STJ — 3205579
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: d64cc78134cbe48164df8d8c97e27d4c63dce6736460bac0edcc20057a84d121
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1436167
- Número de registro na fonte
- 202600976234
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto pelo agravante contra
decisão monocrática que, com fundamento no art. 253, parágrafo
único, II, "a", do Regimento Interno do STJ, conheceu do agravo para
não conhecer do recurso especial.
2. Fato relevante. Acórdão da origem manteve absolvição em ação
penal por estupro de vulnerável, por ausência de provas seguras e
pela insuficiência da palavra da vítima, desacompanhada de outros
elementos de corroboração.
3. Pretensão recursal. O agravante sustenta que o acórdão recorrido
teria aplicado padrão probatório incompatível com a jurisprudência
quanto à especial relevância da palavra da vítima em crimes contra a
dignidade sexual e requer o provimento do recurso especial para
condenação.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se, na via do recurso
especial, é possível reverter absolvição em crime sexual mediante
revaloração do conjunto probatório, sob a alegação de inadequada
aplicação do padrão de valoração da palavra da vítima.
5. A questão em discussão consiste em saber se a palavra da vítima,
desacompanhada de outros elementos seguros, possui força probatória
suficiente para sustentar condenação penal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6. A inversão do julgado demandaria revolvimento do conjunto
fático-probatório, providência inviável em recurso especial, à luz
da Súmula 7/STJ, sendo a instância ordinária soberana na análise das
provas.
7. A existência de depoimento testemunhal favorável à hipótese
acusatória não impõe condenação, devendo o magistrado valorar
racionalmente a prova nos termos do art. 155 do CPP, em cotejo com
demais elementos dos autos.
8. A palavra da vítima, embora relevante em delitos sexuais, não
possui valor absoluto, devendo ser apreciada com as demais provas
dos autos, seja para condenar ou mesmo para absolver o réu, como no
caso; ausentes provas seguras, prevalece o princípio do in dubio pro
reo.
9. Os argumentos do agravante não demonstram violação direta a
dispositivo legal nem superam o óbice sumular, mantendo-se a decisão
que não conheceu do recurso especial.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. É inviável, em recurso especial, o revolvimento do conjunto
fático-probatório para reverter absolvição, conforme a Súmula 7/STJ.
2. A palavra da vítima em crimes sexuais, embora relevante, deve
ser apreciada em conjunto com outros elementos de prova e não possui
valor absoluto. Dispositivos relevantes citados:
RISTJ, art. 253, parágrafo único, II, "a"; CPP, art. 155
Jurisprudência relevante citada:STJ, Súmula 7; STJ, AgRg no REsp
2.121.042/SP; STJ, AgRg no AREsp 2.694.676/GO
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. SÚMULA
7/STJ. IN DUBIO PRO REO. AGRAVO IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto pelo agravante contra
decisão monocrática que, com fundamento no art. 253, parágrafo
único, II, "a", do Regimento Interno do STJ, conheceu do agravo para
não conhecer do recurso especial.
2. Fato relevante. Acórdão da origem manteve absolvição em ação
penal por estupro de vulnerável, por ausência de provas seguras e
pela insuficiência da palavra da vítima, desacompanhada de outros
elementos de corroboração.
3. Pretensão recursal. O agravante sustenta que o acórdão recorrido
teria aplicado padrão probatório incompatível com a jurisprudência
quanto à especial relevância da palavra da vítima em crimes contra a
dignidade sexual e requer o provimento do recurso especial para
condenação.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se, na via do recurso
especial, é possível reverter absolvição em crime sexual mediante
revaloração do conjunto probatório, sob a alegação de inadequada
aplicação do padrão de valoração da palavra da vítima.
5. A questão em discussão consiste em saber se a palavra da vítima,
desacompanhada de outros elementos seguros, possui força probatória
suficiente para sustentar condenação penal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6. A inversão do julgado demandaria revolvimento do conjunto
fático-probatório, providência inviável em recurso especial, à luz
da Súmula 7/STJ, sendo a instância ordinária soberana na análise das
provas.
7. A existência de depoimento testemunhal favorável à hipótese
acusatória não impõe condenação, devendo o magistrado valorar
racionalmente a prova nos termos do art. 155 do CPP, em cotejo com
demais elementos dos autos.
8. A palavra da vítima, embora relevante em delitos sexuais, não
possui valor absoluto, devendo ser apreciada com as demais provas
dos autos, seja para condenar ou mesmo para absolver o réu, como no
caso; ausentes provas seguras, prevalece o princípio do in dubio pro
reo.
9. Os argumentos do agravante não demonstram violação direta a
dispositivo legal nem superam o óbice sumular, mantendo-se a decisão
que não conheceu do recurso especial.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. É inviável, em recurso especial, o revolvimento do conjunto
fático-probatório para reverter absolvição, conforme a Súmula 7/STJ.
2. A palavra da vítima em crimes sexuais, embora relevante, deve
ser apreciada em conjunto com outros elementos de prova e não possui
valor absoluto. Dispositivos relevantes citados:
RISTJ, art. 253, parágrafo único, II, "a"; CPP, art. 155
Jurisprudência relevante citada:STJ, Súmula 7; STJ, AgRg no REsp
2.121.042/SP; STJ, AgRg no AREsp 2.694.676/GO
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria
Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Maria Marluce Caldas.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Reynaldo Soares da
Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Comentário de Rafael Toledo
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3205579 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Fonte oficial que sustenta este comentário
Identidade e proveniência do comentário
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte:
d64cc78134cbe48164df8d8c97e27d4c63dce6736460bac0edcc20057a84d121. SHA-256 do comentário:efc7dddb7ca02b4c3b8ac01a6771546cd1135a4364d457551771330bc149dd4c.