# Registro público: STJ — 886361

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-12-11
- **Publicação:** 2024-12-17
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/83153/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/83153.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** f21dc35b1ccb89f58c06233a842a956be4cffb3cd090e649573353c42ecaf855

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE FIXAÇÃO DO REGIME
PRISIONAL PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE. OMISSÃO SUPRIDA NO
JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. TRÂNSITO EM
JULGADO. PRECLUSÃO. PRINCÍPIO DO APROVEITAMENTO DOS ATOS JURÍDICOS.
PRECEDENTE. REGIME FECHADO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PENA IGUAL A 8
ANOS DE RECLUSÃO. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. Caso em exame1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que negou habeas corpus substitutivo de revisão
criminal, em caso de homicídio simples, onde houve omissão na
sentença penal condenatória quanto ao regime de cumprimento de pena,
suprida no julgamento do recurso de apelação.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 2 (texto oficial):** O agravante sustenta o cabimento do habeas corpus, alegando
nulidade na decisão de segundo grau que fixou o regime inicial
fechado de ofício, sem que a sentença de primeira instância o
tivesse feito.
II. Questão em discussão3. Preliminarmente, discute-se o cabimento
do habeas corpus substitutivo de revisão criminal.
- **Item 4 (texto oficial):** No mérito, a discussão consiste em saber se a omissão na sentença
penal condenatória quanto ao regime de cumprimento de pena, suprida
pelo Tribunal de Justiça, configura nulidade ou mera
irregularidade.
III. Razões de decidir5. Como não existe, neste Superior Tribunal,
julgamento de mérito passível de revisão em relação à condenação
sofrida pelo paciente, esta Corte é incompetente para o
processamento do presente pedido.
- **Item 6 (texto oficial):** A supressão da omissão pelo Tribunal de Justiça configura mera
irregularidade, não gerando nulidade absoluta, especialmente se a
parte não opôs embargos de declaração para suprir a omissão na
sentença penal condenatória.
- **Item 7 (texto oficial):** A arguição de nulidade após o trânsito em julgado da condenação
encontra-se preclusa, não havendo ilegalidade a ser sanada.
- **Item 8 (texto oficial):** A fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena
é justificada pela presença de circunstâncias judiciais
desfavoráveis, conforme determinação legal (art. 33, §§ 2º e 3º, do
Código Penal).
IV. Dispositivo e tese9. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A supressão de omissão na sentença penal
condenatória pelo Tribunal de Justiça configura mera irregularidade,
não gerando nulidade absoluta. 2. A fixação do regime fechado para
início do cumprimento da pena é legal quando justificada por
circunstâncias judiciais desfavoráveis.".
Dispositivos relevantes citados:  Código Penal, art. 33, §§ 2º e 3º.
Jurisprudência relevante citada:  STJ, AgInt no REsp 1.722.003/SC,
Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, julgado em
05.04.2018; STJ, AgRg no HC 904.729/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas,
Quinta Turma, julgado em 01.07.2024.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE FIXAÇÃO DO REGIME
PRISIONAL PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE. OMISSÃO SUPRIDA NO
JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. TRÂNSITO EM
JULGADO. PRECLUSÃO. PRINCÍPIO DO APROVEITAMENTO DOS ATOS JURÍDICOS.
PRECEDENTE. REGIME FECHADO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PENA IGUAL A 8
ANOS DE RECLUSÃO. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. Caso em exame1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que negou habeas corpus substitutivo de revisão
criminal, em caso de homicídio simples, onde houve omissão na
sentença penal condenatória quanto ao regime de cumprimento de pena,
suprida no julgamento do recurso de apelação.
2. O agravante sustenta o cabimento do habeas corpus, alegando
nulidade na decisão de segundo grau que fixou o regime inicial
fechado de ofício, sem que a sentença de primeira instância o
tivesse feito.
II. Questão em discussão3. Preliminarmente, discute-se o cabimento
do habeas corpus substitutivo de revisão criminal.
4. No mérito, a discussão consiste em saber se a omissão na sentença
penal condenatória quanto ao regime de cumprimento de pena, suprida
pelo Tribunal de Justiça, configura nulidade ou mera
irregularidade.
III. Razões de decidir5. Como não existe, neste Superior Tribunal,
julgamento de mérito passível de revisão em relação à condenação
sofrida pelo paciente, esta Corte é incompetente para o
processamento do presente pedido.
6. A supressão da omissão pelo Tribunal de Justiça configura mera
irregularidade, não gerando nulidade absoluta, especialmente se a
parte não opôs embargos de declaração para suprir a omissão na
sentença penal condenatória.
7. A arguição de nulidade após o trânsito em julgado da condenação
encontra-se preclusa, não havendo ilegalidade a ser sanada.
8. A fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena
é justificada pela presença de circunstâncias judiciais
desfavoráveis, conforme determinação legal (art. 33, §§ 2º e 3º, do
Código Penal).
IV. Dispositivo e tese9. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A supressão de omissão na sentença penal
condenatória pelo Tribunal de Justiça configura mera irregularidade,
não gerando nulidade absoluta. 2. A fixação do regime fechado para
início do cumprimento da pena é legal quando justificada por
circunstâncias judiciais desfavoráveis.".
Dispositivos relevantes citados:  Código Penal, art. 33, §§ 2º e 3º.
Jurisprudência relevante citada:  STJ, AgInt no REsp 1.722.003/SC,
Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, julgado em
05.04.2018; STJ, AgRg no HC 904.729/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas,
Quinta Turma, julgado em 01.07.2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 05/12/2024 a 11/12/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Rogerio Schietti Cruz, Antonio
Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador
Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
