# Registro público: STJ — 2734429

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-11-26
- **Publicação:** 2024-12-06
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/81566/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/81566.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5833fbbcf7f2ed5643cf83a630a04e27c4ae1ab59de4cf90b4c1f2d047a495f8

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/2787df3d-ac65-4e0e-81df-42aac653b11c/download/20250131.json>)
- **Identificador na fonte:** 000894868
- **Número de registro na fonte:** 202403278741
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo em recurso especial interposto contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul que, em revisão criminal,
absolveu a recorrente do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06), por ausência de comprovação da
materialidade delitiva, diante da inexistência de laudo toxicológico
definitivo. A condenação pelo crime de associação para o tráfico
(art. 35 da Lei 11.343/06) foi mantida.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há duas questões em discussão: (i) definir se a ausência de laudo
toxicológico definitivo impede a comprovação da materialidade do
crime de tráfico de drogas; e (ii) estabelecer se as provas colhidas
são suficientes para manter a condenação pelo crime de associação
para o tráfico.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. O acórdão do Tribunal de origem destaca que a ausência do laudo
toxicológico definitivo compromete a certeza necessária para a
condenação pelo crime de tráfico de drogas, não sendo possível
embasar tal condenação apenas no laudo preliminar e em outros
elementos probatórios incertos.
4. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) admite, em casos
excepcionais, a comprovação da materialidade delitiva de tráfico de
drogas com base no laudo de constatação preliminar, aliado a outras
provas. Entretanto, no caso concreto, o laudo preliminar não oferece
a segurança necessária, sendo insuficiente para sustentar a
condenação.
5. Quanto ao crime de associação para o tráfico, o acórdão destaca
que a materialidade e autoria foram devidamente comprovadas por meio
de interceptações telefônicas, depoimentos e relatórios policiais,
evidenciando a colaboração estável e permanente da recorrente com
terceiros na prática de crimes relacionados ao tráfico de drogas.
6. A revisão criminal não pode ser utilizada como sucedâneo de
apelação para rediscutir questões já apreciadas em grau recursal,
sendo necessário apresentar novos elementos probatórios ou
circunstâncias que evidenciem erro judiciário, o que não ocorreu no
caso em tela.
IV. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE
DROGAS. REVISÃO CRIMINAL. MATERIALIDADE E AUTORIA NÃO COMPROVADAS.
ABSOLVIÇÃO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PLEITO CONDENATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE PROVAS. PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO
FEDERAL PELO NÃO CONHECIMENTO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial interposto contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul que, em revisão criminal,
absolveu a recorrente do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06), por ausência de comprovação da
materialidade delitiva, diante da inexistência de laudo toxicológico
definitivo. A condenação pelo crime de associação para o tráfico
(art. 35 da Lei 11.343/06) foi mantida.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) definir se a ausência de laudo
toxicológico definitivo impede a comprovação da materialidade do
crime de tráfico de drogas; e (ii) estabelecer se as provas colhidas
são suficientes para manter a condenação pelo crime de associação
para o tráfico.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. O acórdão do Tribunal de origem destaca que a ausência do laudo
toxicológico definitivo compromete a certeza necessária para a
condenação pelo crime de tráfico de drogas, não sendo possível
embasar tal condenação apenas no laudo preliminar e em outros
elementos probatórios incertos.
4. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) admite, em casos
excepcionais, a comprovação da materialidade delitiva de tráfico de
drogas com base no laudo de constatação preliminar, aliado a outras
provas. Entretanto, no caso concreto, o laudo preliminar não oferece
a segurança necessária, sendo insuficiente para sustentar a
condenação.
5. Quanto ao crime de associação para o tráfico, o acórdão destaca
que a materialidade e autoria foram devidamente comprovadas por meio
de interceptações telefônicas, depoimentos e relatórios policiais,
evidenciando a colaboração estável e permanente da recorrente com
terceiros na prática de crimes relacionados ao tráfico de drogas.
6. A revisão criminal não pode ser utilizada como sucedâneo de
apelação para rediscutir questões já apreciadas em grau recursal,
sendo necessário apresentar novos elementos probatórios ou
circunstâncias que evidenciem erro judiciário, o que não ocorreu no
caso em tela.
IV. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, conhecer
do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas e Messod Azulay Neto votaram com a
Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Reynaldo Soares da
Fonseca e Joel Ilan Paciornik.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2061149/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** agravo, conhecido
- **SHA-256 do HTML autoral:** 54dc351232143508da7919b4d9c41bf512613443d06c20983ae2245c8fc45628
- **SHA-256 do registro documental:** 5833fbbcf7f2ed5643cf83a630a04e27c4ae1ab59de4cf90b4c1f2d047a495f8
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2061149%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2734429 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/2787df3d-ac65-4e0e-81df-42aac653b11c/download/20250131.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-21.2
- **SHA-256 da fonte:** 5833fbbcf7f2ed5643cf83a630a04e27c4ae1ab59de4cf90b4c1f2d047a495f8
- **SHA-256 do comentário:** fc867a55e7e2ea9b2fe20bad84a41e80ab6016b002596113f0a259fa4f7a294b
