# Registro público: STJ — 855156

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2024-12-17
- **Publicação:** 2025-02-10
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/85075/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/85075.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5184e70af63edd58fb5f70f96bbd977c2207b4d047cafa0eda574ba4febbdeb5

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/1d6fe8d8-64b4-4c3b-bf34-acc5f4d6e063/download/20250228.json>)
- **Identificador na fonte:** 000898303
- **Número de registro na fonte:** 202303378097
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM
FLAGRANTE. CONFISSÃO EM JUÍZO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I. Caso em exame1. Habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública
do Estado de São Paulo em favor de paciente condenado por tráfico de
drogas, com pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, além de multa,
conforme art. 33, caput, da Lei 11.343/2006.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 2 (texto oficial):** A impetração sustentava a nulidade das provas obtidas mediante
busca pessoal, alegadamente realizada sem fundada suspeita, pugnando
pela absolvição do paciente.
II. Questão em discussão3. A questão em discussão consiste em saber
se a confissão do paciente em juízo, associada aos indícios
colhidos, é suficiente para sustentar a condenação por tráfico de
drogas, mesmo diante da alegação de nulidade das provas obtidas na
busca pessoal.
III. Razões de decidir4. A confissão do paciente em juízo, sob
contraditório e com assistência técnica, reforça a predisposição
mercantil de sua conduta, evidenciando a intenção de comercialização
ilícita.
- **Item 5 (texto oficial):** Os elementos concretos do caso, incluindo a divisão do
entorpecente em diversas porções e o comportamento do paciente,
refutam a alegação de uso pessoal e corroboram a subsunção dos fatos
ao tipo penal do tráfico de drogas.
- **Item 6 (texto oficial):** A tese firmada pelo STF no Tema 506, que estabelece presunção de
uso pessoal para a posse de até 40g de maconha, não é absoluta e
deve ser analisada no contexto fático, o que, no caso, não favorece
o paciente.
- **Item 7 (texto oficial):** O princípio do in dubio pro reo não se aplica, uma vez que a
subsunção ao art. 33 da Lei 11.343/2006 se apresenta tecnicamente
irrepreensível, conforme o juízo das instâncias ordinárias.
IV. Dispositivo e tese8. Habeas Corpus não conhecido, mantendo a
condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas.
Tese de julgamento:  "1. A confissão em juízo, associada a indícios
concretos, é suficiente para sustentar a condenação por tráfico de
drogas. 2. A presunção de uso pessoal para a posse de até 40g de
maconha não é absoluta e deve ser analisada no contexto fático. 3. O
princípio do in dubio pro reo não se aplica quando a subsunção ao
tipo penal é tecnicamente irrepreensível".
Dispositivos relevantes citados:  Lei 11.343/2006, art. 33.
Jurisprudência relevante citada:  STF, Tema 506

## Ementa

DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM
FLAGRANTE. CONFISSÃO EM JUÍZO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I. Caso em exame1. Habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública
do Estado de São Paulo em favor de paciente condenado por tráfico de
drogas, com pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, além de multa,
conforme art. 33, caput, da Lei 11.343/2006.
2. A impetração sustentava a nulidade das provas obtidas mediante
busca pessoal, alegadamente realizada sem fundada suspeita, pugnando
pela absolvição do paciente.
II. Questão em discussão3. A questão em discussão consiste em saber
se a confissão do paciente em juízo, associada aos indícios
colhidos, é suficiente para sustentar a condenação por tráfico de
drogas, mesmo diante da alegação de nulidade das provas obtidas na
busca pessoal.
III. Razões de decidir4. A confissão do paciente em juízo, sob
contraditório e com assistência técnica, reforça a predisposição
mercantil de sua conduta, evidenciando a intenção de comercialização
ilícita.
5. Os elementos concretos do caso, incluindo a divisão do
entorpecente em diversas porções e o comportamento do paciente,
refutam a alegação de uso pessoal e corroboram a subsunção dos fatos
ao tipo penal do tráfico de drogas.
6. A tese firmada pelo STF no Tema 506, que estabelece presunção de
uso pessoal para a posse de até 40g de maconha, não é absoluta e
deve ser analisada no contexto fático, o que, no caso, não favorece
o paciente.
7. O princípio do in dubio pro reo não se aplica, uma vez que a
subsunção ao art. 33 da Lei 11.343/2006 se apresenta tecnicamente
irrepreensível, conforme o juízo das instâncias ordinárias.
IV. Dispositivo e tese8. Habeas Corpus não conhecido, mantendo a
condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas.
Tese de julgamento:  "1. A confissão em juízo, associada a indícios
concretos, é suficiente para sustentar a condenação por tráfico de
drogas. 2. A presunção de uso pessoal para a posse de até 40g de
maconha não é absoluta e deve ser analisada no contexto fático. 3. O
princípio do in dubio pro reo não se aplica quando a subsunção ao
tipo penal é tecnicamente irrepreensível".
Dispositivos relevantes citados:  Lei 11.343/2006, art. 33.
Jurisprudência relevante citada:  STF, Tema 506

