# Registro público: STJ — 2430339

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-11-26
- **Publicação:** 2024-12-17
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/82546/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/82546.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 30c2044116be542f6c0ff41d14599e554da7a16c0e668f1bd20947dce308b619

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/2787df3d-ac65-4e0e-81df-42aac653b11c/download/20250131.json>)
- **Identificador na fonte:** 000896836
- **Número de registro na fonte:** 202302868504
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso
especial, no qual o agravante, condenado a 1 ano e 8 meses de
reclusão, no regime aberto, com substituição da pena privativa de
liberdade por duas penas restritivas de direito, pela prática do
crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, § 4º, da Lei n.
11.343/2006), alega ilicitude das provas obtidas mediante busca
pessoal realizada por guardas municipais, requerendo sua absolvição.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão central consiste em verificar a legalidade da busca
pessoal realizada pelos guardas municipais e se essa abordagem
configuraria ilicitude probatória, em razão da alegada ausência de
justa causa para a ação policial.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A busca pessoal foi realizada pela Guarda Municipal de São Paulo,
em situação de flagrante delito, conforme o art. 301 do CPP, após
os agentes identificarem o agravante em atitude suspeita, em local
conhecido pela prática de tráfico de drogas. Durante a abordagem, o
recorrente prontamente confessou a posse da droga, sendo encontrado
em suas vestes íntimas um total de 130 porções de cocaína, embaladas
para venda, totalizando 54,16 gramas.
4. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há
ilegalidade na prisão em flagrante realizada por guardas municipais,
conforme disposto no art. 301 do CPP, desde que respeitados os
limites da atuação desses agentes. No caso, não houve indícios de
abuso de autoridade ou ação arbitrária por parte dos guardas, e a
suspeita se mostrou fundamentada pela confissão imediata do réu e a
apreensão dos entorpecentes.
5. As instâncias ordinárias, com base na prova colhida, incluindo os
depoimentos coerentes dos guardas municipais e a confissão do réu,
afastaram a tese de ilicitude probatória. O reexame dessas provas é
vedado na instância especial, conforme a Súmula n. 7/STJ.
IV. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.

## Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO DE DROGAS. ART. 33, CAPUT, DA LEI N. 11.343/2006. BUSCA
PESSOAL REALIZADA POR GUARDA MUNICIPAL. ALEGAÇÃO DE ILICITUDE DAS
PROVAS. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABORDAGEM LEGÍTIMA. CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO.
RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso
especial, no qual o agravante, condenado a 1 ano e 8 meses de
reclusão, no regime aberto, com substituição da pena privativa de
liberdade por duas penas restritivas de direito, pela prática do
crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, § 4º, da Lei n.
11.343/2006), alega ilicitude das provas obtidas mediante busca
pessoal realizada por guardas municipais, requerendo sua absolvição.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão central consiste em verificar a legalidade da busca
pessoal realizada pelos guardas municipais e se essa abordagem
configuraria ilicitude probatória, em razão da alegada ausência de
justa causa para a ação policial.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A busca pessoal foi realizada pela Guarda Municipal de São Paulo,
em situação de flagrante delito, conforme o art. 301 do CPP, após
os agentes identificarem o agravante em atitude suspeita, em local
conhecido pela prática de tráfico de drogas. Durante a abordagem, o
recorrente prontamente confessou a posse da droga, sendo encontrado
em suas vestes íntimas um total de 130 porções de cocaína, embaladas
para venda, totalizando 54,16 gramas.
4. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há
ilegalidade na prisão em flagrante realizada por guardas municipais,
conforme disposto no art. 301 do CPP, desde que respeitados os
limites da atuação desses agentes. No caso, não houve indícios de
abuso de autoridade ou ação arbitrária por parte dos guardas, e a
suspeita se mostrou fundamentada pela confissão imediata do réu e a
apreensão dos entorpecentes.
5. As instâncias ordinárias, com base na prova colhida, incluindo os
depoimentos coerentes dos guardas municipais e a confissão do réu,
afastaram a tese de ilicitude probatória. O reexame dessas provas é
vedado na instância especial, conforme a Súmula n. 7/STJ.
IV. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, conhecer
do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas e Messod Azulay Neto votaram com a
Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Reynaldo Soares da
Fonseca e Joel Ilan Paciornik.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2061149/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** agravo, conhecido
- **SHA-256 do HTML autoral:** 54dc351232143508da7919b4d9c41bf512613443d06c20983ae2245c8fc45628
- **SHA-256 do registro documental:** 30c2044116be542f6c0ff41d14599e554da7a16c0e668f1bd20947dce308b619
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2061149%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2430339 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/2787df3d-ac65-4e0e-81df-42aac653b11c/download/20250131.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-21.2
- **SHA-256 da fonte:** 30c2044116be542f6c0ff41d14599e554da7a16c0e668f1bd20947dce308b619
- **SHA-256 do comentário:** fdb37c5b9c9daa4da3f6e65ffdece64dc92065bf03f23a5a16bfbaf095dd8f99
