# Registro público: STJ — 903085

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-10-23
- **Publicação:** 2024-10-30
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/76218/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/76218.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** c8fd73ac1ea064e39cbf6ec4a51aa789cf9db83111f5b1e927af866c160f90a3

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. NULIDADE DE PROVAS EM RAZÃO DE TORTURA RECONHECIDA APENAS PARA O CORRÉU. TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA APLICAÇÃO DE TORTURA À AGRAVANTE. SUFICIÊNCIA DAS PROVAS INDEPENDENTES PARA A CONDENAÇÃO. AGRAVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME1. Agravo regimental interposto em favor de Livia Calazans Souza, que busca a nulidade da condenação por tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006) e associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006), sob o argumento de que a nulidade do flagrante por tortura sofri…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS
CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. NULIDADE DE
PROVAS EM RAZÃO DE TORTURA RECONHECIDA APENAS PARA O CORRÉU. TEORIA
DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA APLICAÇÃO DE
TORTURA À AGRAVANTE. SUFICIÊNCIA DAS PROVAS INDEPENDENTES PARA A
CONDENAÇÃO. AGRAVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME1. Agravo regimental
interposto em favor de Livia Calazans Souza, que busca a nulidade da
condenação por tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006) e
associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006), sob o
argumento de que a nulidade do flagrante por tortura sofrida pelo
corréu deve ser estendida à agravante, com base na teoria dos frutos
da árvore envenenada. A defesa sustenta que, apesar de a paciente
não ter sofrido violência, a condenação foi baseada em provas
obtidas por meio de um flagrante considerado nulo para o corréu. II.
QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. A questão em discussão consiste em verificar
se a nulidade do flagrante por tortura aplicada ao corréu deve ser
estendida à agravante e se há provas suficientes, independentes
daquelas anuladas, para sustentar a condenação por tráfico de drogas
e associação para o tráfico. III. RAZÕES DE DECIDIR3. A nulidade
das provas obtidas por tortura, aplicada ao corréu, não se estende à
agravante, pois esta não estava presente no local onde ocorreu a
violência. Não há comprovação de que a tortura visava localizar a
paciente ou de que a ação policial tenha sido dirigida a ela.4. O
Tribunal de origem destacou que a condenação da paciente está
fundamentada em provas autônomas, incluindo declarações do corréu,
depoimentos de agentes penitenciários e documentos que comprovam a
sua participação no tráfico e associação.5. O habeas corpus não é
via adequada para revisão de provas, sendo inviável discutir a
suficiência da autoria e materialidade delitivas nesse tipo de ação,
conforme entendimento consolidado pelo STJ.IV. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA, por unanimidade,
negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra
Relatora.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra
Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
