# Registro público: STJ — 2272124

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-03-20
- **Publicação:** 2025-03-28
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/93757/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/93757.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 16eb330a5752394fe9f45b3fc4feb10a6fd5a397fd24481f4bc26d12d836b572

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/3c3ab908-9ac6-4c83-befc-fc2a3fd17e0c/download/20250430.json>)
- **Identificador na fonte:** 000905427
- **Número de registro na fonte:** 202204020175
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-19T12:58:02Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE
VULNERÁVEL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE DE PROVA. CERCEAMENTO DE DEFESA. AFASTAMENTO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DOSIMETRIA.
FRAÇÃO DE AUMENTO. CONTINUIDADE DELITIVA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** "O julgamento monocrático encontra previsão no art. 253,
parágrafo único, inciso II, alínea b, do RISTJ, que permite ao
relator negar provimento ao recurso quando a pretensão recursal
esbarrar em súmula do STJ ou do STF, ou ainda, em jurisprudência
dominante acerca do tema, inexistindo, portanto, ofensa ao princípio
da colegialidade" (AgRg no AREsp n. 1.249.385/ES, relator Ministro
NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 13/12/2018, DJe 4/2/2019).
- **Item 2 (texto oficial):** O entendimento esposado pelo Tribunal de origem encontra-se em
harmonia com a jurisprudência desta Corte, porquanto já se decidiu
que inexiste proibição legal da leitura da denúncia antes da oitiva
de testemunha, de forma que, ausente comprovação de efetivo prejuízo
para a parte, não há falar em nulidade processual (ut, AgRg no HC
n. 712.423/GO, relator Ministro OLINDO MENEZES - Desembargador
Convocado do TRF 1ª Região -, Sexta Turma, D Je de 14/3/2022).
- **Item 3 (texto oficial):** Da mesma forma, não há necessidade de prévia intimação da
realização do laudo psicológico da vítima, que possui contraditório
diferido e não se confunde com exame pericial. Outrossim, é certo
que a defesa teve plena ciência do seu resultado após a juntada nos
autos. Contudo, veio a insurgir-se contra o exame somente após a
sentença desfavorável, circunstância que evidencia a preclusão sobre
o tema.
- **Item 4 (texto oficial):** Assim, a mudança da conclusão alcançada no acórdão impugnado
exigiria o reexame das provas, o que é vedado nesta instância
extraordinária, uma vez que o Tribunal a quo é soberano na análise
do acervo fático-probatório dos autos (Súmula n. 7/STJ).
- **Item 5 (texto oficial):** Ademais, quanto ao percentual da continuidade delitiva, de acordo
com a orientação desta Casa, o número de infrações constitui o
critério fundamental para obtenção da fração de aumento nos moldes
do art. 71 do Código Penal. In casu, a existência de pelo menos sete
crimes, em continuidade delitiva, justifica a fração adotada.
- **Item 6 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE
VULNERÁVEL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE DE PROVA. CERCEAMENTO DE DEFESA. AFASTAMENTO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DOSIMETRIA.
FRAÇÃO DE AUMENTO. CONTINUIDADE DELITIVA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. "O julgamento monocrático encontra previsão no art. 253,
parágrafo único, inciso II, alínea b, do RISTJ, que permite ao
relator negar provimento ao recurso quando a pretensão recursal
esbarrar em súmula do STJ ou do STF, ou ainda, em jurisprudência
dominante acerca do tema, inexistindo, portanto, ofensa ao princípio
da colegialidade" (AgRg no AREsp n. 1.249.385/ES, relator Ministro
NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 13/12/2018, DJe 4/2/2019).
2. O entendimento esposado pelo Tribunal de origem encontra-se em
harmonia com a jurisprudência desta Corte, porquanto já se decidiu
que inexiste proibição legal da leitura da denúncia antes da oitiva
de testemunha, de forma que, ausente comprovação de efetivo prejuízo
para a parte, não há falar em nulidade processual (ut, AgRg no HC
n. 712.423/GO, relator Ministro OLINDO MENEZES - Desembargador
Convocado do TRF 1ª Região -, Sexta Turma, D Je de 14/3/2022).
3. Da mesma forma, não há necessidade de prévia intimação da
realização do laudo psicológico da vítima, que possui contraditório
diferido e não se confunde com exame pericial. Outrossim, é certo
que a defesa teve plena ciência do seu resultado após a juntada nos
autos. Contudo, veio a insurgir-se contra o exame somente após a
sentença desfavorável, circunstância que evidencia a preclusão sobre
o tema.
4. Assim, a mudança da conclusão alcançada no acórdão impugnado
exigiria o reexame das provas, o que é vedado nesta instância
extraordinária, uma vez que o Tribunal a quo é soberano na análise
do acervo fático-probatório dos autos (Súmula n. 7/STJ).
5. Ademais, quanto ao percentual da continuidade delitiva, de acordo
com a orientação desta Casa, o número de infrações constitui o
critério fundamental para obtenção da fração de aumento nos moldes
do art. 71 do Código Penal. In casu, a existência de pelo menos sete
crimes, em continuidade delitiva, justifica a fração adotada.
6. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado
do TJSP), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti
Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
