# Registro público: STJ — 956326

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-02-26
- **Publicação:** 2025-03-06
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/90231/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/90231.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 1bcc7440a0935f6f1ee130a045682a56c5eab1acc74b9bd45ce8f9491a077434

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ARTS. 14 DA
LEI N. 10.826/2003 E 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO DELITIVA.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PRECEDENTES. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS.
INSUFICIÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA NO CASO.
DESPROPORCIONALIDADE DA SEGREGAÇÃO. ANÁLISE INADMISSÍVEL NA VIA
ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Hipótese em que, independentemente dos fundamentos expostos no
acórdão impugnado, a prisão preventiva foi suficientemente
fundamentada pelas instâncias ordinárias, tendo sido ressaltado o
fundado receio de reiteração delitiva do agravante, que responde a
outra ação penal pela prática de crime doloso contra a vida.
Precedentes.
- **Item 2 (texto oficial):** Tendo sido concretamente demonstrada a necessidade da prisão
preventiva nos autos, não se apresenta suficiente a aplicação de
medidas cautelares mais brandas, nos termos do art. 282, inciso II,
do Código de Processo Penal.
- **Item 3 (texto oficial):** A suposta existência de condições pessoais favoráveis, por si só,
não assegura a desconstituição da custódia antecipada caso estejam
presentes os requisitos autorizadores da custódia cautelar, como na
hipótese.
- **Item 4 (texto oficial):** A alegada desproporcionalidade da prisão cautelar, em virtude da
possibilidade de colocação do agravante em regime mais brando, não
merece guarida nesta seara processual, por não ser possível ao
Superior Tribunal de Justiça, em um exercício de futurologia,
determinar de antemão a pena a ser fixada ao paciente. A concreta
aplicação da pena, em caso de condenação, é um exercício que compete
ao Magistrado por ocasião da prolação da sentença, com a devida
análise do conjunto probatório, sabidamente inviável de ser
realizado nesta estreita via do writ (AgRg no HC n. 805.262/SC,
relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em
12/06/2023, DJe de 15/06/2023).
- **Item 5 (texto oficial):** Agravo regimental não provido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ARTS. 14 DA
LEI N. 10.826/2003 E 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO DELITIVA.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PRECEDENTES. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS.
INSUFICIÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA NO CASO.
DESPROPORCIONALIDADE DA SEGREGAÇÃO. ANÁLISE INADMISSÍVEL NA VIA
ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Hipótese em que, independentemente dos fundamentos expostos no
acórdão impugnado, a prisão preventiva foi suficientemente
fundamentada pelas instâncias ordinárias, tendo sido ressaltado o
fundado receio de reiteração delitiva do agravante, que responde a
outra ação penal pela prática de crime doloso contra a vida.
Precedentes.
2. Tendo sido concretamente demonstrada a necessidade da prisão
preventiva nos autos, não se apresenta suficiente a aplicação de
medidas cautelares mais brandas, nos termos do art. 282, inciso II,
do Código de Processo Penal.
3. A suposta existência de condições pessoais favoráveis, por si só,
não assegura a desconstituição da custódia antecipada caso estejam
presentes os requisitos autorizadores da custódia cautelar, como na
hipótese.
4. A alegada desproporcionalidade da prisão cautelar, em virtude da
possibilidade de colocação do agravante em regime mais brando, não
merece guarida nesta seara processual, por não ser possível ao
Superior Tribunal de Justiça, em um exercício de futurologia,
determinar de antemão a pena a ser fixada ao paciente. A concreta
aplicação da pena, em caso de condenação, é um exercício que compete
ao Magistrado por ocasião da prolação da sentença, com a devida
análise do conjunto probatório, sabidamente inviável de ser
realizado nesta estreita via do writ (AgRg no HC n. 805.262/SC,
relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em
12/06/2023, DJe de 15/06/2023).
5. Agravo regimental não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em Sessão Virtual de 20/02/2025 a 26/02/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
