindo na prática de ilícitos enquanto no
gozo da benesse e sua conduta está sendo avaliada pelo juízo,
período no qual se espera, de maneira mais enfática, que não volte a
cometer crimes, situação que denota inegável perigo gerado por seu
estado de liberdade". Portanto, a prisão cautelar está amparada na
necessidade de garantia da ordem pública.
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. ALEGADA
PRISÃO PREVENTIVA DE OFÍCIO. NÃO OCORRÊNCIA. ADEMAIS, FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONSTATADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. Conforme a jurisprudência desta Corte, é possível ao magistrado
decretar medida cautelar diversa daquela requerida pelo Ministério
Público, o que não representa atuação ex officio. Sendo assim, não
há falar em ilegalidade na hipótese dos autos, em que o Ministério
Público manifestou-se pela substituição da prisão por medidas
cautelares alternativas e o juiz decidiu por decretar a custódia
preventiva.
2. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do
indivíduo como regra. Desse modo, a prisão revela-se cabível tão
somente quando estiver concretamente comprovada a existência do
periculum libertatis, sendo vedado o recolhimento de alguém ao
cárcere caso se mostrem inexistentes os pressupostos autorizadores
da medida extrema, previstos na legislação processual penal.
3. Na espécie, a segregação preventiva encontra-se devidamente
motivada, pois destacou o Magistrado de piso a reiteração delitiva
do agravante, o qual "é reincidente em crimes contra o patrimônio e
possuí anotação de crime de tráfico de drogas". Não bastasse,
pontuou o julgador que, "além disso, o preso está em cumprimento de
medida cautelar, prosseguindo na prática de ilícitos enquanto no
gozo da benesse e sua conduta está sendo avaliada pelo juízo,
período no qual se espera, de maneira mais enfática, que não volte a
cometer crimes, situação que denota inegável perigo gerado por seu
estado de liberdade". Portanto, a prisão cautelar está amparada na
necessidade de garantia da ordem pública.
4. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 23/04/2024 a 29/04/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz,
Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT) e Otávio de
Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP)  votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas



## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(ATUAÇÃO EX OFFICIO - MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA REQUERIDA PELO
MINISTÉRIO PÚBLICO)
   STJ - <<AgRg no HC 846420>>-AL, <<HC 714868>>-PR,
         <<RHC 145225>>-RO
(PRISÃO PREVENTIVA - CONTUMÁCIA DELITIVA)
   STJ - <<AgRg no HC 837564>>-SP, <<RHC 161967>>-MG,
         <<RHC 77701>>-MG, <<RHC 70788>>-MG, <<HC 318339>>-MS,
         <<HC 327690>>-SP, <<HC 607654>>-SP

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
