# Registro público: STJ — 2435525

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-06-04
- **Publicação:** 2024-06-06
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/62241/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/62241.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 4ecc2a71be9b931df5d20bf31afc44927356d777c3ac23425df9d1f085fc473f

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO  AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FURTO QUALIFICADO NA FORMA TENTADA. ART.
155, § 4º, IV,  C/C ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL - CP. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTE INSTANTE PROCESSUAL.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. REGIME PRISIONAL. PENA
DEFINITIVA INFERIOR A 4 ANOS. FIXADO O REGIME INICIAL SEMIABERTO.
REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA DO RÉU. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO
REGIMENTAL CONHECIDO E DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** "'Não há falar em violação do princípio da colegialidade ou não
aplicação do disposto na Súmula n. 568 desta Corte, uma vez que a
decisão monocrática foi proferida com base na jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça acerca dos temas em
análise, com fundamento no art. 932, V, 'a', do Código de Processo
Civil, c/c o art. 3º do Código de Processo Penal, e no art. 34,
XVIII, 'c', parte final, do Regimento Interno do Superior Tribunal
de Justiça. Além disso, o princípio da colegialidade estará sempre
preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao
controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito dos tribunais
superiores' (AgRg no REsp n. 1.645.901/MG, relatora Ministra MARIA
THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 28/3/2017, DJe de
4/4/2017)" (AgRg nos EDcl no RHC n. 166.884/RS, relator Ministro
Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22/4/2024, DJe de
25/4/2024).
- **Item 2 (texto oficial):** In casu, o Tribunal de origem afastou a tese defensiva de
desistência voluntária do agravante na prática delitiva, ao
fundamento de que o crime não se consumou tão somente por
circunstâncias alheias à sua vontade, conforme a prova oral
produzida em contraditório judicial, no sentido de que os réus
abortaram a conduta diante das dificuldades com que se depararam.
2.1. Nessa medida, para divergir da conclusão da Corte a quo e
acolher a pretensão defensiva seria necessário o revolvimento do
acervo fático-probatório, o que é vedado neste instante processual
ante a incidência do óbice da Súmula n. 7 do STJ.
- **Item 3 (texto oficial):** Consoante a jurisprudência deste Sodalício, é cediço que a
reincidência do réu constitui fundamento idôneo para a imposição de
regime prisional mais gravoso.
3.1. Na hipótese, não obstante a reprimenda corporal definitiva
arbitrada seja inferior a 4 anos, a reincidência do ora agravante
justifica a imposição do regime prisional semiaberto, razão pela
qual há de se manter incólume a decisão agravada.
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo regimental conhecido e desprovido.

## Ementa

PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO  AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FURTO QUALIFICADO NA FORMA TENTADA. ART.
155, § 4º, IV,  C/C ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL - CP. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTE INSTANTE PROCESSUAL.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. REGIME PRISIONAL. PENA
DEFINITIVA INFERIOR A 4 ANOS. FIXADO O REGIME INICIAL SEMIABERTO.
REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA DO RÉU. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO
REGIMENTAL CONHECIDO E DESPROVIDO.
1. "'Não há falar em violação do princípio da colegialidade ou não
aplicação do disposto na Súmula n. 568 desta Corte, uma vez que a
decisão monocrática foi proferida com base na jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça acerca dos temas em
análise, com fundamento no art. 932, V, 'a', do Código de Processo
Civil, c/c o art. 3º do Código de Processo Penal, e no art. 34,
XVIII, 'c', parte final, do Regimento Interno do Superior Tribunal
de Justiça. Além disso, o princípio da colegialidade estará sempre
preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao
controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito dos tribunais
superiores' (AgRg no REsp n. 1.645.901/MG, relatora Ministra MARIA
THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 28/3/2017, DJe de
4/4/2017)" (AgRg nos EDcl no RHC n. 166.884/RS, relator Ministro
Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22/4/2024, DJe de
25/4/2024).
2. In casu, o Tribunal de origem afastou a tese defensiva de
desistência voluntária do agravante na prática delitiva, ao
fundamento de que o crime não se consumou tão somente por
circunstâncias alheias à sua vontade, conforme a prova oral
produzida em contraditório judicial, no sentido de que os réus
abortaram a conduta diante das dificuldades com que se depararam.
2.1. Nessa medida, para divergir da conclusão da Corte a quo e
acolher a pretensão defensiva seria necessário o revolvimento do
acervo fático-probatório, o que é vedado neste instante processual
ante a incidência do óbice da Súmula n. 7 do STJ.
3. Consoante a jurisprudência deste Sodalício, é cediço que a
reincidência do réu constitui fundamento idôneo para a imposição de
regime prisional mais gravoso.
3.1. Na hipótese, não obstante a reprimenda corporal definitiva
arbitrada seja inferior a 4 anos, a reincidência do ora agravante
justifica a imposição do regime prisional semiaberto, razão pela
qual há de se manter incólume a decisão agravada.
4. Agravo regimental conhecido e desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e
Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausente, justificadamente, a Sra. Ministra Daniela Teixeira.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art155_par4

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA - REVOLVIMENTO PROBATÓRIO)
   STJ - <<REsp 1757543>>-RS, <<REsp 1946490>>-SP,
         <<AgRg no AREsp 694416>>-SC
(REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA - REGIME MAIS GRAVOSO)
   STJ - <<AgRg no HC 764710>>-SP, <<AgRg no AREsp 2263249>>-SP,
         <<AgRg no HC 752360>>-MS

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:002848 ANO:1940
*****  CP-40    CÓDIGO PENAL
        ART:00155 PAR:00004 INC:00004
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art155_par4](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art155_par4)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 2435315](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/62196/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art155_par4
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
- [STJ — 908402](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/109998/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art155_par4
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- [STJ — 910015](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/106217/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art155_par4
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
