# Registro público: STJ — 2187549

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-04-08
- **Publicação:** 2025-04-15
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/93478/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/93478.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** e52e27f63c31df33c9a7052b8c807cedbf13a62fca12b191c32748c29d216702

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/d6a8d20c-c5ec-4858-b8c2-fef8a5335d74/download/20250430.json>)
- **Identificador na fonte:** 000907980
- **Número de registro na fonte:** 202404704883
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.  RECEPTAÇÃO.
ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO NA MODALIDADE
EQUIPARADA (ARTIGO 311, § 2º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). AUTORIA
E MATERIALIDADE RECONHECIDAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRINCÍPIO DA
CONSUNÇÃO NÃO APLICADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEÚDO
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE DO
CRIME DE RECEPTAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Segundo o entendimento firmado na jurisprudência desta Corte
Superior, para comprovação do delito do art. 311 do Código Penal, é
desnecessário que o réu seja flagrado no ato de adulterar, sendo que
a posse de veículo com sinal identificador adulterado, consideradas
as circunstâncias fáticas, consubstancia elemento de prova capaz de
fundar a convicção do julgador acerca da autoria da adulteração,
garantida a possibilidade de que a defesa produza provas em sentido
contrário.
- **Item 2 (texto oficial):** A orientação jurisprudencial é no sentido de que, "quando o
agente é flagrado na posse do objeto receptado, cabe à defesa
demonstrar o desconhecimento da origem ilícita do objeto, sem que
esse mister caracterize ilegal inversão do ônus da prova" (AgRg no
AREsp n. 2.387.294/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 20/9/2023).
- **Item 3 (texto oficial):** No caso, as instâncias ordinárias reconheceram presentes
elementos de prova suficientes para justificar a condenação do
recorrente pela prática dos crimes de adulteração de sinal
identificador de veículo, bem como de receptação, de forma que a
alteração das conclusões alcançadas na origem, com o fim de absolver
o agravante, ou mesmo desclassificar a conduta, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, o que encontra óbice na
Súmula 7/STJ.
- **Item 4 (texto oficial):** O princípio da consunção tem por finalidade afastar a dupla
punição por uma mesma conduta. É critério de solução de conflito
aparente de normas penais, aplicado "quando um crime menos grave é
meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de
alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será
responsabilizado pelo último" (AgRg no AREsp: 1.515.023/GO, Rel.
Ministro Jorge Mussi, 5ª T., D Je 10/10/2019).
- **Item 5 (texto oficial):** Reconhecida pela Corte local a pluralidade de condutas distintas
e autônomas, inviável o acolhimento da pretensão recursal de
aplicação do princípio da consunção ou de reconhecimento do concurso
formal, pois a mudança do entendimento adotado na origem
demandaria, necessariamente, a incursão no acervo fático-probatório,
providência vedada em recurso especial.
- **Item 6 (texto oficial):** A receptação de veículos automotores justifica a exasperação da
pena-base, porquanto revela maior gravidade da conduta e intensidade
do dolo, justificando o recrudescimento da pena-base. Precedentes.
- **Item 7 (texto oficial):** Agravo regimental a que se nega provimento.

## Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.  RECEPTAÇÃO.
ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO NA MODALIDADE
EQUIPARADA (ARTIGO 311, § 2º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). AUTORIA
E MATERIALIDADE RECONHECIDAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRINCÍPIO DA
CONSUNÇÃO NÃO APLICADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEÚDO
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE DO
CRIME DE RECEPTAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. Segundo o entendimento firmado na jurisprudência desta Corte
Superior, para comprovação do delito do art. 311 do Código Penal, é
desnecessário que o réu seja flagrado no ato de adulterar, sendo que
a posse de veículo com sinal identificador adulterado, consideradas
as circunstâncias fáticas, consubstancia elemento de prova capaz de
fundar a convicção do julgador acerca da autoria da adulteração,
garantida a possibilidade de que a defesa produza provas em sentido
contrário.
2. A orientação jurisprudencial é no sentido de que, "quando o
agente é flagrado na posse do objeto receptado, cabe à defesa
demonstrar o desconhecimento da origem ilícita do objeto, sem que
esse mister caracterize ilegal inversão do ônus da prova" (AgRg no
AREsp n. 2.387.294/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta
Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 20/9/2023).
3. No caso, as instâncias ordinárias reconheceram presentes
elementos de prova suficientes para justificar a condenação do
recorrente pela prática dos crimes de adulteração de sinal
identificador de veículo, bem como de receptação, de forma que a
alteração das conclusões alcançadas na origem, com o fim de absolver
o agravante, ou mesmo desclassificar a conduta, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, o que encontra óbice na
Súmula 7/STJ.
4. O princípio da consunção tem por finalidade afastar a dupla
punição por uma mesma conduta. É critério de solução de conflito
aparente de normas penais, aplicado "quando um crime menos grave é
meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de
alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será
responsabilizado pelo último" (AgRg no AREsp: 1.515.023/GO, Rel.
Ministro Jorge Mussi, 5ª T., D Je 10/10/2019).
5. Reconhecida pela Corte local a pluralidade de condutas distintas
e autônomas, inviável o acolhimento da pretensão recursal de
aplicação do princípio da consunção ou de reconhecimento do concurso
formal, pois a mudança do entendimento adotado na origem
demandaria, necessariamente, a incursão no acervo fático-probatório,
providência vedada em recurso especial.
6. A receptação de veículos automotores justifica a exasperação da
pena-base, porquanto revela maior gravidade da conduta e intensidade
do dolo, justificando o recrudescimento da pena-base. Precedentes.
7. Agravo regimental a que se nega provimento.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay
Neto e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS)
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2187549 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/d6a8d20c-c5ec-4858-b8c2-fef8a5335d74/download/20250430.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** e52e27f63c31df33c9a7052b8c807cedbf13a62fca12b191c32748c29d216702
- **SHA-256 do comentário:** 13e4284741fdb396aa551c3349a7247d5f589446afbb72d949a19ea545438b1e
