STJ — 3013966
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: cc7554d755f339053135bd8febaefd525a45f450e25663e2b66831a0c5fc3866
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1453915
- Número de registro na fonte
- 202502910670
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que conheceu do agravo em recurso especial para não
conhecer do recurso especial, mantendo a incidência das Súmulas 7 e
83 do Superior Tribunal de Justiça.
2. Fato relevante. O agravante sustenta a não incidência dos óbices
sumulares por se tratar de revaloração jurídica de fatos
incontroversos, pleiteando: (i) absolvição por insuficiência de
provas e aplicação do in dubio pro reo; (ii) desclassificação para a
conduta do art. 28 da Lei 11.343/2006; (iii) reconhecimento do
tráfico privilegiado do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006; e (iv)
aplicação do princípio da insignificância em razão da quantidade
ínfima de 0,23 g de crack, com analogia a precedentes sobre posse de
pequena quantidade de munições sem arma de fogo.
3. As decisões anteriores. A decisão monocrática: (i) afastou a
insignificância no crime de tráfico, por ser delito de perigo
abstrato e por ausência dos vetores exigidos para sua incidência;
(ii) apontou robustez do conjunto probatório (auto de prisão em
flagrante, laudos, depoimentos policiais sobre transação com
usuária, apreensão de porção de crack com a usuária, dinheiro com o
agente, resquícios de crack e lâmina de fracionamento na residência,
menções de monitoramento e notícia de atuação em organização
criminosa); (iii) destacou a necessidade de impugnação dialética
específica do óbice da Súmula 7/STJ; e (iv) manteve o afastamento do
redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, por fundamentos das
instâncias ordinárias quanto à dedicação a atividades criminosas e a
indícios de atuação organizada, sendo inviável a revisão em sede
especial por demandar revolvimento fático-probatório.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se: (i) incidem as
Súmulas 7 e 83/STJ quando as pretensões recursais (absolvição,
desclassificação e afastamento/ reconhecimento de minorantes)
demandam reexame do acervo probatório; (ii) é possível aplicar o
princípio da insignificância ao crime de tráfico de drogas,
inclusive quando apreendida quantidade ínfima; e (iii) é possível
reconhecer o tráfico privilegiado do art. 33, § 4º, da Lei
11.343/2006 diante dos fundamentos utilizados pelas instâncias
ordinárias.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A pretensão de absolvição por insuficiência de provas, de
desclassificação para o art. 28 da Lei 11.343/2006 ou de revisão do
afastamento da minorante exige reexame do conjunto
fático-probatório, atraindo o óbice da Súmula 7/STJ.
6. Quando o acórdão recorrido está em consonância com a orientação
consolidada do Superior Tribunal de Justiça, incide a Súmula 83/STJ,
obstando o conhecimento do recurso especial.
7. O depoimento de policiais colhido em juízo, quando harmônico e
sem máculas apontadas, é meio idôneo para a condenação; a
materialidade do tráfico não depende de apreensão de droga em posse
direta do agente.
8. O princípio da insignificância não se aplica ao crime de tráfico
de drogas, delito de perigo abstrato, sendo irrelevante, para esse
fim, a quantidade de entorpecente apreendida; a analogia com
precedentes sobre pequena quantidade de munições sem arma não se
transfere ao tráfico de drogas.
9. A negativa do redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 não
pode se apoiar em elementos precários; no caso, o afastamento foi
fundado em elementos concretos pelas instâncias ordinárias, e sua
revisão demandaria revolvimento probatório, inviável na via
especial.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Resultado do Julgamento: Agravo desprovido.
Dispositivos relevantes citados:
Lei 11.343/2006, art. 28; Lei 11.343/2006, art. 33, § 4º; Súmula
7/STJ; Súmula 83/STJ.
Jurisprudência relevante citada:STJ, REsp 1.906.277/SC; STJ, AgRg
nos EDcl no EREsp 1.955.005/SC; STJ, AREsp 2.295.396/MG; STJ, HC
695.249/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe
03.11.2021; STJ, AREsp 2.091.852/DF, Rel. Min. Olindo Menezes, Sexta
Turma, DJe 30.09.2022; STJ, REsp 1.977.027/PR (repetitivo); STJ, HC
901.723/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe
15.08.2024.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
ÓBICES SUMULARES (SÚMULAS 7 E 83/STJ). TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO
OU DESCLASSIFICAÇÃO. INSIGNIFICÂNCIA. TRÁFICO PRIVILEGIADO. AGRAVO
DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que conheceu do agravo em recurso especial para não
conhecer do recurso especial, mantendo a incidência das Súmulas 7 e
83 do Superior Tribunal de Justiça.
