STJ — 3175768
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 3022dfefe7340f71a7cd822281a5d033e92b28d36f30140a0fa03a115495afbf
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1435958
- Número de registro na fonte
- 202600513747
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
agravo para não conhecer do recurso especial, ante o óbice da Súmula
7/STJ.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se houve ilicitude das
buscas pessoal e domiciliar, com consequente nulidade das provas, e
se é possível, em sede de recurso especial, desconstituir a
conclusão do Tribunal de origem quanto à suficiência do conjunto
fático-probatório, à luz da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A Corte de origem, soberana na análise do acervo
fático-probatório, concluiu pela prática do crime de tráfico a
partir de elementos concretos: denúncia anônima especificada,
diligências, monitoramento, dispensa de droga por usuário e pelo
acusado, e apreensão de entorpecentes no interior da residência.
4. A busca pessoal foi legítima, por ter sido realizada com base em
fundada suspeita, nos termos do art. 244 do CPP, corroborada por
informações de populares, patrulhamento e dispensa de droga ao
avistar a viatura.
5. O ingresso domiciliar sem mandado foi amparado em fundadas razões
e situação de flagrante de crime permanente, sem ofensa à
orientação firmada no RE 603.616/RO (Tema 280/STF).
6. No caso, a pretensão de absolvição por insuficiência de provas
demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, medida inviável
em recurso especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. A busca pessoal é válida quando baseada em fundada suspeita,
corroborada por diligências e dispensa de droga ao avistar a equipe
policial, nos termos do art. 244 do CPP. 2. O ingresso do policial
no domicílio do acusado sem mandado é lícito quando amparado em
fundadas razões e flagrante de crime permanente. 3. Depoimentos
policiais prestados em juízo, quando harmônicos e corroborados por
outros elementos de prova, constituem meio idôneo para fundamentar a
condenação, cuja revisão encontra óbice na Súmula 7/STJ.
Dispositivos relevantes citados:
CPP, arts. 157, 240, §§ 1º e 2º, e 244; Súmula 7/STJ.
Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 972.183/SP, Rel.
Min. Carlos Cini Marchionatti, Quinta Turma, j. 20.08.2025; STJ,
AgRg no RHC 216.013/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, j. 01.07.2025; STJ, HC 471.082/SP, Rel. Min. Felix Fischer,
Quinta Turma, DJe 30.10.2018; STJ, HC 393.516/MG, Rel. Min. Reynaldo
Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 20.06.2017; STJ, AgRg no AREsp
770.662/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j.
02.08.2016; STJ, AgRg no AREsp 616.522/SC, Rel. Min. Jorge Mussi,
Quinta Turma, j. 01.03.2018; STF, RE 603.616/RO (Tema 280), Rel.
Min. Gilmar Mendes, Plenário, j. 05.11.2015.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. BUSCAS PESSOAL E DOMICILIAR. FUNDADAS
RAZÕES. ABSOLVIÇÃO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
agravo para não conhecer do recurso especial, ante o óbice da Súmula
7/STJ.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se houve ilicitude das
buscas pessoal e domiciliar, com consequente nulidade das provas, e
se é possível, em sede de recurso especial, desconstituir a
conclusão do Tribunal de origem quanto à suficiência do conjunto
fático-probatório, à luz da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A Corte de origem, soberana na análise do acervo
fático-probatório, concluiu pela prática do crime de tráfico a
partir de elementos concretos: denúncia anônima especificada,
diligências, monitoramento, dispensa de droga por usuário e pelo
acusado, e apreensão de entorpecentes no interior da residência.
4. A busca pessoal foi legítima, por ter sido realizada com base em
fundada suspeita, nos termos do art. 244 do CPP, corroborada por
informações de populares, patrulhamento e dispensa de droga ao
avistar a viatura.
5. O ingresso domiciliar sem mandado foi amparado em fundadas razões
e situação de flagrante de crime permanente, sem ofensa à
orientação firmada no RE 603.616/RO (Tema 280/STF).
6. No caso, a pretensão de absolvição por insuficiência de provas
demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, medida inviável
em recurso especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. A busca pessoal é válida quando baseada em fundada suspeita,
corroborada por diligências e dispensa de droga ao avistar a equipe
policial, nos termos do art. 244 do CPP. 2. O ingresso do policial
no domicílio do acusado sem mandado é lícito quando amparado em
fundadas razões e flagrante de crime permanente. 3. Depoimentos
policiais prestados em juízo, quando harmônicos e corroborados por
outros elementos de prova, constituem meio idôneo para fundamentar a
condenação, cuja revisão encontra óbice na Súmula 7/STJ.
Dispositivos relevantes citados:
CPP, arts. 157, 240, §§ 1º e 2º, e 244; Súmula 7/STJ.
Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 972.183/SP, Rel.
Min. Carlos Cini Marchionatti, Quinta Turma, j. 20.08.2025; STJ,
AgRg no RHC 216.013/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, j. 01.07.2025; STJ, HC 471.082/SP, Rel. Min. Felix Fischer,
Quinta Turma, DJe 30.10.2018; STJ, HC 393.516/MG, Rel. Min. Reynaldo
Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 20.06.2017; STJ, AgRg no AREsp
770.662/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j.
02.08.2016; STJ, AgRg no AREsp 616.522/SC, Rel. Min. Jorge Mussi,
Quinta Turma, j. 01.03.2018; STF, RE 603.616/RO (Tema 280), Rel.
Min. Gilmar Mendes, Plenário, j. 05.11.2015.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria
Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Maria Marluce Caldas.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Reynaldo Soares da
Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.