STJ — 3183315
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: f21656ad0944910647c2e86dd1005db054e1b00c0c574d825623d3e211cd999c
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1453376
- Número de registro na fonte
- 202600643126
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto pela defesa contra decisão que
conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial.
2. Acórdão recorrido que, em sede de revisão criminal, assentou a
impossibilidade de modificação da coisa julgada, por inexistência de
erro judiciário, mantendo a condenação por tráfico de drogas (Lei
11.343/2006, art. 33).
3. Fato relevante: condenação transitada em julgado em 19/4/2013,
com premissas fáticas definitivas de ajuste prévio entre o apenado e
sua ex-companheira, finalidade mercantil, recebimento do
entorpecente por terceira pessoa a pedido do apenado e ingresso da
portadora no estabelecimento prisional para repasse da droga,
posteriormente apreendida antes da entrega final.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se: (i) a mera
solicitação de entorpecente sem efetiva entrega configura ato
preparatório impunível ou ato executório do tipo do art. 33 da Lei
11.343/2006; (ii) a revisão criminal pode desconstituir a coisa
julgada com base em orientação jurisprudencial superveniente, sem
prova nova ou contrariedade manifesta à lei; e (iii) o recurso
especial admite reexame das premissas fático-probatórias fixadas no
título condenatório, à luz da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. O agravo regimental é conhecido por tempestivo e por impugnar a
decisão agravada nos limites da controvérsia, mantendo-se, contudo,
a decisão por seus fundamentos.
6. As premissas fáticas definitivas estabelecidas na condenação -
ajuste prévio, finalidade mercantil e participação do apenado na
dinâmica delitiva, com ingresso da portadora no presídio para
repasse - evidenciam participação penalmente relevante na introdução
de droga em estabelecimento prisional, não se tratando de hipótese
de mera atipicidade por atos preparatórios.
7. A revisão criminal não se presta à rediscussão ordinária da causa
nem à reabertura do acervo fático-probatório, sobretudo quando
ausente manifesta contrariedade a texto expresso de lei, evidência
dos autos ou prova nova apta a desconstituir a condenação;
orientação jurisprudencial superveniente não autoriza, por si,
desconstituir a coisa julgada.
8. Incide a Súmula 7/STJ, vedando o reexame das premissas fáticas
fixadas pelo título condenatório na via especial, o que impede a
pretensão absolutória fundada em revisão do contexto probatório.
9. Ainda que existam precedentes sobre a atipicidade de mera
solicitação sem entrega do entorpecente, o quadro fático consolidado
pela coisa julgada apresenta contornos diversos, incompatíveis com
a conclusão de ausência de ato executório.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. O recurso especial não admite reexame de fatos e provas,
incidindo a Súmula 7/STJ quando a pretensão demanda a
desconstituição das premissas fáticas do título condenatório. 2. A
revisão criminal não se presta à aplicação retroativa de
entendimento jurisprudencial superveniente, nem à reabertura do
acervo probatório sem prova nova ou contrariedade manifesta à lei.
3. A participação na introdução de droga em estabelecimento
prisional, comprovada por ajuste prévio, finalidade mercantil e
execução do plano, configura relevância penal ainda que a substância
seja apreendida antes da entrega final. Dispositivos relevantes
citados:Lei 11.343/2006, art. 33
Jurisprudência relevante citada:STJ, Súmula 7
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. REVISÃO CRIMINAL. ATOS PREPARATÓRIOS.
COISA JULGADA. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto pela defesa contra decisão que
conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial.
2. Acórdão recorrido que, em sede de revisão criminal, assentou a
impossibilidade de modificação da coisa julgada, por inexistência de
erro judiciário, mantendo a condenação por tráfico de drogas (Lei
11.343/2006, art. 33).
3. Fato relevante: condenação transitada em julgado em 19/4/2013,
com premissas fáticas definitivas de ajuste prévio entre o apenado e
sua ex-companheira, finalidade mercantil, recebimento do
entorpecente por terceira pessoa a pedido do apenado e ingresso da
portadora no estabelecimento prisional para repasse da droga,
posteriormente apreendida antes da entrega final.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se: (i) a mera
solicitação de entorpecente sem efetiva entrega configura ato
preparatório impunível ou ato executório do tipo do art. 33 da Lei
11.343/2006; (ii) a revisão criminal pode desconstituir a coisa
julgada com base em orientação jurisprudencial superveniente, sem
prova nova ou contrariedade manifesta à lei; e (iii) o recurso
especial admite reexame das premissas fático-probatórias fixadas no
título condenatório, à luz da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. O agravo regimental é conhecido por tempestivo e por impugnar a
decisão agravada nos limites da controvérsia, mantendo-se, contudo,
a decisão por seus fundamentos.
6. As premissas fáticas definitivas estabelecidas na condenação -
ajuste prévio, finalidade mercantil e participação do apenado na
dinâmica delitiva, com ingresso da portadora no presídio para
repasse - evidenciam participação penalmente relevante na introdução
de droga em estabelecimento prisional, não se tratando de hipótese
de mera atipicidade por atos preparatórios.
7. A revisão criminal não se presta à rediscussão ordinária da causa
nem à reabertura do acervo fático-probatório, sobretudo quando
ausente manifesta contrariedade a texto expresso de lei, evidência
dos autos ou prova nova apta a desconstituir a condenação;
orientação jurisprudencial superveniente não autoriza, por si,
desconstituir a coisa julgada.
8. Incide a Súmula 7/STJ, vedando o reexame das premissas fáticas
fixadas pelo título condenatório na via especial, o que impede a
pretensão absolutória fundada em revisão do contexto probatório.
9. Ainda que existam precedentes sobre a atipicidade de mera
solicitação sem entrega do entorpecente, o quadro fático consolidado
pela coisa julgada apresenta contornos diversos, incompatíveis com
a conclusão de ausência de ato executório.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. O recurso especial não admite reexame de fatos e provas,
incidindo a Súmula 7/STJ quando a pretensão demanda a
desconstituição das premissas fáticas do título condenatório. 2. A
revisão criminal não se presta à aplicação retroativa de
entendimento jurisprudencial superveniente, nem à reabertura do
acervo probatório sem prova nova ou contrariedade manifesta à lei.
3. A participação na introdução de droga em estabelecimento
prisional, comprovada por ajuste prévio, finalidade mercantil e
execução do plano, configura relevância penal ainda que a substância
seja apreendida antes da entrega final. Dispositivos relevantes
citados:Lei 11.343/2006, art. 33
Jurisprudência relevante citada:STJ, Súmula 7
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo
Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.