2. Fato relevante. O agravante sustenta a não incidência dos óbices
sumulares por se tratar de revaloração jurídica de fatos
incontroversos, pleiteando: (i) absolvição por insuficiência de
provas e aplicação do in dubio pro reo; (ii) desclassificação para a
conduta do art. 28 da Lei 11.343/2006; (iii) reconhecimento do
tráfico privilegiado do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006; e (iv)
aplicação do princípio da insignificância em razão da quantidade
ínfima de 0,23 g de crack, com analogia a precedentes sobre posse de
pequena quantidade de munições sem arma de fogo.
3. As decisões anteriores. A decisão monocrática: (i) afastou a
insignificância no crime de tráfico, por ser delito de perigo
abstrato e por ausência dos vetores exigidos para sua incidência;
(ii) apontou robustez do conjunto probatório (auto de prisão em
flagrante, laudos, depoimentos policiais sobre transação com
usuária, apreensão de porção de crack com a usuária, dinheiro com o
agente, resquícios de crack e lâmina de fracionamento na residência,
menções de monitoramento e notícia de atuação em organização
criminosa); (iii) destacou a necessidade de impugnação dialética
específica do óbice da Súmula 7/STJ; e (iv) manteve o afastamento do
redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, por fundamentos das
instâncias ordinárias quanto à dedicação a atividades criminosas e a
indícios de atuação organizada, sendo inviável a revisão em sede
especial por demandar revolvimento fático-probatório.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se: (i) incidem as
Súmulas 7 e 83/STJ quando as pretensões recursais (absolvição,
desclassificação e afastamento/ reconhecimento de minorantes)
demandam reexame do acervo probatório; (ii) é possível aplicar o
princípio da insignificância ao crime de tráfico de drogas,
inclusive quando apreendida quantidade ínfima; e (iii) é possível
reconhecer o tráfico privilegiado do art. 33, § 4º, da Lei
11.343/2006 diante dos fundamentos utilizados pelas instâncias
ordinárias.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A pretensão de absolvição por insuficiência de provas, de
desclassificação para o art. 28 da Lei 11.343/2006 ou de revisão do
afastamento da minorante exige reexame do conjunto
fático-probatório, atraindo o óbice da Súmula 7/STJ.
6. Quando o acórdão recorrido está em consonância com a orientação
consolidada do Superior Tribunal de Justiça, incide a Súmula 83/STJ,
obstando o conhecimento do recurso especial.
7. O depoimento de policiais colhido em juízo, quando harmônico e
sem máculas apontadas, é meio idôneo para a condenação; a
materialidade do tráfico não depende de apreensão de droga em posse
direta do agente.
8. O princípio da insignificância não se aplica ao crime de tráfico
de drogas, delito de perigo abstrato, sendo irrelevante, para esse
fim, a quantidade de entorpecente apreendida; a analogia com
precedentes sobre pequena quantidade de munições sem arma não se
transfere ao tráfico de drogas.
9. A negativa do redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 não
pode se apoiar em elementos precários; no caso, o afastamento foi
fundado em elementos concretos pelas instâncias ordinárias, e sua
revisão demandaria revolvimento probatório, inviável na via
especial.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Resultado do Julgamento: Agravo desprovido.
Dispositivos relevantes citados:
Lei 11.343/2006, art. 28; Lei 11.343/2006, art. 33, § 4º; Súmula
7/STJ; Súmula 83/STJ.
Jurisprudência relevante citada:STJ, REsp 1.906.277/SC; STJ, AgRg
nos EDcl no EREsp 1.955.005/SC; STJ, AREsp 2.295.396/MG; STJ, HC
695.249/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe
03.11.2021; STJ, AREsp 2.091.852/DF, Rel. Min. Olindo Menezes, Sexta
Turma, DJe 30.09.2022; STJ, REsp 1.977.027/PR (repetitivo); STJ, HC
901.723/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe
15.08.2024.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca,
Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Comentário de Rafael Toledo
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3013966 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Fonte oficial que sustenta este comentário
Identidade e proveniência do comentário
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte:
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