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, prosseguindo no julgamento, por maioria, não conhecer do
pedido, nos termos do voto-vista do Sr. Ministro Joel Ilan
Paciornik, que lavrará o acórdão.
Votaram com o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik os Srs. Ministros
Ribeiro Dantas e Messod Azulay Neto.
Votaram vencidos os Srs. Ministros Daniela Teixeira e Reynaldo
Soares da Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [HC 1.039.709 do STJ: habeas corpus não conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-hc-1039709/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Não se admite a impetração de habeas corpus como sucedâneo de recurso, ressalvada a hipótese excepcional de concessão ex officio da ordem quando constatada flagrante ilegalidade ou decisão teratológica, o que não é o caso dos autos. Incidência da Súmula 691/STF. 2. É incompatível com a via do habeas corpus a aferição da real capacidade financeira do alimentante em prosseguir com o pagamento da pensão alimentícia, nem para revolver questões fático-probatórias relacionadas à suficiência do pagamento parcial, já que, por possuir cognição sumária, não comporta discussão de matéria de prova, tampouco admite aprofundada análise de fatos controvertidos. 3. "O pagamento parcial do débito não afasta a regularidade da prisão civil, porquanto as quantias inadimplidas caracterizam-se como débito atual, que compreende as três prestações anteriores à citação e as que vencerem no curso do processo, nos termos da Súmula 309/STJ." (HC 518.627/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 29/10/2019, DJe 08/11/2019). 4. Habeas corpus não conhecido. Liminar revogada.” A transcrição é literal e vem do espelho 942733, publicado pelo tribunal em 12 de janeiro de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do HC 1.039.709, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** conhecido, corpus, habeas
- **SHA-256 do HTML autoral:** 68bdcf612f3a6bfc6ffd7b14cdf1c4aa4a5245f7ad11eb2807321a5e697a58de
- **SHA-256 do registro documental:** 5184e70af63edd58fb5f70f96bbd977c2207b4d047cafa0eda574ba4febbdeb5
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-hc-1039709%2F)

### [Habeas corpus: documentos que a petição precisa reunir](https://wikijuridica.com.br/criminal/documentos-para-pedir-habeas-corpus/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A lei processual é econômica aqui. Segundo o art. 654 do Código de Processo Penal, o habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, e também pelo Ministério Público. A petição deve conter o nome de quem sofre ou está ameaçado de sofrer a violência ou coação e o de quem a exerce, a declaração da espécie de constrangimento — ou, em caso de simples ameaça, as razões do temor — e a assinatura do impetrante, com a designação das residências.

**Atribuição:** Rafael Toledo · O que o art. 654 exige da petição

- **Âncoras documentais:** corpus, habeas
- **SHA-256 do HTML autoral:** af2a9350f179bb4c838faa7970d84317050ced60d00188f3482b14d7a46a1959
- **SHA-256 do registro documental:** 5184e70af63edd58fb5f70f96bbd977c2207b4d047cafa0eda574ba4febbdeb5
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fcriminal%2Fdocumentos-para-pedir-habeas-corpus%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 855156 no STJ está identificado por “HABEAS CORPUS”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/1d6fe8d8-64b4-4c3b-bf34-acc5f4d6e063/download/20250228.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** 5184e70af63edd58fb5f70f96bbd977c2207b4d047cafa0eda574ba4febbdeb5
- **SHA-256 do comentário:** 1b649c15a0384c9c0b5fd51f76ff17b2c14420b95903c3f403af480850ff1e9e
