# Registro público: STJ — 944500

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-02-19
- **Publicação:** 2025-02-24
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/89934/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/89934.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 0c4d45e97a4b8c6e0f2e53f115ca7ad0d4375b5d9b4165b519be1b8c98c8cef4

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO
PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR ESTA CORTE SUPERIOR, EM WRIT ANTERIOR,
POR MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS, FACULTADA A IMPOSIÇÃO DE OUTRAS
MEDIDAS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MONITORAMENTO ELETRÔNICO
ESTABELECIDO PELO TRIBUNAL A QUO. JUSTIFICATIVA IDÔNEA. EXCESSO DE
PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
CARACTERIZADO. RECURSO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Consta dos autos que o agravante foi preso preventivamente,
acusado de integrar "uma organização criminosa estabelecida com a
finalidade de assegurar a liberação de apenados recolhidos na
comarca de Cajazeiras, especialmente membros de facções criminosas,
utilizando-se de manipulação de procedimentos legais, judiciais e
administrativos, engendrando um cenário no qual a saúde dos apenados
é instrumentalizada como vetor de obtenção de benefícios da
execução penal".
- **Item 2 (texto oficial):** No julgamento do HC n. 909.766/PB, a ordem foi concedida tão
somente para substituir a custódia preventiva do agravante pelas
medidas cautelares de (i) suspensão do exercício da advocacia
criminal; (ii) proibição de contato com qualquer pessoa vinculada
aos fatos objeto da investigação em questão; e (iii) proibição de
frequentar estabelecimentos prisionais, sem prejuízo da fixação de
outras medidas alternativas pelo Tribunal de origem.
- **Item 3 (texto oficial):** Situação em que a fixação de outras medidas cautelares, entre
elas, o monitoramento eletrônico, decorreu da estrita observância à
decisão proferida por esta Corte Superior (HC n. 909.766/PB) e não
há como atribuir a pecha de desmotivada à aludida decisão, na medida
em que elencou as razões que levaram à compreensão de ser
imprescindível a fiscalização eletrônica, enfatizando que a posição
de destaque supostamente ocupada pelo recorrente na organização
criminosa "pode resultar em tentativas de acesso indevido a provas
documentais, assédio e intimidação de partes e testemunhas, além da
possibilidade de fuga da aplicação da lei penal". Logo, inexiste
reparo a ser efetuado na decisão de origem.
- **Item 4 (texto oficial):** Considerando que a alegação de excesso de prazo do monitoramento
eletrônico - que perdura há cerca de 6 meses -, em razão da
prorrogação das investigações por mais noventa dias, formulada na
petição de e-STJ fls. 878/882, não foi submetida ao crivo do segundo
grau, este Tribunal Superior está impedido de se debruçar sobre o
tema, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância.
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO
PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR ESTA CORTE SUPERIOR, EM WRIT ANTERIOR,
POR MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS, FACULTADA A IMPOSIÇÃO DE OUTRAS
MEDIDAS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MONITORAMENTO ELETRÔNICO
ESTABELECIDO PELO TRIBUNAL A QUO. JUSTIFICATIVA IDÔNEA. EXCESSO DE
PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
CARACTERIZADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. Consta dos autos que o agravante foi preso preventivamente,
acusado de integrar "uma organização criminosa estabelecida com a
finalidade de assegurar a liberação de apenados recolhidos na
comarca de Cajazeiras, especialmente membros de facções criminosas,
utilizando-se de manipulação de procedimentos legais, judiciais e
administrativos, engendrando um cenário no qual a saúde dos apenados
é instrumentalizada como vetor de obtenção de benefícios da
execução penal".
2. No julgamento do HC n. 909.766/PB, a ordem foi concedida tão
somente para substituir a custódia preventiva do agravante pelas
medidas cautelares de (i) suspensão do exercício da advocacia
criminal; (ii) proibição de contato com qualquer pessoa vinculada
aos fatos objeto da investigação em questão; e (iii) proibição de
frequentar estabelecimentos prisionais, sem prejuízo da fixação de
outras medidas alternativas pelo Tribunal de origem.
3. Situação em que a fixação de outras medidas cautelares, entre
elas, o monitoramento eletrônico, decorreu da estrita observância à
decisão proferida por esta Corte Superior (HC n. 909.766/PB) e não
há como atribuir a pecha de desmotivada à aludida decisão, na medida
em que elencou as razões que levaram à compreensão de ser
imprescindível a fiscalização eletrônica, enfatizando que a posição
de destaque supostamente ocupada pelo recorrente na organização
criminosa "pode resultar em tentativas de acesso indevido a provas
documentais, assédio e intimidação de partes e testemunhas, além da
possibilidade de fuga da aplicação da lei penal". Logo, inexiste
reparo a ser efetuado na decisão de origem.
4. Considerando que a alegação de excesso de prazo do monitoramento
eletrônico - que perdura há cerca de 6 meses -, em razão da
prorrogação das investigações por mais noventa dias, formulada na
petição de e-STJ fls. 878/882, não foi submetida ao crivo do segundo
grau, este Tribunal Superior está impedido de se debruçar sobre o
tema, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância.
5. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 13/02/2025 a 19/02/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do
TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
