# Registro público: STJ — 879365

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-12-11
- **Publicação:** 2024-12-20
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/82295/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/82295.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 3dab56e393eb5068780178a7c23a75557c96851c3308e6332b80487a4e7ab5d6

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR AUSÊNCIA DE
ADVOGADO NO INQUÉRITO POLICIAL. AGRAVO DESPROVIDO.
I. Caso em exame1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que rejeitou os embargos de declaração em habeas corpus,
no qual se alegava a nulidade processual por ausência de advogado
durante o interrogatório policial.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 2 (texto oficial):** O agravante foi condenado por infração ao artigo 33, caput, da
Lei n. 11.343/06 e alega que não foi informado sobre o direito ao
silêncio e que foi coagido a assinar o termo de declarações na
delegacia.
- **Item 3 (texto oficial):** A decisão agravada denegou a ordem, entendendo que não houve
cerceamento de defesa, pois o inquérito policial é procedimento
inquisitivo e não sujeito ao contraditório.
II. Questão em discussão4. A questão em discussão consiste em saber
se a ausência de advogado durante o interrogatório policial
configura nulidade processual, considerando o caráter inquisitivo do
inquérito.
- **Item 5 (texto oficial):** Outra questão é se houve inovação recursal ao alegar a violação
do direito ao silêncio, não mencionada na inicial do habeas corpus.
III. Razões de decidir6. O Tribunal de origem afastou a alegada
nulidade, afirmando que as garantias constitucionais foram
respeitadas e que não houve prejuízo efetivo ao agravante.
- **Item 7 (texto oficial):** A jurisprudência do STJ entende que a presença de advogado no
inquérito policial não é obrigatória, pois se trata de procedimento
administrativo e inquisitivo.
- **Item 8 (texto oficial):** O direito ao silêncio não foi antes mencionado, configurando
inovação vedada.
IV. Dispositivo e tese9. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A ausência de advogado no inquérito
policial não configura nulidade processual, pois o inquérito é
procedimento inquisitivo. 2. A inovação recursal é vedada quando
novos argumentos são apresentados em sede de recurso apenas".
Dispositivos relevantes citados:  Lei n. 11.343/06, art. 33; Lei n.
8.906/1994, art. 7º, XXI. Jurisprudência relevante citada:  STJ,
AgRg no RHC n. 185.643/GO, Sexta Turma, Rel. Min. Jesuíno Rissato,
DJe de 11/4/2024; STJ, EDcl no AgRg no AREsp n. 2.554.635/MG, Sexta
Turma, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe de 13/9/2024.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR AUSÊNCIA DE
ADVOGADO NO INQUÉRITO POLICIAL. AGRAVO DESPROVIDO.
I. Caso em exame1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que rejeitou os embargos de declaração em habeas corpus,
no qual se alegava a nulidade processual por ausência de advogado
durante o interrogatório policial.
2. O agravante foi condenado por infração ao artigo 33, caput, da
Lei n. 11.343/06 e alega que não foi informado sobre o direito ao
silêncio e que foi coagido a assinar o termo de declarações na
delegacia.
3. A decisão agravada denegou a ordem, entendendo que não houve
cerceamento de defesa, pois o inquérito policial é procedimento
inquisitivo e não sujeito ao contraditório.
II. Questão em discussão4. A questão em discussão consiste em saber
se a ausência de advogado durante o interrogatório policial
configura nulidade processual, considerando o caráter inquisitivo do
inquérito.
5. Outra questão é se houve inovação recursal ao alegar a violação
do direito ao silêncio, não mencionada na inicial do habeas corpus.
III. Razões de decidir6. O Tribunal de origem afastou a alegada
nulidade, afirmando que as garantias constitucionais foram
respeitadas e que não houve prejuízo efetivo ao agravante.
7. A jurisprudência do STJ entende que a presença de advogado no
inquérito policial não é obrigatória, pois se trata de procedimento
administrativo e inquisitivo.
8. O direito ao silêncio não foi antes mencionado, configurando
inovação vedada.
IV. Dispositivo e tese9. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A ausência de advogado no inquérito
policial não configura nulidade processual, pois o inquérito é
procedimento inquisitivo. 2. A inovação recursal é vedada quando
novos argumentos são apresentados em sede de recurso apenas".
Dispositivos relevantes citados:  Lei n. 11.343/06, art. 33; Lei n.
8.906/1994, art. 7º, XXI. Jurisprudência relevante citada:  STJ,
AgRg no RHC n. 185.643/GO, Sexta Turma, Rel. Min. Jesuíno Rissato,
DJe de 11/4/2024; STJ, EDcl no AgRg no AREsp n. 2.554.635/MG, Sexta
Turma, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe de 13/9/2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA, por unanimidade,
negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro
Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
