# Registro público: STJ — 2664393

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-05-06
- **Publicação:** 2025-05-13
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/97265/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/97265.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 8d0fb23df1c1de9855db2402ea5b89ca9560b2c8e7a211f97e1f1f9a87e843de

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que conheceu do agravo para não conhecer do recurso
especial, fundamentando-se na necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ.

### II. Questão em discussão

2. Há duas questões em discussão: (i) se a
busca pessoal realizada pela polícia estava amparada em fundadas
razões conforme o art. 244 do CPP; (ii) se a entrada no domicílio do
acusado foi legal, considerando a ausência de mandado judicial e de
consentimento válido para o ingresso.

### III. Razões de decidir

3. A busca pessoal, conforme o art. 244 do
CPP, exige a existência de fundadas razões, baseadas em fatos
objetivos e concretos, o que não foi comprovado nos autos. As
atitudes suspeitas dos acusados foram descritas de forma vaga e
genérica, sem elementos suficientes para justificar a abordagem.
4. O ingresso no domicílio é válido quando autorizado pelo morador
ou em caso de flagrante delito, o que não foi demonstrado no caso. A
falta de provas sobre o consentimento para a entrada no domicílio
inviabiliza a validade da busca.
5. A teoria dos frutos da árvore envenenada (art. 157, CPP) torna
ilícitas todas as provas derivadas da busca ilegal, incluindo as
drogas encontradas na casa do acusado, sendo a absolvição a medida
correta diante da nulidade das provas.

### IV. Dispositivo e tese

6. Agravo desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A busca pessoal deve ser amparada em
fundadas razões, baseadas em fatos objetivos e concretos. 2. O
ingresso no domicílio sem mandado judicial requer consentimento
válido ou flagrante delito. 3. A teoria dos frutos da árvore
envenenada torna ilícitas as provas derivadas de busca ilegal".
Dispositivos relevantes citados:  CPP, art. 157; CPP, art. 244;
CF/1988, art. 5º, XI. Jurisprudência relevante citada:  STJ, AREsp
2.593.191/GO, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em
27.11.2024; STJ, AgRg no AREsp 2.526.556/RS, Rel. Min. Ribeiro
Dantas, Quinta Turma, julgado em 20.08.2024.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. BUSCA PESSOAL E
DOMICILIAR. PROVAS ILÍCITAS. AGRAVO DESPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que conheceu do agravo para não conhecer do recurso
especial, fundamentando-se na necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ.
II. Questão em discussão
2. Há duas questões em discussão: (i) se a
busca pessoal realizada pela polícia estava amparada em fundadas
razões conforme o art. 244 do CPP; (ii) se a entrada no domicílio do
acusado foi legal, considerando a ausência de mandado judicial e de
consentimento válido para o ingresso.
III. Razões de decidir
3. A busca pessoal, conforme o art. 244 do
CPP, exige a existência de fundadas razões, baseadas em fatos
objetivos e concretos, o que não foi comprovado nos autos. As
atitudes suspeitas dos acusados foram descritas de forma vaga e
genérica, sem elementos suficientes para justificar a abordagem.
4. O ingresso no domicílio é válido quando autorizado pelo morador
ou em caso de flagrante delito, o que não foi demonstrado no caso. A
falta de provas sobre o consentimento para a entrada no domicílio
inviabiliza a validade da busca.
5. A teoria dos frutos da árvore envenenada (art. 157, CPP) torna
ilícitas todas as provas derivadas da busca ilegal, incluindo as
drogas encontradas na casa do acusado, sendo a absolvição a medida
correta diante da nulidade das provas.
IV. Dispositivo e tese
6. Agravo desprovido.
Tese de julgamento:  "1. A busca pessoal deve ser amparada em
fundadas razões, baseadas em fatos objetivos e concretos. 2. O
ingresso no domicílio sem mandado judicial requer consentimento
válido ou flagrante delito. 3. A teoria dos frutos da árvore
envenenada torna ilícitas as provas derivadas de busca ilegal".
Dispositivos relevantes citados:  CPP, art. 157; CPP, art. 244;
CF/1988, art. 5º, XI. Jurisprudência relevante citada:  STJ, AREsp
2.593.191/GO, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em
27.11.2024; STJ, AgRg no AREsp 2.526.556/RS, Rel. Min. Ribeiro
Dantas, Quinta Turma, julgado em 20.08.2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca e Carlos Cini
Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS) votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Ribeiro Dantas e Joel
Ilan Paciornik.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
