# Registro público: STJ — 181346

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-12-11
- **Publicação:** 2024-12-16
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/83189/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/83189.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 1ae1000d01b704a00b875a74c2c58f24a4ed605f54d88adf797d2e4b28479692

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PECULATO. SUPOSTO FATO CRIMINOSO PRATICADO NO ANO DE 2010. MEDIDAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISÃO QUE PERDURAM HÁ MAIS DE 05 (CINCO)
ANOS. AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE, NO CASO. EXCESSO DE PRAZO
RECONHECIDO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
FEDERAL NÃO PROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, (e)mbora
menos gravosas se comparadas à prisão preventiva e de não terem
prazo determinado em lei, as cautelares previstas no art. 319 do CPP
também se orientam pelo princípio da provisoriedade e devem
perdurar por prazo razoável, enquanto necessárias e adequadas às
circunstâncias concretas (AgRg no RHC n. 143.759/PR, relator
Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do Tjdft), relator
para acórdão Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado
em 13/12/2021, DJe de 14/2/2022).
- **Item 2 (texto oficial):** Na hipótese, a despeito da complexidade do feito e da gravidade
dos fatos que ensejaram a aplicação de medidas cautelares
alternativas à prisão como forma de resguardar a instrução criminal
e mitigar o risco à aplicação da lei penal, observa-se que as
restrições foram impostas ao acusado há mais de 05 (cinco) anos,
sendo certo que a ação penal ainda se encontra em fase de citação e
apresentação de respostas à Acusação pelos corréus.
- **Item 3 (texto oficial):** Observadas as peculiaridades do caso concreto, se mostra
desarrazoada a manutenção das medidas cautelares, notadamente diante
da ausência de reavaliação periódica da necessidade das restrições
ou da notícia de fatos contemporâneos que demonstrem o risco à
instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo regimental não provido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PECULATO. SUPOSTO FATO CRIMINOSO PRATICADO NO ANO DE 2010. MEDIDAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISÃO QUE PERDURAM HÁ MAIS DE 05 (CINCO)
ANOS. AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE, NO CASO. EXCESSO DE PRAZO
RECONHECIDO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
FEDERAL NÃO PROVIDO.
1. Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, (e)mbora
menos gravosas se comparadas à prisão preventiva e de não terem
prazo determinado em lei, as cautelares previstas no art. 319 do CPP
também se orientam pelo princípio da provisoriedade e devem
perdurar por prazo razoável, enquanto necessárias e adequadas às
circunstâncias concretas (AgRg no RHC n. 143.759/PR, relator
Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do Tjdft), relator
para acórdão Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado
em 13/12/2021, DJe de 14/2/2022).
2. Na hipótese, a despeito da complexidade do feito e da gravidade
dos fatos que ensejaram a aplicação de medidas cautelares
alternativas à prisão como forma de resguardar a instrução criminal
e mitigar o risco à aplicação da lei penal, observa-se que as
restrições foram impostas ao acusado há mais de 05 (cinco) anos,
sendo certo que a ação penal ainda se encontra em fase de citação e
apresentação de respostas à Acusação pelos corréus.
3. Observadas as peculiaridades do caso concreto, se mostra
desarrazoada a manutenção das medidas cautelares, notadamente diante
da ausência de reavaliação periódica da necessidade das restrições
ou da notícia de fatos contemporâneos que demonstrem o risco à
instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
4. Agravo regimental não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 05/12/2024 a 11/12/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
